excepcionalmente, porque o tema é de actualidade, vou 'reabrir' este blogue com mais uma 'estória (verídica) da bola'.
vítor baía e luís filipe scolari têm sido tema de actualidade esta semana devido à decisão do segundo ter excluído o primeiro, segundo o aqui segundo a mando de pinto da costa, dos trabalhos da selecção nacional de futebol no período 2003-2008.
a verdadeira, definitiva e última versão sobre a questão é esta:
a contratação de scolari foi feita em madrid por gilberto madail acolitado pelo, na altura 'boss' europeu da 'nike', hoje todo-poderoso presidente do 'barcelona', sandro rossel e..., imaginem!!!, por jorge nuno pinto da costa!!!...
foi este último que na época se queria ver livre de vítor baía, por conflitos com josé mourinho, que pediu então a 'felipão' que este não convocasse o guarda-redes azul-e-branco.
mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..., lá diz o bom e sabedor povo português.
passados uns meses já, no 'fc do porto', nuno espírito santo não dava suficientes garantias a josé mourinho pelo que havia de recuperar rapidamente baía.
foi então que surgiu a primeira convocatória de scolari...sem, obviamente, vítor baía.
foi nessa altura que à boa maneira portista, quando a convocatória foi tornada pública, os altos comandos portistas se indignaram com o seleccionador brasileiro por este, vejam só!, não ter convocado o melhor guarda-redes europeu!!!...
a partir desse momento, escusado será dizer, luís filipe scolari meteu uma cruz no nome de pinto da costa e, por tabela, do 'fc do porto'.
parafraseando um famoso diálogo do filme 'casablanca', foi o início de uma feia e conhecida inimizade...
desde pequenino que sempre gostei dos mais fracos.
na política como no futebol, aliás na generalidade das disputas a que assisto, quando nenhuma das partes me diz respeito, as minhas apostas vão sempre para os teoricamente à partida mais débeis.
é por isso que a minha conta na 'bwin' está a zeros e na política nunca fui convidado para nenhum 'job'.
este desabafo a propósito da vitória do 'barça' na edição deste ano da 'champions league'.
é que no que diz respeito ao clube treinado por guardiola inclinarmo-nos para a vitória do seu adversário mais do que teimosia é pura burrice: o rendilhado, a beleza, a eficácia do futebol dos catalães coloca-os no topo do mundo, hoje, sem concorrência, a nível de clubes.
parafraseando o sábio mário wilson: vá o pep guardiola para o médio oriente ou para 'inglaterra',...o mourinho, para a próxima época, arrisca-se a ser vice-campeão de 'espanha'.
“Mourinho entrou em guerras com todos, tanto em Portugal, como em Inglaterra ou em Itália. Isso não é o Real Madrid. É preciso recordar que Hitler também foi aclamado por muitas pessoas, mas depois é que o golpe foi pior. Despertavam uma grande adesão, mas só falavam deles e demonstrou-se que as suas palavras eram mais atrevimento do que sensatez”
(ramón calderón, antigo presidente do 'real madrid')
as palavras do antigo presidente, referência histórica do clube madrileno, são manifestamente exageradas por deslocadas no tempo e na circunstância.
o tema é demasiado complexo para um comentário ligeiro num espaço limitado como este, falo do 'real madrid', da saída de jorge valdano, dos poderes em consequência reforçados conferidos a josé mourinho e do que deverá (deveria) ser o exercício de um direcção desportiva.
o futuro dirá da bondade, ou não, das decisões agora tomadas por florentino perez.
uma coisa tenho que afirmar porque de outra maneira não ficaria bem comigo: jorge valdano é um senhor do futebol e da cidania - como homem, desde logo, como jogador e como dirigente.
e por aqui, agora, me fico.
tudo indica que o árbitro português pedro proença seja um dos escolhidos - o outro será o belga frank de bleeckere - para apitar uma das 'semifinais' da 'liga dos campeões'.
a ser o caso, muito provavelmente a que envolve o 'manchester united' e o 'schalke' pois não creio que a 'uefa' caia (de novo) na asneira de apontar um compatriota de josé mourinho para a 'semifinal' espanhola.
(actualizado, 4.00 pm)
depois dos divórcios entre:
- josé sócrates e passos coelho;
- jorge jesus e domingos paciência;
- josé mourinho e pep guardiola;
- carlos queiroz e os adeptos lusos;
- o 'sporting' e os títulos;
- pinto da costa e luiz filipe vieira,...e filomena,...e carolina,...e filomena...
- o presidente cavaco silva e o maior partido português;
- os portugueses e o futuro,
nada como um casamento real para aconchegar, momentaneamente, a nossa amargurada alma.
fugaz o olhar que todas as 'televisões' nos obrigaram a debruçar sobre o mesmo.
efémero, provavelmente, este enlace, como acontece à larga maioria dos casamentos nos dias que correm.
"Il Milan può sognare ad occhi aperti. Non solo lo scudetto, che sembra più vicino dopo la vittoria nel derby, ma anche un nuovo grande campione: Cristiano Ronaldo. Parola del presidente Silvio Berlusconi, che alla sua cerchia più ristretta avrebbe confidato: 'Sogno di avere il portoghese in squadra'."
