passados pouco dias de ter assumido a vice-presidência desportiva da 'fpf', no início de janeiro de 1999, fui convidado pelo jornal 'expresso' para um almoço-entrevista no restaurante 'pabe'', em 'lisboa'.
tendo confidenciado essa solicitação a um círculo restrito de amigos fui pelos mesmos aconselhado a decliná-lo. recordaram-me, a propósito, que tinha sido na sequência de um desafio semelhante, feito aquele que tinha sido tempos antes técnico do 'sl e benfiva', artur jorge, que o mesmo tinha metido a cabeça no cepo quando afirmou que o clube 'da luz' era um circo.
apoiado na minha auto-estima reforçada com a coerência e a consciência que mantinha no que dizia respeito à forma como iria exercer o cargo avancei confiante para o encontro.
[tenho rebuscado nos meus arquivos essa conversa no 'pabe' mas não encontro qualquer registo.
é pena pois tenho a certeza que a mesma poderia ser compaginada como muito daquilo que fiz e disse nos anos posteriores no desempenho do cargo como nos dias de hoje com aquilo que escrevo diariamente neste espaço.]
nada aconteceu na sequência dessa entrevista a não ser o início de uma ciumeira pelo meu excessivo protagonismo por parte de gilberto madail.
isto a propósito de quê?
não só pelo facto de há meses ter carlos queiroz terminado o seu processo suicidário como seleccionador nacional, precisamente com uma entrevista a esse jornal, onde destratou o vice amândio de carvalho - facto único substantivo que levou à sua demissão compulsiva - mas sobretudo porque penso que fernando nobre iniciou o seu príncipio político do fim com a conversa que foi este sábado reproduzida no 'expresso'.
o homem quanto mais fala mais se afunda.
foi no sábado no jornal e ontem na 'rtp1' que não conseguiu esconder, muito menos explicar, as suas, diria imberbes, ambições.
quem já o percebeu foi pedro passos coelho que o aconselhou a fechar a matraca.
há cerca de oito anos os portugueses aprenderam os alicerces básicos da justiça portuguesa.
foi graças ao caso 'casa pia' que todos nos passámos a familiarizar com os termos da agenda diária do direito criminal: o papel do juiz de instrução, a intervenção da 'procuradoria geral da república' e articulação desta com a 'polícia judiciária, a prisão preventiva e o testemunho para memória futura, os limites das imunidades parlamentares e do segredo de justiça, etc, por aí fora.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: a justiça.
nos últimos tempos, devido à 'crise', fomos introduzidos no sincretismo da linguagem económico-financeira.
como poucos povos no mundo começámos a tratar por tu conceitos como o da 'dívida soberana', o 'pib', as dívidas pública e privada, o 'rating', o 'fmi' e o 'feef', o financiamento da economia, as medidas de austeridade e as consequências associadas.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder executivo.
ao longo dos últimos anos passámos a conhecer melhor e a saber mais profundamente do 'parlamento'. mas, em simultâneo, da indigência cultural, comportamental e política que assiste à maioria dos deputados que, pelo nosso voto (muita atenção!!!) tomam assento na 'assembleia da república'.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder legislativo.
quem tudo isto acompanhou fê-lo através de uma comunicação social maioritariamente impreparada nas matérias que tratava, subjectiva e por isso parcial nas avaliações que sobre os temas de agenda produzia, muito táctica e de um modo geral obediente aos poderes instituídos, políticos, económicos e empresariais.
o que também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que, subsidiariamente, assenta o estado de direito: o poder mediático comummente tratado como o 'quarto poder'.
propositadamente abstive-me de analisar no mesmo plano dois outros 'poderes' que no dia-a-dia o que fazem ou deixam de fazer também determinam o nosso destino colectivo: o da poderosa 'igreja católica' - o qual, no meu entender, até nem tem estado a ser mal exercido - e o da presidência da república que, ao contrário do anterior, tem prosseguido um ziguezaguiante precurso, alternando o discurso excessivo com a falta de uma prática oportuna porque a mesma lhe poderia ser tacticamente inconveniente.
deitei-me com o bruno de carvalho
acordei com o godinho lopes
digam lá se o 'sporting' não é uma animação?!...
inquéritos de rua, hoje abundantemente promovidos pelas principais redes de televisão, revelam que os portugueses, maioritariamente, não acreditam que as eleições que se anunciam para finais de maio, princípio de junho, venham a resolver os problemas do país.
de um modo geral, os analistas, apelidam esta posição de pessimista.
eu chamo-lhe, antes, realista.
no rescaldo da derrota do 'málaga' treinado por manuel pellegrini, em 'madrid, um interessante texto, embora longo e em inglês, publicado no 'guardian'.
como sub-título poderia sugerir: 'o retrato das difíceis relações entre um treinador de futebol de topo e a imprensa desportiva da especialidade'.
"Two men can't fight if one does not want to – and the man with the bloodshot eye and the melancholic gaze didn't want to. Instead, there was a quick, silent shake of the hand, a wordless greeting, and the white flag was raised. No resistance, and no mercy. Last night Real Madrid tore Málaga apart, battering them 7-0. But Málaga's manager did not care; or said he did not. Cunning or cowardice, that was the question.
This was the encounter everyone had eagerly awaited since November but if it was a fight they were after then they might as well not have bothered. After all, Manuel Pellegrini didn't.
Late last night, Pellegrini returned to the Santiago Bernabéu for the first time since leaving Real Madrid in May. These days, he is coach of Málaga and things aren't going well: Málaga are second bottom. It was time for Pellegrini to face his tormentors and they were waiting for him, knives sharpened. But yet again, he shirked the conflict – on and off the pitch.
It is a familiar tactic. Perhaps one fine day the editor of Marca came home to find the coach of Real Madrid in bed with his wife. Or maybe Pellegrini had rejected his amorous advances. Nothing else, surely, can explain the viciousness and relentlessness of the campaign launched against him when he was Madrid coach. There could be no other reason for the obsession, the bitterness, the sheer bloody-mindedness, the irrational hate. Or maybe there could: if Pellegrini was concerned at the fact that they attacked him, more telling was the fact that they could.
The day Pellegrini arrived at Madrid, the talk was of patience and project. The first call for his head came in October – and they kept on coming. Everything Pellegrini did was wrong; everything he did right was because of someone else. His players saved him from himself; he destroyed them despite themselves. Even when Marca set up Madrid-Villarreal as "Pellegrini on trial" only for his side to win 6-1, they did not relent. Even when he was polite and calm and unmoved, they tried to move him. They wound him up, but he never uncoiled, noting simply: "I should thank the editor of Marca for making me so famous." So they tried some more.
When he joined Málaga, Marca declared him the "worst" thing about their game. His crime? To take Málaga to a first home win of the season and take them off the bottom in his first match in charge.
