que os portugueses, de 'braga' e do 'porto', saibam honrar com o futebol que venham a exibir nesta final europeia os seus anfitriões irlandeses - os melhores adeptos desta modalidade em todo o mundo.
a cidade de 'dublin' que esta semana recebe as visitas da rainha de inglaterra e de barack obama - e, segundo alguns, também do 'papa' e do seu 'arcepisbo de braga' - merece-o.
acima de todas as razões, numa amálgama ligeira, a paixão de fernado pessoa por este país, a 'guiness', os 'U-2 de bono e o irlandês 'black bush' justificam-no, absolutamente.
a vitória da canção interpretada por jel e falâncio, os 'homens da luta', vai ter repercussões.
gel estava farto de repetir o pedido ao seu colega de luta (e irmão): 'dá-lhes falâncio!'...e falâncio deu-lhes forte no passado sábado com a letra vencedora que apresentou no festival da canção - aos políticos profissionais e à sua hipocrisia, à inépcia que regula a intervenção desses mesmos senhores e senhoras, ao distanciamento cada vez maior que revelam em relação aos problemas que atormentam os portugueses.
a manifestação da chamada 'geração à rasca' programada para o próximo dia 12 iria ser sempre um sucesso.
agora antecipamos um êxito ainda maior porque passaram a ter um hino: a luta é alegria!
citando de cor octávio machado, hoje convidado da 'sic-n' num programa da manhã: "não há uma geração à rasca! há várias. devido aos rascas de várias gerações que nos têm governado..."
"Vivemos na era da portabilidade. Do digital. Do pequeno. Da austeridade. Mas para os U2 continua a ser tudo em grande. Como ontem em Coimbra, 42 mil pessoas em delírio, pelas canções que toda a gente conhece de cor, mas também pelo impacto sonoro, pelas explosões de luz e pela estrutura grandiosa disposta no meio do estádio, misto de nave espacial, aranha futurista, "garra" de quatro patas, ou o mais que a imaginação de cada um quiser. Os irlandeses querem ser os maiores. E no restrito grupo de grupos rock capazes de encher estádios são-no, sem quaisquer dúvida. Ontem voltaram a mostrá-lo num grandioso espectáculo de exaltação tecnológica."
já ia eu a caminho dos 'entas', 1985, quando assisti - eu e mais 1500 milhões de pessoas - ao 'live aid' transmitido a partir do estádio de 'wembley', concerto participado por inúmeras bandas e vozes - entre muitos outros, os 'queen' e fred mercury, phil collins, brian ferry, david bowie, spandau ballet, elton john e os...'u2' com o tema 'bad' no ar durante mais de dez minutos e o seu vocalista bono no meio do público - promovido por bob geldof a favor dos 'esfomeados' de serviço, nesse ano situados na etiópia.
fiquei, desde essa altura, fã incondicional daquele grupo de jovens que empenhada e comprometidamente usavam a linguagem própria do rock'n roll para contar, cantando, os problemas que afligiam - e continuam a afligir - a nossa sociedade.
por isso, ontem tive muita pena de não poder ter estado em coimbra...
"para danzar él tango son necessárias dós e yó no tenia parcero para danzar-lo (sic)'
(josé sócrates, primeiro-ministro de portugal)
"O orçamento ainda não foi apresentado pelo Governo e quando ele for apresentado é muito provável que ocorram negociações, existem cinco partidos da oposição no Parlamento, portanto são muitas as possibilidades de negociação, eu confio no sentido de responsabilidade dos dirigentes políticos portugueses."
(aníbal cavaco silva, presidente da república portuguesa)
será que o nosso primeiro-ministro encontrou, finalmente, um par disponível para 'danzar' o (tal) tango do orçamento...o presidente de todos nós, à última da hora chamado ao 'baile' pelo facto de pedro passos coelho ter optado por se deslocar temporariamente ao 'toilette' recompor a esborratada maquilhagem discursiva?...
é que se for ele, cavaco silva, o parceiro, talvez a dança mude para um alegre (vade retro!) 'corridinho', animado por 'florestrias', 'vassourinhas' e 'sapateados', em vez dos passes para o lado, mais os p'rá frente e para trás, tão recorrentes no primeiro-ministro, que marcam o tango 'porteño'.
