[para um melhor entendimento destas coisas das 'transmissões televisivas' deixo-vos o essencial de um longo mas interessante 'dossier' publicado hoje na edição em papel do 'público', com link só disponível a assinantes.]
em inglaterra,"O mundo está em crise, mas as expectativas do planeta futebol com a venda de direitos de transmissão continuam fortes, apesar de haver diversos sinais contraditórios. A prova de fogo surgirá em Janeiro, com a abertura do período negocial para a venda dos direitos da Premier League, de 2010 a 2013. E se, por enquanto, ninguém espera uma quebra nos valores a oferecer aos clubes, os dirigentes ingleses já prepararam um plano B caso as ofertas sejam más: a Premier League poderá não alienar os direitos e explorá-los directamente através de um canal de televisão próprio - a Premier League TV.
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Segundo o último anuário da Deloitte, as transmissões televisivas representam 39 por cento das receitas dos 20 clubes da liga inglesa, tendo rendido 880 milhões na época 2006/2007. Ora, se esta fonte secasse, provocaria efeitos em cascata: sem dinheiro, não há contratações; sem jogadores não há títulos."
em portugal (com um saltinho à europa),"Portugal gravita fora desta órbita que tem conduzido outras ligas a lucros crescentes. O último relatório sobre as finanças do futebol publicado em 2008 pela Deloitte indica que os clubes da Liga portuguesa receberam 46 milhões de euros em direitos de transmissão. Esse montante, relativo à época 2005/2006 (a última com resultados disponíveis), fica aquém dos 69 milhões encaixados pela Eredivisie holandesa, não chega a dez por cento das receitas televisivas da Bundesliga alemã (480 milhões de euros por temporada) e fica a anos-luz dos 557 milhões de euros de receita dos 20 clubes da Liga espanhola."
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"em França (receitas de 565 milhões), Inglaterra, Alemanha e Itália (732 milhões), a entidade que organiza os campeonatos profissionais vende os direitos em pacote, de forma centralizada, distribuindo depois as receitas segundo modelos que variam de país para país, garantindo sempre um mínimo a cada participante, além de uma componente variável de remuneração."
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"Os "encarnados", por exemplo, recebem 7,5 milhões de euros por ano da Olivedesportos pelas transmissões dos seus jogos do campeonato. O contrato expira em 2013 e a SAD benfiquista já há muito que fez saber que não quer renová-lo, sentindo-se prejudicada. Para o FC Porto, 2008 foi ano de renovar a ligação à empresa de Joaquim Oliveira. Os "dragões" prolongaram até ao final da época 2013/14 o acordo de cedência de direitos à Olivedesportos por mais seis épocas, em troca de quase 52 milhões de euros (o que dá um valor anual de, aproximandamente, 8,6 milhões). Juntando as receitas do Sporting, o resultado dos três "grandes" ronda os 25 milhões de euros por época. E somando as receitas dos restantes 13 clubes da Liga, chega-se a um valor próximo dos 50 milhões."
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"O canal Sport TV atingiu em 2008 o número de 600 mil assinantes. Cada um dos subscritores pagará uma mensalidade de 23,99 euros, o que significa que as receitas do canal com assinaturas andam à volta dos 14 milhões de euros por mês. Multiplicando este montante pelo número de meses por ano, obtém-se uma receita anual só com assinaturas na ordem dos 268 milhões de euros. Ou seja, a receita deste canal, que é detido pela Olivedesportos (50 por cento) e a ZON (50 por cento), é quase o quádruplo do que encaixam os clubes que vendem os direitos à Olivedesportos, empresa de Joaquim Oliveira."
e, de borla, na internet,"Não há jogo de futebol transmitido na televisão que não esteja on-line e que não possa ser visto gratuitamente e em directo. Da liga portuguesa, ao campeonato das Honduras, passando pelas ligas europeias e pelas competições do Médio Oriente - está disponível na Internet mais futebol do que aquele que é possível consumir. E o mesmo é válido para muitas outras modalidades, do basquetebol ao snooker.Para os amantes do desporto (especialmente para aqueles dispostos a abdicar de alguma qualidade de imagem), o pequeno ecrã pode bem passar a ser o do computador. As vantagens são fáceis de identificar: a Internet dá a possibilidade de seguir competições que não são transmitidas para Portugal e permite ainda aceder a jogos ou provas que, embora possam ser vistos no país, passam apenas nos canais pagos da televisão por cabo. E nem o facto de algumas destas emissões on-line violarem os direitos de transmissão parece ser um problema para os utilizadores.