Whether Pellegrini was a good coach or not – and few would seriously claim he is better than José Mourinho – the attacks were brutal and senseless. He was hardly provocative; he rarely made excuses, ranted or shifted blame. And he hadn't even been that bad. Madrid had been humiliated in the Copa del Rey and were eliminated from the Champions League. But everyone else had been knocked out at that stage too – for each of the past six years. And in the league, Madrid challenged Barcelona; beaten just 1-0 at the Camp Nou, they had more points at this stage last season than Mourinho's team do now. A late winner against Sevilla meant that at this stage they were top. Now they are seven points behind. They went into the final day with a chance of winning the title. And racked up 96 league points – a club record.
But at the end of the season, he was gone. Just as everyone knew he would be. So, with the return nigh and the campaign sparked up once more, Pellegrini pointed that out this week, describing 2009-10 and the "best season in the club's history". Which was a pretty dumb thing to say about a club with nine European Cups and 31 league titles, that could still win something this season with the league title race still alive, a Copa del Rey final to come and an away goal in Lyon in the Champions league. He, after all, had won nothing. And since he has taken over Málaga there's no sign of him winning anything either: Qatari owners and five new signings have done little for them. They have won just once in 12 matches; this morning they sit second bottom – much to his detractors' delight.
Meanwhile, Mourinho was being asked if he feared suffering the same fate as Pellegrini if he finishes this season empty-handed. In a fantastically feisty press conference in which said he didn't mind being "everyone's punchbag", he replied bluntly: "No. Because if I get sacked here I won't go to Málaga; I will go to a big club." Let's face it, it was true. But the truth hurts. The president of the Málaga government, Salvador Pendón, hit back. "I always knew that Mourinho was rude and spoilt, now he has confirmed it," he said. "He is a total clown."
This time it was personal. Not only had Madrid hammered Pellegrini – but now their manager was hitting out at Málaga. He had questioned their honour, and few things get sensitive soccer souls going like a "lack of respect". The gauntlet was thrown down. You, sir, are a cad. I challenge you to a duel!
Yeah, right. Some duel. Them may be fighting words but there was no fighting. Pellegrini was met with timid applause but mostly with indifference; there was no simmering anger or even much sympathy; the greeting with Mourinho was cold but polite, and on a Thursday night at 10pm there was a Thursday night at 10pm attendance. And, anyway, Madrid versus Málaga was always likely to be David versus Goliath.
Mourinho's side were irresistible, Benzema getting two and Ronaldo a hat-trick to take him to 27 for the season, level with Messi (or one ahead of him if you believe Marca, who called him "Pichichón" this morning – a big Pichichi). But Málaga's defence, which has conceded 58 goals this season, 14 more than anyone else, a defence that's so bad they signed Martín Demichelis for goodness sake, was so unconvincing even Jeffrey Archer wouldn't use it. An offside trap that trapped no one aided the first; the second came via a Málaga corner, a misplaced header, a defender who missed the ball entirely and a 50-yard stroll through the middle for Angel Di María; and everyone stood and watched, cooing "Oooh, nice pass", as Di María scooped over to Marcelo for the third.
Every week, you wonder why Málaga are where they are. Last night, you saw the reason. This wasn't just David against Goliath, it was David against Goliath with David laying down his slingshot and saying: "Actually, I think I'll wait until that little fella turns up and fight him instead, thanks very much." Homer Simpson passing on fatherly advice: can't win, don't try. Having faced Almería on Monday and with Osasuna to come on Sunday, with Júlio Baptista and Sergio Asenjo injured, Pellegrini left Apoño, Rondón, Maresca, and Seba Fernández on the bench. "And," he said, "I would have left out more players too if I could."
"We knew we were risking a thrashing," Pellegrini added. "With so many players injured and such a short rest we could not expect a good result against Madrid. I was completely clear that we didn't have a chance. We have to prioritise the game against Osasuna. It would have been irresponsible to give our all here and be tired on Sunday. Osasuna and Almería are our finals, not this." Out in the mixed zone, one player was listening in, anger simmering away, furious with his coach.
That might have been an excuse, a little boy's "I didn't want to play this stupid game anyway"; it might have been an attempt to explain away a desperate display; it might even been a subtle dig at Mourinho and at Madrid, an attempt to undermine their victory and unmask them. Above all, though, it was familiar. Pellegrini had done exactly what Manuel Preciado did when Sporting went to Barcelona earlier in the season and played a weakened line-up that provoked a huge confrontation with Mourinho. Only Preciado's side lost by one, not seven. Only this time Mourinho didn't mind one bit.
It was supposed to be a war but however much they attacked, Manuel Pellegrini had decided not to wage it. He had taken a decision: he who runs away lives to fight another day. Which is fine if you fight another day and win. But lose on Sunday and it won't just be Marca out to get him. Lose on Sunday and, rather like his team, Manuel Pellegrini will have no defence at all."
tenho estado a assistir, via as imagens em directo transmitidas pela 'cnn', 'sky' e 'al-jazeera', à batalha campal que dura há horas, no centro do 'cairo', entre manifestantes anti e pró mubarak.
incrível!!!...até cargas a cavalo e a camelo, montados por civis, já aconteceram.
isto perante os olhos do mundo e a passividade das autoridades militares egípcias...
uma banho de sangue pré anuncia-se a não ser que uma intreposição determinada das forças armadas do país o evite.
[vi e ouvi o ex presidente português jorge sampaio, esta manhã, referir a similitude que as últimas imagens lhe transmitiram entre o que estava acontecendo no 'egipto' e o nosso '25 de abril'...
confesso que partilhei do mesmo sentimento. mas isso foi só até à hora do almoço, hoje.]
acabei de ouvir no 'dia seguinte', da 'sic', que o 'chelsea tinha registado uns 'fantásticos' de 30 milhões de resultados... não sabiam bem se em 'euros' ou 'libras'...
achei estranho e fui ao 'site' do clube londrino que hoje mesmo, sobre a matéria, colocava a seguinte comunicação:
"Chelsea FC plc today announced that results for the financial year end June 30, 2010 show the group had become cash positive for the first time since its acquisition by Roman Abramovich. The club had a positive cash inflow of £3.8m in the year compared to a net outflow of £16.9m in the previous year. The club believes it is now well positioned to meet UEFA's financial fair play rules.
In addition, the group had a reduced operating loss of £68.6m on an improved group turnover of £205.8m. The operating loss was £3.6m better than the previous year. The total loss for the financial year was £70.9m. Amortisation of player transfer fees constitutes the largest component of the difference between the positive cash flow and the operating loss.
