vistas por mim, as duas pessoas que mandam em nós, com a ajuda do olhar bem humorado mas não menos acutilante de umberto eco em 'o cemitério de praga':
[sobre os alemães]
"aos alemães conheci-os, e até trabalhei para eles: o mais baixo nível de humanidade concebível.
um alemão produz, em média, o dobro das fezes de um francês. hiperactividade da função intestinal em prejuízo da cerebral, que demonstra a sua inferioridade fisiológica.
(...)
o alemão vive num estado de perpétuo embaraço intestinal, devido ao excesso de cerveja e daquelas salsichas de porco com que se empanturra.
(...)
consideram-se profundos porque a sua língua é vaga, não tem a clareza da francesa e nunca diz exactamente aquilo que deveria, de modo que nenhum alemão sabe alguma vez aquilo que queria dizer - e confunde esta incerteza com profundidade. (...)"
[no que respeita aos franceses]
"não amam os seus semelhantes, nem sequer quando deles tiram proveito.
(...)
são maus. matam por tédio. é o único povo que manteve os seus cidadãos, durante vários anos, a cortarem a cabeça uns aos outros, e foi uma sorte napoleão ter desviado a sua raiva para os de outra raça, mobilizando-os para destruir a europa.
são orgulhosos por possuírem um estado que dizem poderoso, mas passam o tempo a procurar fazê-lo cair....
(...)
o francês não sabe bem o que quer, excepto que sabe perfeitamente que não quer aquilo que tem..."
uma nota pessoal final, não despropositada:
depois do 'pêndulo de foucault' o melhor de umberto eco está estampado nesta sua última ficção intitulada 'o cemitério de praga'.
* negritos da minha responsabilidade;
"o que é não pode ser porque o que passou já foi"
(jorge jesus, treinador do 'benfica')
é bonito, nos dias que correm, ver (ler) alguém socorrer-se da citação de um importante filósofo marxista, no caso ernest bloch, mesmo que o citador não (se) (a)perceba corno do que verdadeiramente esteve por detrás de tal asserção e, sobretudo, profira a dita a propósito de um simples jogo de futebol.
neste contexto aproveito para lhes deixar mais qualquer coisa dita por block:
"a esperança é algo tipicamente humano, pois permite que o homem transcenda o real ao superá-lo. Os limites da esperança encontram-se na própria imperfeição humana. Assim, aqueles sonhos escapistas tentam resolver uma questão fundamental para o homem; encontrar uma sociedade onde não haja a fome. Por outro lado, os sonhos diurnos permitem aspirar, concretamente, por uma sociedade justa. A esperança, actuando sobre uma realidade objetiva que virá, permite ao homem uma saída para o futuro. Essa saída não ocorrerá gratuitamente, mas por um processo, onde estejam engajados todos os militantes, entre eles os filósofos, para a construção do devir. Os princípios da esperança abrem caminho para a compreensão ontológica do ainda-não-consciente, permitindo verdadeiras antecipações do futuro. (Para Bloch), “o marxismo foi o único que promoveu a teoria prática de um mundo melhor, não para esquecer o mundo presente, como era comum na maioria das utopias sociais abstractas, mas para transformá-lo em termos dialético-económicos”
tenham, todos, um bom derby.
“(...) a destruição e o caos que os mercados financeiros mundiais têm produzido nos últimos tempo são inquietantes para a liberdade e para a democracia. O recente recurso a governos tecnocratas na Grécia e na Itália exemplifica os perigos que alguns regimes democráticos podem correr na actual emergência”.
(do manifesto subscrito por mário soares)
(parfois) se rencontre.
noutras ocasiões, ouvindo o senhor presidente da república dizer que não tem acompanhado o caso 'duarte lima',...desencontram-se.
" O antigo ministro socialista Armando Vara começou a ser ouvido esta manhã no tribunal de Aveiro que julga o processo Face Oculta. Disse não ter ideia de ter recebido presentes de Natal de Godinho, embora admita uma prenda composta por robalos e pão-de-ló oferecida pelo empresário."
(no 'público')
o povo sempre soube, na sua enorme sabedoria, que é com papas, no caso robalos, e bolos, seja ele um modesto pão-de-ló, que se enganam os tolos...
"É um período difícil, fundamental em termos da afirmação do nosso futebol e queremos proteger a seleção e toda a estrutura da federação de algum envolvimento menos positivo e de alguma confusão que possa gerar com as diferentes medidas que iremos apresentar."
(fernando gomes, candidato à presidência da 'fpf')
ora aqui está uma afirmação que deverá suscitar, junto de todos nós, uma enorme perplexidade.
então as medidas que o candidato à liderança de todo o futebol porruguês se propõe apresentar contém propostas menos positivas, para além de confusas, no que respeita à selecção nacional de futebol???...
será que as 'diferentes medidas que, pressupõe-se, apresentarão posteriormente envolvem a 'varridela' dos actuais responsáveis pelo 'departamento das selecções', que (não) por acaso conhecem de ginjeira as 'virtudes' de algumas das principais cabeças do cartaz apresentado por fernando gomes?...
tudo isto parece fazer pouco sentido ou, pelo contrário, todo.
se não queriam perturbar a selecção nacional, em vésperas do importante 'play-off de apuramento para o 'euro 2012' frente aos bósnios, o melhor teria sido ficarem calados. digo eu que já por lá andei.
de papo para o ar, neste amargo 'fareniente', sinto-me igualzinho ao companheiro da foto.
excepto, obviamente, na dimensão...das peocupações.
um poeta dizia que o 'natal' é quando um homem quiser.
esse mesmo poeta com certeza que nos dias de hoje escreveria: o 'dia de finados' é cada um e todos os 365 dias do ano. ou seja, enquanto este 'governo' quiser...e nós deixarmos.
embora o josé mourinho se esforce - pago a peso de ouro, é claro - em afirmar que o 'millenium bcp' faz o nosso orgulho a realidade dos mercados bolsistas dita nos dias que correm uma verdade totalmente diferente.
atinge neste momento uma cotação de 13 cêntimos por acção!
qualquer um de nós, apenas com os trocos em moedas que (ainda) tem no bolso pode tornar-se num accionista deste banco.
esta estória triste faz-me lembrar uma outra, felizmente já distante, vivida pelos nossos 'irmãos' brasileiros.
em tempos de inflação galopante em que a sua moeda, na altura o 'cruzeiro', sofria desvalorizações diárias abissais, a pergunta 'o que é que se pode comprar com 1 cruzeiro' tinha como resposta '1 feijão'.
por cá, o banco que já distribuiu milhões por jardins gonçalves e quejandos, arrisca a que a sua valorização na 'bolsa' aproxime o valor do antigo e saudoso tostão.

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