Menina estás à janela com o teu cabelo à lua não me vou daqui embora sem levar uma prenda tua
Sem levar uma prenda tua sem levar uma prenda dela com o teu cabelo à lua menina estás à janela
(menina estás à janela, vitorino)
"Um casal de amantes que praticava relações sexuais junto à janela do apartamento, em Lübeck, Alemanha, distraiu-se e acabou por cair de uma altura de cerca de cinco metros."
(no 'correio da manhã')
esta 'menina', pelos vistos, gosta de dar...'prendas' à janela.
já o marido tinha sido vítima de uma queda uns dias antes...
o 'rap queiroz' por joão querido manha, hoje no 'record'.
(a letra é toda ela da inteira responsabilidade do seleccionador nacional.)
sem qualquer dúvida estamos perante alguém da classe dos jornalistas que prefere este tipo de música (alternativa?) ao tradicional e popular baile mandado.
com este 'texto' jqm passou a poder fazer consideráveis poupanças no seu orçamento doméstico - o que nos tempos que correm não será nada despiciendo.
vai passar a viajar em 'turística', logo evitando correr o risco de se cruzar com o actual seleccionador nacional numa sala 'vip' de um qualquer aeroporto.
não sendo eu prosélito da 'religião' encarnada, muito menos da igreja liderada por bento 16, antevejo por diante uma semana difícil e com poucas ou nenhumas alegrias.
mas, talvez por isso, com uma grande vantagem sobre todos os meus concidadãos.
quando eles acordarem para a dura realidade da próxima sexta-feira verão a mesma imagem que eu, embora com cinco dias de atraso: por mais 'futebol' e 'fátima' que nos queiram impingir, o nosso 'fa(r)do' continuará a ser...a mesma merda!
('deixa-me rir', jorge palma ao vivo no 'coliseu')
"Festejo do extremo da Selecção Nacional foi, no geral, mal interpretado. Jogador português queria apenas imitar uma célebre pose do avançado francês. Sem polémica, portanto...
Foi, sem dúvida, um dos casos que ficou pendente do jogo de anteontem: a comemoração (ou a ausência dela...) de Simão Sabrosa no primeiro golo da Selecção Nacional frente à Hungria.
Decorria o minuto 18, Ronaldo remata e, na recarga, Simão, em esforço, dispara sem hipóteses para o guarda-redes húngaro. O extremo do Atlético Madrid ainda esboçou uma corrida para a linha de fundo mas, subitamente, parou, ficou com o rosto sério, não comemorou. E, subitamente, o País questionou-se sobre o porquê de tal atitude. Afinal, Cristiano Ronaldo estava ali mesmo ao lado, era só abraçarem-se. «Estão chateados? Não se falam», perguntaram alguns; «Não quis celebrar com a Luz?», pensaram outros.
A verdade é que Simão festejou mesmo o seu golo. A celebração é que, porém, não correu como esperado. De acordo com fontes próximas do jogador ontem contactadas por A BOLA, o extremo português há muito que combinara uma brincadeira para a próxima vez que marcasse um golo pela Selecção Nacional: festejar à Cantona!
Para quem não sabe o que é uma celebração «à Cantona», a expressão ganhou força quando, após um grande golo apontado com a camisola do Manchester United ao Middlesbrough, o fantástico número 7 francês parou numa pose austera, de gladiador, e, com o rosto fechado e colarinhos levantados, iniciou uma rotação lenta, contemplando todo o estádio que o aplaudia efusivamente.
Ora Simão, na sua tentativa de imitar o gesto, esqueceu-se de dois pormenores: primeiro, a camisola da Selecção não tem colarinhos; segundo, não chegou a fazer a tal rotação de contemplação das bancadas. Ou seja, não se percebeu que queria imitar Cantona, provocando assim alguma especulação em redor do acto. Fica, portanto, o esclarecimento."