Group turnover has increased by £2.5m despite the economic situation and reflects the strength of the team, and the attractiveness of the FA Premier League allied with the continued allegiance of our fans and commercial partners."
incrível!!!
afinal o clube perdeu 68,6 milhões de libras (80 milhões de euros) e a relativa melhoria que registou foi no fluxo de tesouraria onde conseguiu um valor positivo de 3,8 milhões de libras (4,5 milhões de euros)!!!...
no further comments.
dizia-me uma vez luís figo, meses após a sua entrada no 'real madrid':
'naquele clube de um modo geral só nos cruzamos com o presidente uma vez: quando lhe apertamos a mão na cerimónia pública da celebração do contrato'.
pois é.
uma realidade totalmente diferente do intervencionismo presidencialista que se verifica em portugal.
sobre o para mim apaixonante tema convido-os a ler um excelente, completo e bastante actual trabalho do jornalista bruno prata hoje estampado no 'publico'.
fica o aperitivo:
"Mourinho começou a perceber no que se estava a meter à custa de pequenos incidentes. Não muito significativos, mas que, acumulados, foram funcionando como alertas e indícios importantes, sinais até de algum sentimento anti-português. Como quando descobriu que o treinador do Real Madrid não tinha lugar na zona VIP de estacionamento automóvel. Ou quando decidiu que, nesse dia, não ia trabalhar ao volante do carro que recebeu de uma marca que tinha um contrato de patrocínio com o Real Madrid: ainda não tinha acabado de estacionar o seu poderoso Ferrari (uma prenda de Roman Abramovich) e já tinha surgido um qualquer funcionário a barafustar e a dar-lhe ordem para retirar a viatura, porque naquele local só podiam estacionar Audis. Dessa vez, Mourinho levou a sua avante, como voltou a levar quando estava a iniciar um treino na Cidade Desportiva Valdebebas e logo surgiu, apressado, um director de instalações a dar ordens para que fossem retirados os cones e a restante parafernália de treino porque, dizia, naquele dia a sessão tinha de decorrer noutro relvado que ele próprio havia determinado.
Mourinho nunca tinha vivido situações idênticas em dez anos de carreira, o que, conhecendo-se a sua personalidade, é bem capaz de lhe ter deixado os nervos em franja. E os seus adjuntos (todos portugueses, com excepção de Aitor Karanka) também ficaram surpreendidos quando perceberam que não tinham direito a receber um Audi, ao contrário do que aconteceu com todo o plantel. Silvino Louro, técnico de guarda-redes, teve ainda uma experiência a que não estava habituado: solicitou mais dois bilhetes para um jogo caseiro do Real Madrid e, no final do mês, o valor dos mesmos lá vinha descontado no recibo de vencimento."
dediquei o pós jantar aos de madrid, 'real' e 'atlético'.
bom jogo, intenso, com uma arbitragem à inglesa que não deixou tempos mortos e um justo vencedor (3-1), os de mourinho.
para além das muitas peripécias do jogo retive o sublinhado feito por um dos comentadores de serviço na 'sport tv':
'este mezut ozil nem parece alemão!'...
pois não. é turco.
"A FIFA avisou esta quarta-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de que vai sofrer sanções se não adequar os seus estatutos ao regime jurídico das federações desportivas, disse à Lusa fonte da FPF.
Em carta recebida hoje na federação, o organismo máximo do futebol mundial manifestou "espanto e preocupação" pelo facto de Portugal ainda não ter adotado novos estatutos de acordo com a Lei e que respeitem as normas da FIFA.
Na carta, a FIFA instou a FPF a aprovar novos estatutos em Assembleia-Geral e depois realizar eleições em cumprimento com os regulamentos, ameaçando levar o caso á Comissão de Associações, se assim não acontecer.
Na terça-feira, o presidente da FPF, Gilberto Madail, e o secretário-geral, Ângelo Brou, estiverem reunidos em Zurique, Suíça, com Joseph Blatter e Jérôme Valcke, respetivamente presidente e secretário-geral do organismo internacional."
(no 'record' online)
esta notícia do 'record' peca pela ordenação dos parágrafos.
deveria ter sido redigida começando assim:
"Na terça-feira, o presidente da FPF, Gilberto Madail, e o secretário-geral, Ângelo Brou, estiverem reunidos em Zurique, Suíça, com Joseph Blatter e Jérôme Valcke, respetivamente presidente e secretário-geral do organismo internacional."...
só a seguir, e como consequência da diligência feita pelo presidente federativo, falariam da 'carta'.
resta aos ingénuos - e a horácio antunes - a ideia de que gilberto madail sairia derrotado, à primeira, num 'tabuleiro' onde é mestre.
felizmente para o futebol português que, desta vez, parece estar do lado certo da barricada
o jornal 'público' (online) hoje às 10.14:
"Descontente com a composição deste tribunal arbitral está o presidente da AG e, naturalmente, as associações, que já tinham um candidato às eleições de 5 de Fevereiro: Horácio Antunes, presidente da Associação de Futebol de Coimbra. Avelino Ribeiro considerou ser da sua responsabilidade a nomeação de um perito e indicou para o efeito José Joaquim de Almeida (Lopes), presidente do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol do Porto. A decisão final da direcção da FPF foi outra."
e o jornal 'record' (online) também hoje às 16.29:
"O presidente da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Avelino Ribeiro, indicou o juiz jubilado Almeida Lopes para o Tribunal Arbitral que analisará a validade do a(c)to eleitoral marcado para 5 de fevereiro."
os dois orgãos de comunicação confirmam aquilo que eu já aqui tinha antecipado, ontem às 19.43.
as minhas 'fontes' continuam imbatíveis. obrigado js.
respeitando a efeméride os três desportivos fazem manchete com jesus.
nada mais apropriado.
Passados dois anos e meio já pode revelar os motivos porque não continuou à frente da Selecção Nacional após o Europeu de 2008?
LFS - Naquela altura já tinha realizado um trabalho e, apesar do que já tinha sido feito, nunca fui alvo de um convite para renovar contrato antes das competições. Era sempre posto em cheque na competição, pois o importante eram os resultados, as reacções da Imprensa, dos adeptos. Quando surgiu a possibilidade de sair, uma vez que nunca tinha sido convidado - era sempre eu que me oferecia para continuar... e a Federação nunca despendeu comigo um valor elevado, pois sempre procurei alternativas na discussão do meu salário - que outra atitude podia tomar?
Gilberto Madail, então, não terá sido muito honesto consigo?
LFS - A honestidade foi sempre uma marca do presidente para comigo, mas a confiança de poder continuar, mesmo que os resultados não fossem bons, nunca a tive.
Se tem sido convidado antes de se iniciar o Euro-08 ainda podia estar na selecção de Portugal?