O site Myp2p.eu é uma ferramenta popular neste meio: funciona como uma espécie de gigantesca lista para descobrir quais os sites que transmitem em directo um determinado evento.
O Justin.TV é outro destino conhecido para quem vê jogos on-line. Depois de o seu criador se ter cansado de gravar e transmitir na Internet, 24 horas por dia, todos os detalhes da sua vida, o Justin.TV foi convertido num espaço onde qualquer pessoa pode usar uma câmara ligada ao computador para fazer uma transmissão em tempo real na Internet - é uma espécie de YouTube das imagens em directo."
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Também acho piada é ao facto de os 3 sites oficiais(!) dos 3 grandes serem geridos/mantidos por uma empresa qq da Olivedesportos.
Cumps
Tinha ideia que o contrato do Porto com a Olivedesportos, terminava bem para lá do ano 2014.
Quanto ao facto do Sporting ter contrato com a Olivedesportos até ao ano 2018, nem uma palavra? Significa que as receitas televisivas dos próximos 10 anos já foram recebidas e o clube não tem mais nada para vender... a não ser se alguém resover pagar para levar o Floribella Veloso ou o Moutinho!
Mas a verdade, é que é uma ninharia aquilo que os clubes portugueses recebem da Olivedesportos e isto deve-se apenas à péssima gestão que foi feita no passado, com os clubes a ficarem tão endividados, que a única forma de irem pagando os ordenados, era ir vendendo ao preço da uva mijona, os direitos televisivos. Quanto ao facto de ninguém ter vendido directamente a um canal televisivo, também não percebo, então a Olivedesportos compra os direitos televisivos, para os revender a outros canais de tv e os nossos clubes, durante anos, preferiram engordar o intermediário, do que negociar directamente?
Para verem bem a ninharia que a Olivedesportos paga, nem é preciso falar na SportTv, basta comparar os orçamentos dos nossos clubes com os clubes estrangeiros. Enquanto no estrangeiro, as receitas televisivas, na maior parte das vezes representa entre 50 e 75% do total das receitas anuais. Nos clubes portugueses, as receitas televisivas, representam cerca de 15 a 30%.
Aí é que reside a diferença e excusam de vir com a tal lenga lenga, de que é difícil comparar com o estrangeiro, porque Portugal é um país muito mais pequeno. Pode ser pequeno, mas o futebol alimenta muita gente e se já vi muitos futebolistas com salários em atraso e muitos clubes falidos, a verdade é que nunca vi nenhum empresário ou dirigente em dificuldades financeiras...
fonfas.com (http://www.fonfas.com)
continuamos por cá no mundo do amadorismo...
a Liga não devia vender apenas os jogos num todo... devia vender o espectáculo pronto a consumir e quem quisesse compras os episódios comprava.
passo a explicar:
- realização das transmissões deveria a cargo e segundo os critérios da Liga para promover melhor o espectáculo tal e qual faz a UEFA
- a programação relativamente à Liga devería incluir um programa a meio da semana com entrevistas e interactividade com os jogadores / treinadores... programa oficial de antevisão da jornada... resumo da jornada... análise à jornada... e comentário desportivo.
são coisas que não traríam despesa pois sería reflectida no custo... mas benificiava o desporto/negócio. é assim que fazem as ligas profissionais de vários desportos americanos, ingleses e competições europeias.
é preciso cativar os adeptos... trazer para clientes aqueles que são apenas adeptos!
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