('esclarecimento'(?) hoje prestado pelo jornal 'a bola')
"Dei-te quase tudo e quase tudo foi demais dei-te quase tudo.. Leva agora os teus sinais (refrão 1)
Obrigaste-me a quebrar todas as leis e deixaste-me ao sabor da loucura dei-te os dedos e os anéis E o que tinha de melhor (refrão 2)"
(paulo gonzo com pinhal dias)
acima parte da letra da 'canção' que tem acompanhado gilberto madail nos últimos tempos. [em relação a carlos queiroz, é claro!]
deu-lhe: - o maior vencimento jamais pago a um seleccionador nacional; - 4 anos de contrato quando sempre recusou fazer o mesmo com humberto coelho, antónio oliveira e luís filipe scolari, aos quais sempre deu 2 anos!!! - ratificou todas as mudanças que 'CQ' propôs/impôs nas equipas técnicas nacionais; - deu total cobertura à 'limpeza' que o actual 'sn? está a fazer junto de quadros menos 'mediáticos', mas não menos eficazes!, no 'departamento das selecções';
até lhe 'deu' o liedson!... mais do que não seja para mais tarde não o culparem de não lhe ter dado, quase tudo! aliás, tudo! infelizmente o 'quase tudo' parece ser pouco mais do que nada!
de novo: será que o 'mandamil' - como um 'blogger' em tempos o tratava - está completamente acomodado às mordomias da 'fifa' e da 'uefa', mudou a sede do poder federativo para outras paragens e personagens, e 'cagou' definitivamente no tentar encontrar soluções para os males que continuam a empobrecer o futebol português?...
A 19 de Julho, a cantora espanhola Concha Buika actua no Parque Marechal Carmona, em Cascais. O concerto conta com uma convidada especial: Mariza. A colaboração retoma a cumplicidade e a admiração mútua que as duas já tinham revelado no tema "Pequenas verdades", incluído em "Terra", o último álbum de Mariza.
Buika é uma das grandes surpresas recentes da música espanhola, à conta de uma natural e graciosa mistura de flamenco, gospel, jazz e R'n'B. Deu nas vistas com "New Afro Spanish Generation". O álbum seguinte, "Mi Niña Lola", não defraudou as expectativas. No ano passado, chegou o terceiro disco, "Niña de Fuego", graças ao qual conseguiu uma dupla nomeação para os Grammys latinos, nas categorias de Álbum do Ano e Produtor do Ano (Javier Limón).
tive a felicidade e a possibilidade de estar em buenos aires no inverno argentino de junho de 2001. chefiava então a delegação portuguesa ao congresso da 'fifa', por impossibilidade de gilberto madail, e aproveitei o ensejo para acompanhar de perto a ponta final do 'mundial s/20' que aí se disputava. se de noite me deliciavam os tangos do enorme astor piazzolla o jovem jogador argentino javier saviola fazia as delícias das minhas tardes. não ignoro que saviola, nos últimos tempos, tem andado arredado daquilo que sabia fazer e de que maneira: jogar à bola. a esperança de todos os benfiquistas é de que o futebol seja como andar de bicicleta: aqueles que o aprenderam, depois, nunca esqueceram. a dos portugueses, os que gostam de ver bons executantes a pontuar no desporto-espectáculo que se joga dentro de portas, também!
maria joão pires disse a um amigo, que encontrou por acaso que por acaso é jornalista, que tinha decidido renunciar à nacionalidade portuguesa. tudo, como os mais avisados sabem, por ter sido mal tratada por quem administra o estado, ou seja o governo, no 'projecto de belgais'. a pergunta que formulo é esta: e se todos os portugueses que têm sido maltratados pelo aparelho do estado, os pequenos empresários pela tutela económica, os reformados pela segurança social, os doentes pelos hospitais públicos, os alunos pelas escolas, os cidadãos pelo fisco, se, repito, todos eles pudessem decidir mudar de nacionalidade e o fizessem o que é que aconteceria para além de melhorarmos todas as capitações relevantes nos índices dos oprganismos que regem as estatísticas?...
é óbvio que determinados luxos só continuam a existir para meia dúzia de privilegiados e privilegiadas.