LFS - Teria ficado, pelo menos, até ao Mundial-2010. Eu tinha interesse em ficar em Portugal, sempre o demonstrei e nada tinha a ver com questões financeiras, pois tinha através de entidades valores que me prendiam a muitas coisas. Aquilo que o Chelsea me ofereceu foi muito superior, mas se tenho tido um convite de Portugal teria ficado. Madail sempre teve receio que se as coisas não dessem certo muita gente se voltaria contra a Selecção, contra mim e contra ele. Continuo a torcer por Portugal e agora muito mais quando sei que o ambiente voltou a ser maravilhoso com Paulo Bento.
um pequeno excerto da (longa e interessante) entrevista dada por luís filipe scolari ao jornalista josé manuel freitas d' 'a bola' (edição em papel, sem 'link').
sublinhei no corpo da primeira resposta a frase, 'era sempre eu que me oferecia para continuar...'
o treinador brasileiro que continua com o coração em 'portugal' poderia ter acrescentado, porque foi verdade: 'sem qualquer aumento dos valores que estava a receber na altura...'
o presidente da 'fpf', como sabem, optou por carlos queiroz.
com as consequências também de todos conhecidas.
luís seara cardoso, ex vice-presidente do 'benfica', no jornal 'record', e santos neves, colunista de 'a bola', debruçam-se sobre o momento benfiquista com diferentes aproximações mas debaixo do mesmo título', 'o mistério (do) benfica'.
destaco do primeiro:
"Na Liga dos Campeões, a prestação foi medíocre, patente ainda no último desaire caseiro. Vem aí a Liga Europa? Trata-se de um mal menor mas tem, imperativamente, de dar a conhecer outro Benfica. Um Benfica transfigurado, um Benfica revigorado.
Esse Benfica existe? Só pode existir. Anda há demasiado tempo escondido, camuflado? Que erros têm sido cometidos para que não exiba a sua melhor face, a sua expressão mais conseguida? Este Benfica tem algo de misterioso. Jogadores de grande potencial, equipa técnica experimentada, dirigentes e adeptos inexcedíveis no apoio ao grupo de trabalho. Que se passa, afinal?
Ainda vamos ou não a tempo de conhecer o verdadeiro Benfica? O final do ano civil não tarda, a reabilitação urge. Há competições para ganhar, no mínimo para botar figura. Figura... à Benfica. Com este Benfica? Só com outro Benfica..."
quanto ao segundo, retoma com maior riqueza de argumentos e abundância de dados o 'post' que aqui publiquei há dias, comparando as 'performances' da equipa encarnada nesta época e na do último ano.
retirando-se do que escreveu a mesma conclusão, aquela que só poucos 'cegos' não querem ver: o 'benfica' está muito pior.
concretamente e cito: 'diferença não é de 3 p, é...gigantesca! força mental afundada. eis a máxima fragilidade'.
já agora, e para completar o quadro, a escrita de vítor serpa, também hoje, sobre o mesmo tema:
'pergunta-se a jesus, que é a quem se deve perguntar, e ele responde que está tudo bem, que são os mesmos jogadores, o mesmo presidente, o mesmo treinador, o mesmo clube, até quase os mesmos adversários e, por isso, o mesmo discurso. estaria tudo bem se a essa razão do invariável se somasse a dos resultados. esses são muito diferentes. como deveria, assim, ser o discurso.'
no fundo, todos, de uma maneira ou de outra, exprimindo uma 'preocupação' que também já aqui deixei: 'há que encontrar outras razões, para além dos eventuais erros de arbitragem, directamente e os que terão beneficiado terceiros, que expliquem internamente, repito internamente, tamanha transfiguração'.
os 'reforços' do 'benfica', só a partir de 1 de novembro último, nas primeiras páginas dos jornais desportivos de lisboa, 'a bola'(b) e 'record'(r):
05/dez : jucilei (b)
03/dez : enzo peréz (b)
03/dez : elias (r)
21/nov : funis mori (r)
21/nov : juan luis fernandéz (b)
18/nov : rodrigo mora (r)
13/11 : bruno reis (r)
10/nov : targino (r)
01/nov : monreal (r)
(em actualização)
07/dez : kléber (b)
22/dez : nolito (r)
como luís filipe vieira admitiu que só uma, das 'aquisições' ventiladas pela imprensa, era uma possibilidade real, deixo-vos o trabalho de fazer essa adivinhação.
a 'gazzetta dello sport' antecipa hoje, na véspera do anúncio oficial por parte da 'fifa', que os três candidatos à 'bola de ouro/world fifa player, 2010' são três jogadores do 'barcelona': iniesta, o favorito, xavi no segundo lugar, e leo messi a fechar o pódio.
"Sul podio si accomodano Iniesta, Xavi e molto probabilmente il solito Messi. Salvo improbabili “mera-Villa”. L’argentino, che il trofeo se l’è messo in bacheca un anno fa, insieme al defunto Fifa World Player, stavolta deve accontentarsi di applaudire. Il pallone d’oro, infatti, come sempre accade dal 1998 in qua, spetta nell’anno del Mondiale a un campione del mondo in carica. Da immortalare il fotofinish, con Andres Iniesta che alla Spagna ha regalato il tetto del mondo, in vantaggio su Xavi Hernandez, cervello delle rasoiate scardina-difese."
a ser assim, cristiano ronaldo de fora.
"Face ao número de jogos que o Benfica tem vindo a realizar e aos que se aproximam, equaciona alguma rotatividade num futuro próximo?
- É um facto que temos um menor tempo de recuperação de hoje para terça do que houve do último jogo para este. Mas do jogo do Beira-Mar para o do Olhanense só mudei o Carlos Martins pelo Aimar. De resto, os jogadores foram os mesmos. Mas deixem-me dizer uma outra coisa que me parece importante neste momento. Com esta vitória, chegámos à 13.ª jornada com menos três pontos que no ano passado. São só menos três pontos, embora eu considere que se trata de uma diferença grande. Em relação ao FC Porto é que temos muito menos pontos que na época passada. Aí é que está a principal diferença, quanto a mim."
(no 'record')
(ab memo / 04.12.2010)
ao ler esta passagem das declarações do treinador benfiquista achei a mesma estranha.
vai daí, atirei-me a compulsar aquilo que é verdadeiramente comparável entre duas épocas: os resultados, nas mesmas circunstâncias, face aos mesmo adversários, como tinha feito há dias para o 'sporting'.
e os resultados que obtive (vidé tabela acima) contraditam de uma forma clara as palavras optimistas de jorge jesus.
o 'benfica', nos confrontos com os mesmos oponentes nas primeiras 13 jornadas da 'liga', tem menos 9 pontos!
justificados por mais três derrotas trocadas por vitórias. igual, quase igual não fora o marcador, só a derrota no 'dragão'.
também sintomática da muito pior época dos 'encarnados', esta, a diferença entre golos marcados e sofridos que, à data, regista um saldo desfavorável de 25!
*adenda:
'nunca discutas com um idiota! entras no nível dele e, aí, perdes!'
(actualizado, 12.15 pm, 05.dez)
"Jorge Jesus sublinhou, no final do jogo com o Olhanense, que o Benfica tem, à 13.ª jornada, apenas 3 pontos a menos que à mesma ronda do ano passado. A leitura do treinador está certa, mas os números também podem ser analisados de outra forma. Frente aos mesmos adversários (e na mesma ordem de jogos, em casa ou fora), o Benfica tem, afinal, 9 pontos a menos. Na época passada havia ganho à Académica na Luz, e a Nacional e V. Guimarães fora, mas este ano perdeu-os todos. Por isso, e dando por certo que o FC Porto vencerá o V. Setúbal, também se pode dizer que, se tivesse ganho esses jogos, o Benfica estaria não no 2º lugar, com 8 pontos de atraso dos dragões, mas... em primeiro, com um ponto a mais."
(um apontamento do jornal 'record', hoje)
"Um governante que não consegue fazer aplicar as leis que o Governo produz - luta contra a violência, claques, associativismo desportivo - não pode ter nota positiva": a síntese, hoje no 'record', da minha opinião sobre a actuação do secretário de estado do desporto, laurentino dias.
poderia ter acrescentado que gostei da sua actuação no caso chamdo de 'carlos queiroz' mas prefiro continuar a exercer as minhas avaliações críticas, pela negativa, porque para fazer o discurso laudatório aos 'poderosos' já temos cá muitos.
a reputada 'bbc', contra a opinião dos promotores da candidatura inglesa à organização do 'mundial de 2018', colocou esta noite no ar o esperado programa 'panorama' sobre alegadas manobras de corrupção envolvendo membros da 'fifa' ao mais alto nível.
o 'peixe' apanhado pela rede do conhecido andrew jennings é bastante graúdo!
nada mais nada menos que os presidentes das 'confederações', sul americana (nicolás leoz), américa do norte, central e caraíbas (jack warner), africana (issa hayatou) e o ex-genro de joão havelange, presidente há mais de 20 anos da 'confederação brasileira de futebol', ricardo teixeira.
a cadeia britãnica de televisão, que não se rege pelo sensacionalismo vigente nos tablóides do país, apresentou provas das acusações que produziu.
resta-nos agora aguardar pelos próximos passos de sepp blatter sobre o assunto.
para já é de esperar que funcione a solidariedade corporativa dos restantes membros do 'executivo' da 'fifa' para com estes seus companheiros de longa data e, desse modo, creio, poucas hipóteses restarão aos ingleses de ficarem com o 'mundial' daqui a oito anos...
sorte para as candidaturas ibérica e russa, dirão alguns.
(infografismo da 'marca')
'la invidia del mundo', assim titula o espanhol 'marca' a partida desta noite (sport tv1, 20.00) entre o 'barça' e o 'real madrid'.
um confronto entre dois estilos, o futebol apoiado e rendilhado dos 'catalães' e o estilo mais directo e pragmático dos 'madridistas', um duelo entre duas personalidades bem diferentes, o tranquilo e educado pep guardiola e o 'nosso' belicoso josé mourinho, um diálogo entre os dois melhores 'artistas' do mundo da especialidade vistos por milhões em todo o planeta, léo messi e cristiano ronaldo.
partilho inteiramente deste sentimento de inveja: que pena não serem duas equipas do meu país a oferecer este espectáculo ao mundo!
resta-me a consolação de lé ter cristiano, ricardo carvalho e pepe, para além de mourinho, quatro portugueses que dão enorme brilho ao futebol espanhol nos dias que correm como fernão de magalhães e tantos outros pilotos lusos iluminaram a conquista marítima espanhola de 'quinhentos'.
a cadeia de televisão árabe, 'al-jazeera' garante 80 milhões, os norte-americanos mais 15, a 'inglaterra' verá em 3D, a gelada oslo disporá de um ecran gigante, milhões de italianos não perdem o rasto ao 'especiale', 'portugal', a 'américa latina',...o globo, não faltarão a este jogo que, afinal, nada decide.
é só mais um. mas que um!
"España se llevó un durísimo correctivo en Portugal (4-0). Nuestros vecinos no tuvieron compasión y nos castigaron con una goleada exagerada que retrató la defensa española de la segunda mitad. Martins abrió el marcador justo antes del descanso y en el segundo asalto los portugueses nos destrozaron a la contra. Marcaron Ramos en su portería, Helder Postiga y Hugo Almeida. España tiene que hacérselo mirar. En Argentina nos bailaron y en Lisboa nos han toreado."
( no espanhol 'marca')
[história adapatada a partir do editorial de vítor serpa, hoje em 'a bola', (sem link disponível)]
"era uma vez um senhor que vivia no 'bairro alto', em 'lisboa', e que a partir de um momento da sua vida decidiu gostar de 'gatos'.
começou por arranjar um, o 'miguel', um animal que ele já conhecia pelos seus dotes de caçador..., de águias, e depois - como toda a gente sabe ou seria suposto saber, os gatos são como as cerejas - encantou-se por mais três: o 'rui' encontrado mais ou menos abandonado na zona ribeirinha do 'douro', o 'zé', certamente pelo inusitado de ser o único dos 'gatos' com pelagem verde-e-branca que alguma vez conhecera e o 'rap', companheiro do 'zé' nas tertúlias da capital, acabando este último por fazer, como como confessou, os seus encantos.
diga-se, de passagem, que o prazer que desfrutava da companhia destes quatro animais lhe custava cara, para aí uns seis ou mais ordenados mínimos mensais!
mas as habilidades de que eram capazes faziam a sua alegria e, sobretudo, a inveja dos vizinhos. particularmente de um, aliás bastante odiado, que vivia lá para os lados das 'avenidas novas'.
voltando à história.
este senhor, adepto como américo tomás do 'belenenses', arranjou um brinquedo comum para os quatro : um'a bola'.
mas como toda a gente sabe, os gatos são traquinas e raramente fazem o que se espera...que façam.
o 'miguel' no início da semana, riscava as paredes da casa, pintada de um vermelho vivo, com fortes traços azuis, e os restantes três, mais perto do fim-de-semana, esgatanhavam-se (nunca o termo foi tão propriamente aplicado) uns aos outros e ao primeiro, o qual respondia na mesma moeda.
primeiro entretiveram-se com pequenas arruaças mas, mais recentemente, a coisa começou a fiar mais fino, raiando o intolerável.
sempre de pelo bem eriçado - até a 'constituição' americana passou a servir de pretexto para as lutas mais sangrentas - a parte da casa onde todas as semanas viam vídeos do 'you tube' deixou de ser tão utilizada.
perante este quadro, cada vez mais insuportável, o senhor, neste caso dos 'gatos', resolveu tomar medidas drásticas e vai daí, 'capou' o 'zé'! não dos tomates mas da língua.
o 'rap', seu velho companheiro, não gostou do que viu e...fugiu!
ficaram o 'miguel' e o 'rui' a quem deixou sem companheiros de brincadeira.
o que irá acontecer a seguir?...
não adivinho.