"Depois de uma análise ponderada da época desportiva 2008/09 e da prestação da equipa de futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, Enrique Sánchez Flores e a sua equipa técnica alcançaram um princípio de acordo para a revogação amigável do contrato de trabalho que os vinculava até final da época desportiva 2009/10."
saídos da 'caravela' (ainda equipados), eu, o zé gravata e o virgílio nogueira fomos, no passado sábado, directos ao 'pátio de letras', em faro, ouvir um excelente galego, o leio, e o 'nosso' josé mário branco. a liliana continua a proporcionar-nos excelentes momentos de uma diversificada oferta cultural. que não lhe falte a motivação!
'blue' é a palavra inglesa utilizada para a cor azul embora, na mesma língua, também queira dizer tristeza o que a associa a um conhecido e apreciado tipo de música popular norte-americana, os 'blues'.
o percurso de 'os belenenses' no campeonato que hoje termina, rematado com mais uma descida de divisão, acaba por ser uma síntese perfeita do(s) significado(s) da expressão na língua saxónica: uma canção triste em tom azul.
com letra e música do fausto. vamos largar de vigo dentro de uma hora e meia. duas notas: saudar a subida do 'olhanense' e referir que o 'desportivo' espanhol 'marca' não traz uma única linha sobre o futebol português.
no dia em que morreu raul alfonsin, o presidente que mandou julgar os torturadores e assassinos da junta militar fascista que desgovernou a argentina entre 1976 e 1983, a 'alvi-celeste' de maradona foi 'esmagada', 1 - 6 - mais pela atitude do que pela 'altitude' - por uma selecção boliviana comandada pelo 'nosso' erwin sanchez. se carlos gardel fosse vivo, (sobre) hoje, outros tangos seriam cantados...
nota: prefiro e recomendo vivamente o 'volver, volver' interpretado pela buika ('niña de fuego); acontece que o streaming disponível no 'blip' não está em condições.
julgo que muitos conhecem a figura dos 'castrati' (castrados), cantores líricos que nos palcos operáticos, até finais do século 19, interpretavam os registos de voz tipicamente femininos: soprano, meio soprano e contralto. miúdos havia que eram propositadamente castrados, antes da puberdade, para este exclusivo propósito.
passado mais de um século sobre estas, para mim 'engalinhantes' de pele de galinha, práticas' vamos assistindo no nosso país, nos tempos que correm, à proliferação de uma outra espécie de castrados. curiosamente ou não, com consequências vocais opostas. enquanto os primeiros eram 'capados' para um fim nobre, o de poder 'fiar mais fino', os de hoje pelo contrário, de certeza por não terem 'tomates', perderam completamente a voz... é esta última, infelizmente, a identidade biótica de muitos dos que habitam o mundo político ou vivem dentro dos edifícios que regem o desporto em portugal.
na noite de 30 de maio de 1990, estava eu em viena, na áustria, preparado para assistir à final da 'champions' desse ano entre o 'benfica' e o 'milan' (ou já estaria regressado a lisboa?...já não me lembro), quando recebi uma chamada do meu amigo e parceiro na direcção do clube, pedro cabeçadas, dizendo-me que um grupo de amigos liderado pelo josé bento tinham acabado de 'encontrar' um hino para o nosso 'farense'. como estávamos perto da final da 'taça de portugal', que jogaríamos daí a dias com o 'estrela da amadora', queria a minha concordância para tornarem público o 'produto' como hino oficial do clube. depois de ouvir, mal, pelo telefone, o dito 'hino', disse de imediato que sim e que o divulgassem junto do maior número de sócios possível. o que é facto é que a 'coisa' pegou de tal maneira que constituiu um êxito permanente durante, pelo menos que eu saiba, toda a década de noventa. hoje disseram-me que o 'hino do farense' se encontrava submetido a sufrágio num conhecido e reputado 'site' nacional onde aí poderia ser ouvido. dei de imediato um salto ao referido endereço, onde, com uma lagrimazinha no canto do olho, deixei o meu voto.
"O Dínamo Kiev acabou na terça-feira. Somos os líderes do campeonato, empatámos na Luz e ganhámos em Alvalade. E é sobre isso que temos de falar. Não morreu ninguém"
San Macaio, San Macaio deu à costa, Ai deu à costa nos baixos da Urzelina; Toda a gente, toda a gente se salvou, Ai se salvou, só morreu uma menina.
San Macaio, San Macaio deu à costa, Ai deu à costa lá na Ponta dos Mosteiros; Toda a gente, toda a gente se salvou, Ai se salvou, só morreu dois passageiros.
San Macaio, San Macaio deu à costa, Ai deu à costa, deu à costa na fundura; Quebrou-se-lhe, quebrou-se-lhe o tabuado, Ai ficou só, ficou só na pregadura.
San Macaio, San Macaio deu à costa, Ai deu à costa na Baía da Feiteira; Toda a gente, toda a gente se salvou, Ai se salvou, só morreu uma feiticeira.
San Macaio, San Macaio deu à costa, Ai deu à costa nas pedras da Fajãzinha; Toda a gente, toda a gente se salvou, Ai se salvou, só morreu uma galinha.
San Macaio, San Macaio já é velho, Ai já é velho e também é marinheiro; Andava, andava sempre perdido, Sempre perdido por causa do nevoeiro.
professor, e agora?... depois dos quatro a zero em inglaterra, em que, de facto, só perdeu três pontos, e dos zero a um em casa, frente ao dínamo de kiev, onde, de facto, não perdeu ninguém, esta noite, perdidos, de facto, outros três pontos, no 'dragão', para dentro da 'traineira' leixonense, vai dizer o quê?... que perdeu o emprego?...
neste dia da música, quando se esperaria em alvalade sob a batuta de paulo bento um recital à 'cinco violinos', tivémos todos de nos contentar com o duo 'romagnoli & derlei' executando, em dois andamentos, desafinadamente, diga-se, a peça, 'de tabela e com escorregadela'. mas a grande ovação da noite mereceu-a, indiscutivelmente, o 'barcelona', pelos últimos minutos da sua 'sonata' ucraniana. como alguém me dizia: "não fora a vitória do 'barcelona' e o 'sporting' teria ido esta noite, na 'liga dos campeões e apesar do resultado alcançado,...'de cona'!"
'se a vida são dois dias então o de hoje é um (dos) penúltimo(s)!' este trocadilho 'inventado' à pressa tenta traduzir o lema de vida de um homem muito doente, paul gascoigne, que como autêntico trota-mundos, sempre pelas rotas da desgraça, tão depressa abandona os amigos dos 'iron maidden' na europa central, como dá entrada num hospital algarvio por excesso de drogas e alcool ou é preso, na semana seguinte, na sua inglaterra natal. não faz o meu estilo a escrita em registo mesericordioso mas a degradação humana deste homem - como o daquela mulher, amy winehouse - faz-me um engulho do caráças. mas depois lembro-me dos milhões de incógnitos que carregam uma 'cruz' igual e, por estranho que pareça, a coisa passa-me.
amy winehouse começou a noite com o russo 'smirnoff' e terminou-a, já de madrugada, na companhia do norte-americano 'jack danniel's'. com charro e 'bomba d'asma', pelo meio.
as voltas que eu dei (mas valeu a pena pela interpretação do camané!) para lhes deixar as minhas preocupações no que diz respeito à condição física e anímica da 'nossa' vanessa fernandes. duas hipotermias seguidas de uma gastroenterite, nas três últimas participações antes dos 'jogos olímpicos', terão sido...'só' isso?... não teremos todos, ela incluída, e a circunstância de nos ter habituado a vê-la vencer todas as provas em que participava, ela incluída, colocado demasiada responsabilidade em cima de uns 'ombros', aparentemente, tão franzinos?... espero bem que não e que no dia 18 de agosto a possamos 'encontrar', agarrada à bandeira nacional, dando a volta de honra a um estádio olímpico de pequim. para alegria nossa e dela, da nossa vanessa.
conheci pessoalmente a fadista mariza (cantou nessa noite o hino nacional) e o treinador gus hiddink (então seleccionador da 'coreia do sul') no mesmo momento e no mesmo sítio, uma noite de junho de 2002, de má memória, no estádio de 'incheon' de onde viemos 'corridos' do 'mundial da coreia-japão'. desde esse dia que a minha consideração pelas qualidades dos dois, cada um no seu ramo, não deixou de aumentar.