só sei que os gatos têm sete vidas e o senhor, que era dos 'gatos' e que a partir de agora só é do 'bairro alto', só tem uma.
com essa que lhe resta sugeria-lhe, amistosamente, que arrajasse uns 'pombinhos' para entreter os dois que ficaram. porque 'papagaios', que se limitam a repetir o que ouvem, já lá tem muitos...
esta história não seria uma verdadeira história se não contivesse uma moral.
avisado pela minha sogra que é perita em gatos, diria que, os animais, como os filhos, deverão ser amados de igual maneira: sem distinções de credo, raça, ainda menos pela cor, e nunca, por nunca, pela forma como miam."
os 'gatos' josé diogo quintela e ricardo araúlo pereira decidiram abandonar a escrita das suas crónicas semanais de fim-de-semana no jornal 'a bola'.
a razão do primeiro prende-se com um 'corte', chama-se censura, por parte da edição do jornal na parte da sua crónica do passado domingo em que este respondia directamente a miguel sousa tavares.
do segundo não conheço as causas para a decisão mas estou convicto de que nada terão tido a ver com a pesada derrota que a sua equipa do coração sofreu no passado domingo. julgo que se prenderão mais com o cansaço provocado pelo longo pingue-pongue escrito que tem mantido nos últimos meses, muitos, demasiados, com o autor do 'equador', sobretudo, e com rui moreira, os dois afectivamente ligados às cores do 'dragão' portista.
para que não restem dúvidas a ninguém, sou um admirador incondicional desde a primeira hora do humor dos 'gato fedorento'.
em particular de ricardo araújo pereira do qual retenho na memória muitas das peças sublimes sobre o nosso quotidiano político que deixou escritas na revista 'visão'.
de mst tenho uma opinião bipolar: gosto muitíssimo de algumas coisas que escreve e diz; destesto muitas outras.
quanto à qualidade do humor 'futeboleiro' de jdq e de rap, mais o miguel góis incluído, já não tenho a mesma opinião.
percebo que façam uma escrita deformada pela paixão clubística mas, por isso, por as considerar excessivamente enviesadas, gosto menos. de algumas gostei mesmo muito pouco ou nada.
particularmente, nos tempos mais recentes, cheguei a um ponto de total saturação em relação ao modo como as partes têm dirimido as suas disputas pessoais, até ao impensável limite de trazerem para o domínio público questões do estrito foro particular como os convites feitos a 'a' ou a 'b' e que terão sido por uns de imediato recusados e por outros não.
sobretudo começava a chatear-me ter que pagar para depois ser forçado a ficar ao corrente das tricas entre jdq e rap, de um lado, e mst e rm, do outro, as quais em nada me diziam respeito. nem a mim nem aos demais leitores.
talvez por tudo isto o 'abandono' agora tornado conhecido tenha sido a atitude mais sensata e inteligente tomada pelos dois humoristas que vendem publicamente produtos destinados a um mercado muito mais largo e universal do que o espaço relativamente confinado das fraternidades clubísticas às quais pertencem.
(1ª página de 'a bola')
eu, geralmente tão crítico em relação a muitas das primeiras páginas dos nossos 'desportivos', tenho que reconhecer o excelente 'rosto' que o jornal 'a bola' nos oferece, hoje.
antecipando o importante jogo de logo à noite, para além do confronto directo entre hulk e coentrão, cheira-me que a surpresa poderá acontecer quanto à constituição das equipas que vão subir ao relvado, sobretudo da parte de jorge jesus.
o duelo entre os dois treinadores poderá vir a mostrar-se tão interessante, ou mais, do que aquele que serviu para fazer a manchete do jornal.
hoje no caderno 'fora de série', encartado no 'diário económico', o resultado de uma animada conversa mantida há dias com a ana filipa amaro (texto) testemunhada pelo gonçalo santos (foto).
em síntese(1):
"goste-se ou não, a verdade é que antónio boronha tornou-se uma referência na blogosfera desportiva. é o 'bloguer' que comenta, que denuncia, que sugere..."
(1) texto integral será disponibilizado logo que possível;
(actualizado às 7.15, 08.nov)
o texto integral conforme prometido:
"Ver um jogo na televisão comentado pelo Luís Freitas Lobo, a quem tenho o maior respeito, é como se estivesse no cinema tendo atrás de mim um analfabeto que levou consigo um indivíduo para lhe ler as legendas”. A afirmação demonstra bem um dos problemas que António Boronha não tem: papas na língua. Frontal e, por isso, polémico, o ex-vice presidente da Federação Portuguesa de Futebol “arrumou as botas” depois do Mundial 2002. Na altura, ficou conhecido pelo “relatório Boronha”, onde relatou a sua versão sobre as polémicas daquele Mundial. Hoje mantém o estilo, continua acérrimo nas críticas e nas revelações, mas através do blogue que iniciou em 2006. A última, teve direito a manchete em vários jornais. António Boronha divulgou a famosa e, até àquela data, misteriosa frase de Carlos Queiroz, aquando da visita do controlo anti-doping ao estágio da Selecção, na Covilhã, e que deu origem ao processo disciplinar aberto ao antigo seleccionador nacional. A ousadia valeu-lhe ataques ao blogue. “Houve uma tentativa, não digo de silenciá-lo, mas de causarem dificuldades. Acho que há gente que preferia que não escrevesse e isso prende-se com a paixão que o futebol desperta. Prefiro chamar- lhe paixão”, diz, irónico.
Goste-se ou não, a verdade é que António Boronha tornou-se uma referência na blogosfera desportiva. É o ‘bloguer’ que comenta, que denuncia, que sugere e que, com isso, vai batendo recordes de visitas. “Há pouco tempo tive um novo recorde, com 12.300 visitas num só dia, o que é notável” diz. Mais notável ainda se se pensar que o primeiro objectivo do antonioboronha.com foi ocupar o tempo a mais que a reforma lhe trouxera. Queria ter um lugar onde o futebol não entrasse e pudesse falar sobre “as vivências, as experiências, as angústias, os pensamentos”. A ideia não era má, mas seria mais um blogue como tantos outros. E quem o ia encontrando na blogosfera queria mais. Exigia mais. “Deixa-te lá de coisas e fala do que sabes! Era este tipo de comentários que recebia quando não falava de futebol”, lembra. E assim foi. Não sem antes levar uma reprimenda do filho mais novo, então com 13 anos, pelo resultado “amador” da primeira tentativa que fez de criar o blogue. “Obrigou-me a puxar dos galões e a lançar o que tenho actualmente, mais moderno, mais interactivo”.
Não fala do 4X3X3 nem do 4X4X2. Prefere trazer para discussão “o que se passa à volta do jogo e das pessoas que estão no futebol”. Desvenda histórias do passado, episódios caricatos, os bastidores a que ninguém fica indiferente. E entre os cinco ou seis ‘posts’ que escreve diariamente, publica sempre fotografias de belas mulheres. Um ‘cliché’ que confirma o sucesso."
(imagem da página do jornal 'a bola' com a programação televisiva, hoje)
entre o ontem, hoje e amanhã, mas que grande baralhação passou pela cabeça do responsável pelo texto desta página de 'agenda' do desportivo 'a bola'.
eu sei que há que realçar a 'fantástica' programação da 'sport tv' mas não se exige(m) tanto(s) jogo(s) num só dia, o de hoje.
*errata;
"As Associações distritais deverão viabilizar a alteração dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), numa reunião que terá lugar amanhã em Leiria.
Esta previsível adequação – que o SOL apurou – dos estatutos da FPF ao novo Regime Jurídico das Federações aumenta as possibilidades de vitória de candidatos menos conotados com o movimento associativo nas eleições previstas para Janeiro. E implica a transferência, da Liga para a Federação, dos sectores da arbitragem e da disciplina.
(...)
Apesar de discordarem da nova lei, que lhes retira poder e prevê regras controversas para os Conselhos Fiscal, de Justiça, Disciplina e Arbitragem (têm de passar a integrar elementos de todas as listas candidatas), as associações estão abertas a adoptá-la nos novos estatutos. Em nome dos «superiores interesses do futebol português», como refere ao SOL o presidente da Associação de Futebol de Lisboa, Carlos Ribeiro.
(...)
A forte probabilidade de existir a muito breve prazo um novo quadro de poder no futebol português vai aquecer os dias que faltam para o acto eleitoral. A luta por lugares nos órgãos de decisão – em especial a disciplina, justiça e arbitragem – irá animar a corrida à presidência da Federação e estimular jogos de bastidores entre os principais clubes. Nomes como Fernando Seara (Benfica), Vítor Baía (FC Porto) e Filipe Soares Franco (Sporting) reflectem já esta batalha que promete dar e baralhar.
«Antigamente os clubes tinham de apostar tudo no cavalo associativo e agora surge uma nova oportunidade de poder. Patrocinando um candidato ou metendo ovos nos vários cestos, porque a composição final dos órgãos terá elementos de todas as listas», comenta ao SOL o antigo vice-presidente da FPF António Boronha, acreditando que muitos responsáveis ainda não se aperceberam das alterações que estão a chegar. (...)
(no semanário 'sol', hoje)
uma boa e bem informada abordagem - embora num registo demasiado optimista no que respeita aos prazos, quanto a mim - do jornalista rui antunes do semanário 'sol' a esta candente problemática da adequação dos estatutos do futebol federativo à lei e as consequentes implicações que daí derivarão na, que se aproxima a passos largos, corrida pelo poder na 'fpf'.
como digo na minha modesta contribuição para a peça, a maioria dos dirigentes dos clubes ainda não se terão apercebido bem das possibilidades que o novo quadro legal oferece.
é que estas novas regras proporcionam um tabuleiro, aos que pretendam jogar o jogo do poder no futebol, muito mais amplo, atractivo, diversificado e, (não só) por isso, interessante.
"Ramires, who signed for Chelsea from Benfica for £18.2m in January, has claimed he feels under more pressure at Stamford Bridge than at any other point in his club career. The Brazilian midfielder says the scrutiny he has experienced at the Premier League champions is a step up from that which he was under playing for their Portuguese counterparts, and Cruzeiro before that."
(no 'guardian football', ontem)
"Pressão de vencer no Benfica é tão alta quanto no Chelsea - Ramires compara o anterior clube ao actual - Diz que a principal diferença está na visibilidade que tem ao jogar na Premier League"
(em 'a bola', hoje)
ramires terá dito, em português, que a 'pressão de ganhar já a tinha no 'cruzeiro' e no 'benfica'; só que, na 'premier' a visibilidade é muito maior - daí o escrutínio dos erros que comete bem como das virtudes que exibe em solo inglês, aparecerem amplificados (1).
desta vez 'a bola', neste caso, ganha à tão apregoada objectividade da imprensa britânica.
(1) At Cruzeiro and Benfica, there was also huge pressure to get good results," the 23-year-old said. "The difference at Chelsea is that the level of visibility is so much greater. That means you're singled out more when you play badly and there's more hype when you play well.
"Carlos Queiroz?
Claro! E vinte e tal anos depois nós vemos que tipo de relação tem com os jogadores, os jornalistas... E com ele próprio: o homem está em guerra com ele próprio. Tudo o que aconteceu com a selecção agora eu previ. Ele é horrível: em termos de relações humanas ele está completamente desadequado com a posição que ocupa. Fazia chantagens, diferenciava os jogadores... Era mau. Lembro-me que deixei de ir à selecção porque ele era seleccionador: eu pedia ao Toni para dizer-lhe para não me convocar porque vinha de lá completamente desorientado. Ele trata os jogadores de forma simpática mas, na minha opinião, muito cínica. Certa vez tive um processo disciplinar imposto por ele no Sporting. Nesses casos temos de arranjar testemunhas e eu escolhi três colegas meus. E o Queiroz disse a um deles que se fosse testemunha não lhe renovaria o contrato. O processo disciplinar dizia que eu faltara a uma convocatória. E que convocatória foi essa? Dormir no hotel! Só que essa convocatória não foi feita de forma oficial e curiosamente foi numa noite em que ganhámos ao Benfica por 1-0, no dia do meu aniversário. Eu, que nunca era convocado para nada, fui convocado para ir dormir no hotel! Houve também um jogo, para o qual não fui convocado, nas Antas, em que houve confrontos porque os jogadores não o queriam ouvir sequer no balneário, ao intervalo. Dá-me a ideia que houve quem se recusasse a jogar. Ele não tem a mão em plantel nenhum.
E porquê essa ironia quando fala dele como "visionário"?
Oh! Então ele não se auto-intitula um visionário do futebol? Ele faz projectos para dez anos, não é? Está-se mesmo a ver que no Mundial-2018, que pode ser organizado cá e para o qual Portugal é automaticamente apurado, o mérito será todo dele mesmo que o Mourinho seja o seleccionador na altura. O sucesso não será fruto do trabalho do Mourinho mas do que ele andou a fazer aqui em 2010, obviamente - é assim que o Queiroz pensa. O currículo dele é uma Taça conquistada frente ao Marítimo. Resumindo: o Queiroz não presta mesmo para nada."