o russo abramovich, dono do 'chelsea', anda em período de apostas estúpidas. desta vez resolveu pagar dois milhões de dólares a amy winehouse para esta actuar na abertura da 'galeria' da namorada, em moscovo. aconteceu o previsível. para além da bebedeira do costume, que já não a larga, e umas snifadas de coca, not cola, a pequena, tendo embora conseguido apanhar o avião, não escapou à necessidade de um período de recobro de mais de duas horas antes de subir ao palco. depois actuou sem cuecas o que, atendendendo á maneira como cuida dos cabelos, não terá ajudado em nada a estética do espectáculo. digo eu.
entrar na 'banca' onde regularmente compro os jornais e dar de caras com roberto leal a utilizar a selecção nacional para vender musiquinhas de merda a 2 euros!... duas delas em cima de temas que nos dizem muito, o 'hino nacional' e a 'casa da mariquinhas', tira-me completamente do sério. que o senhor roberto leal seja o paradigma do canto português para luís filipe scolari, enquanto não aprende o 'god save the queen', tudo bem. que a mesma pessoa cante a versão de 'a portuguesa' mais facilmente apreensível aos ouvidos do seleccionador, de deco e de pepe, também se percebe. agora que gilberto madail e a direcção da 'federação' dêem cobertura a esta infame negociata, à pala da selecção nacional de todos nós, e que os sempre prontos, atentos e venerandos jornalistas de serviço a amplifiquem junto do potencial mercado consumidor..puta qu'os pariu! a todos.
depois da traumática experiência da passada sexta-feira, eu, apaixonado confesso desse portentoso 'swing' que existe na voz de amy winehouse, resolvi entrar num processo de 'rehab'. a imagem sonora que tinha encontrado há cerca de um ano e que desde então nunca mais saíra dos meus...earphones, ou ouvidos se quiserem, tinha de ser reencontrada. por isso, ou para isso, 'me and mr. jones' mais todas as conhecidas faixas com que miss amy nos encantou têm sido repassadas até à exaustão. vivêssemos nos velhos tempos do vinil e cá a casa já teriam vindo os bombeiros. alertados pelo cheiro a plástico queimado.
" O concerto começou atrasado, cerca de meia hora, mas Amy Winehouse não desiludiu quem ontem esteve no parque da Bela Vista, no primeiro dia do Rock in Rio 2008. Cerca de 100 mil pessoas esperaram pela cantora britânica (e ainda por Lenny Kravitz e Ivete Sangalo, que também actuaram no palco principal), naquela que é a maior enchente de sempre de um festival que cada vez mais parece um centro comercial ao ar livre, com imensos recintos dos patrocinadores. Amy apareceu nervosa mas com o look habitual: penteado e vestido muito anos 60. Ao terceiro tema, Me and Mr. Jones, agarrou o público. Vítor Belanciano "
(na 1ª. página do 'público', edição em papel)
" Amy Winehouse, que deu o primeiro grande concerto em vários meses, pediu desculpa pela fraca voz e admitiu que devia ter cancelado o concerto, mas agradeceu o facto de ter estado perante quase cem mil pessoas. Ao longo da actuação, a cantora esqueceu-se das letras, improvisou, tentou tocar guitarra, dançou e quase caiu, comeu, bebeu e chorou quando interpretou “Love is a losing game” e anunciou que o marido, que se encontra preso, irá em breve para casa."
('público' online, lusa)
ao passar os olhos, hoje de manhã, pelo jornal 'público' pareceu-me notar uma evidente disparidade entre a apreciação que tinha lido na edição 'online' à actuação de amy winehouse, de ontem, e o que via agora estampado na primeira página. fiquei sinceramente sem saber quem estava mais bêbado. se a cantora? se o crítico? ou seríamos nós?...eu mais o fulano da 'lusa'?
Depois de eu ter engolido o Roberto Leal numa conferência de imprensa da selecção portuguesa sem que um único jornalista na sala questionasse os presentes sobre que raio era aquilo, decidi escrever-te esta carta. Há já bastante tempo que me interrogo porque se te funde o raciocínio sempre que a selecção nacional chega à fase final de uma competição importante. Acaso há alguma alínea na Constituição que obrigue um jornalista a deixar de fazer jornalismo quando confrontado com o bigode de Scolari? Não há. Só que o hino toca, o jornalista desportivo ouve o hino, o hino acaba, e aquela conjugação de acordes d'A Portuguesa provoca no jornalista desportivo uma imensa vontade de recuperar Olivença. Ora, se nenhum estudo científico deu como provado que o contacto com símbolos nacionais destrua a massa encefálica dos indígenas, como explicar este estranho ímpeto nacionalista, que tudo aceita e nada pergunta? É essa - como dizer educadamente? - saloiice, que ataca de modo particularmente agudo em europeus e mundiais, que eu gostava que tu ultrapassasses.