(excerto da entrevista de antónio pacheco, ex jogador do 'benfica' e 'sporting' ao jornal 'i')
[a propósito da entrevista de antónio pacheco ao jornalista pedro candeias do jornal 'i' começo por dizer que conheço o pacheco há muito tempo.
cruzava-me com ele, esporadicamente, numa altura em que jogava em clubes de topo e dirigia eu um emblema primodivisionário, o 'farense'.
nos dias de hoje, sendo ele proprietário do bar 'amuras', localizado na 'marina de lagos', e eu tripulante da caravela 'boa esperança', nesse local atracada, vemo-nos muitas mais vezes - conversas ligeiras, inevitavelmente sobre o futebol português, de hoje e de outros tempos.
mas nunca por nunca com ele falei sobre carlos queiroz.
dito isto, acrescento que não o conheço pessoalmente e creio nunca ter falado sequer ao telefone com o jornalista pedro candeias.
rogério queiroz, filho de carlos queiroz, mandou-me hoje, sobre esta entrevista, um 'mail' amargurado, redigido em tom cordato, insinuando que eu teria dado 'um toque no "artigo" que sai hoje no 'i'.
não o fiz e afirmo-o aqui, publicamente, para que não restem dúvidas.
ser filho de figura pública é ingrato: os meus dois, em tempos, também sentiram isso na pele.
as minhas críticas são feitas em primeiro lugar neste espaço e sempre dirigidas aos actos dos homens e não ao homem. e assim continuarão a ser.]
"Ora, por grande que seja, para a dimensão de um Portugal dos pequeninos, o Benfica precisa de todos os outros clubes, dos maiores aos mais pequenos, e não deve ter a tentação de impor a sua grandeza contra os naturais interesses do negócio do futebol. Pode e deve lutar pelo que entende ser os seus legítimos direitos de assegurar uma competição limpa e livre de vícios na verdade desportiva, mas o melhor caminho não é o da insolência. A ideia de que o combate pela verdade desportiva se faz no apelo aos seus adeptos para não verem futebol fora do estádio da Luz, além de desadequada, parece ser uma dispensável manifestação de arrogância."
(vítor serpa, do editorial de hoje em 'a bola')
hoje ao almoço cruzei-me com um bom amigo, presidente de um importante núcleo benfiquista deste país.
perguntei-lhe, provocatoriamente, como é que ele estava a reagir à recomendação emanada da direcção do seu clube, de que se abstivessem de assistir aos jogos do clube do coração disputados fora do 'estádio da luz'.
encolheu-me os ombros, numa atitude resignada, mas adiantou-me que a ideia não lhe era particularmente agradável e que estava a sentir imensas dificuldades em 'passá-la' aos muitos associados do 'núcleo'.
já aqui disse e agora repito, socorrendo-me da palavra de vítor serpa, 'o combate pela verdade desportiva não se faz no apelo aos seus adeptos para não verem futebol fora do estádio da Luz'.
luís filipe vieira e os seus pares ainda estão a tempo de arrepiar caminho e corrigir uma medida injusta, despropositada e sobretudo penalizadora para as muitas centenas de milhar de adeptos encarnados espalhados pelo país.
a um povo cada vez mais encurralado, pelos ditames de quem manda, seria bom que houvesse alguma 'luz' ao fundo dos túneis que atravessam as 'scut's', agora 'ccut's', dos nossos muitos descontentamentos.
uma pessoa mais desatenta ao confrontar-se, hoje, com a leitura da 'opinião' assinada por fernando seara no jornal 'a bola' (sem link) poderá passar ao lado da verdadeira intenção que presidiu à escrita da mesma: um tão descarado quanto legítimo(?) passo dado pelo autarca de 'sintra' em direcção à cadeira da presidência da 'federação portuguesa de futebol'.
quem não esteve distraído foi o jornalista da casa responsável pelo 'destaque' que encabeça o texto bem como pela fotografia e, sobretudo, da sua legenda.
realçando no 'lead': "Na Liga, Fernando Gomes tem sabido agregar. E tem ainda conseguido abordar temas fundamentais para o nosso futebol".
e a legenda: "Gestão e sensibilidade de Fernando Gomes, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, são muito elogiados por Fernando Seara".
tudo claro, clarinho, como a água que corre na serra de sintra.
fernando seara sabe que a presidência da 'fpf' é inalcançável sem os 20% de votos depositados pelas mãos de fernando gomes em próximo acto eleitoral! daí esta primeira manifestação pública de apreço pelo trabalho desenvolvido pelo seu primeiro responsável.
todos reconhecemos que se trata de uma aproximação feita num quadro tradicionalmente difícil porque parte de um candidato de lisboa, fortemente conotado com o 'benfica', e é dirigida a um homem do 'porto' - embora neste caso a mesma se encontre facilitada pela cumplicidade, para muitos incompreensível, existente entre luís filipe vieira e o ex dirigente do 'fc do porto' - pelo que convém começar a ser trabalhada por todos os 'media', o mais cedo possível.
veja-se o 'namoro' descarado que os dois candidatos presentes na segunda volta das 'presidenciais' brasileiras, dilma rousseff e josé serra, fazem à excluída marina silva, ou melhor, aos seus quase 20% dos votos recolhidos na primeira votação...
nas duas situações, em portugal e no brasil, salvaguardadas as respectivas distâncias, fernando gomes e marina detêm as chaves que permitem aceder ao maravilhoso palácio onde reside o poder.
(1ª página de 'a bola')
maldito para uns, bendito para os muitos outros que já aproximam os dois milhões.
nota:
na edição em papel notei uma gralha, amândio de carvalho é vice-presidente e ângelo brou secretário-geral e não o contrário;
e uma omissão,
tendo-me sido pedida uma opinião sobre antónio oliveira numa frase, respondi: em nota artística dou-lhe 10; como nota técnica, 0;
refiro na entrada anterior uma situação que quanto a mim é demonstrativa do modo pouco abonatório, o qual deveria ser totalmente transparente, como a nossa sociedade evolui no seu quotidiano, pleno, eu sei, de contradições.
concretamente: rogério alves pode querer vir a ocupar o lugar de j e bettencourt à frente do executivo leonino. vírgula.
mas não deverá fazê-lo enquanto continuar a assumir institucionalmente um dever de solidariedade para com este. ponto final.
do mesmo modo a namorada do guarda-redes iker casillas, a boníssima sara carbonero, transformada em vedeta televisiva após o recente mundial, se deveria abster de qualquer consideração (comparação), sobretudo se menos abonatória, em relação a qualquer um dos colegas de equipa do seu 'mais-do-que-tudo'.
a horizontalidade da posição que mantém com um, no pressuposto de que é exclusiva, deveria impedi-la de verticalizar conceitos em relação a outros.
até porque uma leitura atenta das suas asserções poderá levar as mentes mais libidinosas a pensar que o seu adorado iker é um homem propenso ao 'foreplay', à generosidade da carícia nos pontos certos, ao prazer cônsono, um homem aberto ao sexo colectivo, em suma um altruísta, todo o contrário do 'egoismo' e 'individualismo' que publicamente veio agora atribuir a cristiano ronaldo...
se a ida do 'sonolento' madail a 'madrid' não terá afectado nada a equipa do 'real' já do mesmo não estarei tão seguro quanto às palavras proferidas pela 'incendiária' sara.

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