Quando a Federação Portuguesa de Futebol patrocina uma conferência de imprensa de louvor a Luiz Felipe Scolari abrilhantada por Roberto Leal e seu filho, o que tu tens a fazer não é pedir para Scolari dedilhar umas notas na guitarra enquanto Roberto canta de improviso uma versão homicida de Uma Casa Portuguesa. O que tu tens de fazer é perguntar se é suposto que a selecção sirva para polir o ego do seu treinador e promover os discos da família Leal. Uma Casa Portuguesa, ainda por cima, é toda ela "conforto pobrezinho do meu lar", grande defensora de um Portugal satisfeito com a sua menoridade. Não é brilhante mensagem para passar a jogadores, e muito menos para animar palestras. Além de que colar a selecção à música sofisticadíssima de Roberto Leal e Tony Carreira é pôr a imagem de Portugal ao nível da rulote das bifanas.
Eu aturo tudo. Aturo chusmas de directos. Aturo conferências de imprensa diárias. Aturo peladinhas cobertas à exaustão. Aturo a transformação de Viseu na capital do País. O povo gosta e as empresas que investem rios de dinheiro no futebol precisam de antena. O que já não aturo é que tu, imprensa desportiva, comprometas o teu bom-senso, imoles qualquer réstia de discernimento e deixes de saber distinguir o que está bem do que está mal, o que é falta do que não é falta, quem joga bem e quem não joga só porque à tua frente correm uns tipos vestidos de verde e vermelho. Sei que para ti cada europeu de futebol em que Portugal participe é como levar um alcoólico a uma prova de vinhos - tremendamente difícil manter a sobriedade. Mas, asseguro-te, não tem de ser assim. Há quem consiga apreciar a selecção e continuar com actividade cerebral. Vá lá. Tu também consegues.
se dissesse que não tinha saudades das circunstâncias que vivi, sobretudo das pesssoas com quem convivi, dos tempos em que estive junto das 'selecções' nacionais de futebol, estaria a mentir com todos os dentes que tenho na boca. força 'portugal'!...sempre! com todas as diferenças que mantenho com alguma - muito pouca - gente que por lá anda.
ao lado de callas e fred mercury, pagodinho, alcione, ney, ellis e betânia, dame joan sutherland and young lady mariza, os eternos zeca, fausto, sérgio, zé mario branco e jorge palma, ute e kiri te kanawa, sinatra e franz ferdinand, omara portuondo mais susana rinaldi, as minhas velhotas do coração: billie, maria dolores pradera e chavela vargas, está, em plano igual, essa mulher que tem mais falta de cabeça do que talento (ou será...mais talento do que falta de cabeça?), uma voz que (também) me liquefaz: amy winehouse. (mais todos os outros que, ao escrever esta posta, não recordei.)
“Por que é que nascem tão poucas crianças? O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?”
(cavaco silva, em gouveia)
ao saber das dúvidas do senhor presidente da república ocorreu-me a frase que deu o nome a uma das faixas de um trabalho de pedro abrunhosa, em novembro de 1995. a mesma foi entoada por milhares de gargantas em 'resposta' a um aumento de portagens na ponte '25 de abril', determinado pelo governo do primeiro ministro de então, aníbal cavaco silva.
"Apanhei ontem um bocado da repetição do programa do Alvim, a meio do noticiário do João Quadros.
Gostei quando ele falou no concerto dos Rolling Stones em Alvalade, disse que desde a visita do Benfica que não ia lá um conjunto com uma média de idades tão elevada, e com mais níveis de droga, uma vez que o Nuno Assis não jogou pelo Benfica.
Também mostrou estranheza por ter sido um evento em que não houve qualquer manifestação por Maddie. Nem um balão nem nada"