(na 'gazzetta dello sport')
'il cavalieri' sílvio berlusconi quer ter cristiano ronaldo mais próximo de si.
desde logo para que este testemunhe em seu abono sobre as 'cavalcate' que terá dado, montado no lombo da magrebina ruby.
quem não parece nada virado para alinhar nesta ou noutras 'cavalarias' italianas é o nosso inefável josé mourinho.
josé mourinho acaba de registar uma derrota triplamente amarga.
porque em casa contra um colega que desaprecia, manolo preciado, porque este resultado o retira definitavamente da luta pelo título espanhol e, por fim, porque o mesmo quebra o seu recorde pessoal de 150 jogos caseiros sem sofrer a derrota.
mau demais o que se passou hoje para aquele que é considerado o melhor treinador do mundo.
agora...é estar atento às consequências. ou muito me engano ou vai passar a ser um técnico completamente desapreciado em 'madrid'.
se não constitui qualquer surpresa o facto de josé mourinho ter sido convidado para os comandos da selecção inglesa já, por outro lado, não faz o menor sentido a afirmação de luiz filipe scolari de que terá tido convites dos três 'grandes' portugueses.
pinto da costa nunca o faria!
a não ser que o brasileiro não considere o 'fc do porto' um 'grande ou, em alternativa, entenda que o treinador principal dos 'dragões' possa ser contratado sem o aval do seu presidente.
quanto ao 'sporting', no que a esta matéria diz respeito, percebe-se que godinho lopes revele a paciência necessária para não anunciar...paciência.
paciência!
talvez o faça um destes...domingos.
afinal o 'sc de braga' é o principal adversário do clube de 'alvalade' na disputa pelo 3º. lugar, totalmente em aberto na principal 'liga' portuguesa.
no rescaldo da derrota do 'málaga' treinado por manuel pellegrini, em 'madrid, um interessante texto, embora longo e em inglês, publicado no 'guardian'.
como sub-título poderia sugerir: 'o retrato das difíceis relações entre um treinador de futebol de topo e a imprensa desportiva da especialidade'.
"Two men can't fight if one does not want to – and the man with the bloodshot eye and the melancholic gaze didn't want to. Instead, there was a quick, silent shake of the hand, a wordless greeting, and the white flag was raised. No resistance, and no mercy. Last night Real Madrid tore Málaga apart, battering them 7-0. But Málaga's manager did not care; or said he did not. Cunning or cowardice, that was the question.
This was the encounter everyone had eagerly awaited since November but if it was a fight they were after then they might as well not have bothered. After all, Manuel Pellegrini didn't.
Late last night, Pellegrini returned to the Santiago Bernabéu for the first time since leaving Real Madrid in May. These days, he is coach of Málaga and things aren't going well: Málaga are second bottom. It was time for Pellegrini to face his tormentors and they were waiting for him, knives sharpened. But yet again, he shirked the conflict – on and off the pitch.
It is a familiar tactic. Perhaps one fine day the editor of Marca came home to find the coach of Real Madrid in bed with his wife. Or maybe Pellegrini had rejected his amorous advances. Nothing else, surely, can explain the viciousness and relentlessness of the campaign launched against him when he was Madrid coach. There could be no other reason for the obsession, the bitterness, the sheer bloody-mindedness, the irrational hate. Or maybe there could: if Pellegrini was concerned at the fact that they attacked him, more telling was the fact that they could.
The day Pellegrini arrived at Madrid, the talk was of patience and project. The first call for his head came in October – and they kept on coming. Everything Pellegrini did was wrong; everything he did right was because of someone else. His players saved him from himself; he destroyed them despite themselves. Even when Marca set up Madrid-Villarreal as "Pellegrini on trial" only for his side to win 6-1, they did not relent. Even when he was polite and calm and unmoved, they tried to move him. They wound him up, but he never uncoiled, noting simply: "I should thank the editor of Marca for making me so famous." So they tried some more.
When he joined Málaga, Marca declared him the "worst" thing about their game. His crime? To take Málaga to a first home win of the season and take them off the bottom in his first match in charge.
Whether Pellegrini was a good coach or not – and few would seriously claim he is better than José Mourinho – the attacks were brutal and senseless. He was hardly provocative; he rarely made excuses, ranted or shifted blame. And he hadn't even been that bad. Madrid had been humiliated in the Copa del Rey and were eliminated from the Champions League. But everyone else had been knocked out at that stage too – for each of the past six years. And in the league, Madrid challenged Barcelona; beaten just 1-0 at the Camp Nou, they had more points at this stage last season than Mourinho's team do now. A late winner against Sevilla meant that at this stage they were top. Now they are seven points behind. They went into the final day with a chance of winning the title. And racked up 96 league points – a club record.
But at the end of the season, he was gone. Just as everyone knew he would be. So, with the return nigh and the campaign sparked up once more, Pellegrini pointed that out this week, describing 2009-10 and the "best season in the club's history". Which was a pretty dumb thing to say about a club with nine European Cups and 31 league titles, that could still win something this season with the league title race still alive, a Copa del Rey final to come and an away goal in Lyon in the Champions league. He, after all, had won nothing. And since he has taken over Málaga there's no sign of him winning anything either: Qatari owners and five new signings have done little for them. They have won just once in 12 matches; this morning they sit second bottom – much to his detractors' delight.
Meanwhile, Mourinho was being asked if he feared suffering the same fate as Pellegrini if he finishes this season empty-handed. In a fantastically feisty press conference in which said he didn't mind being "everyone's punchbag", he replied bluntly: "No. Because if I get sacked here I won't go to Málaga; I will go to a big club." Let's face it, it was true. But the truth hurts. The president of the Málaga government, Salvador Pendón, hit back. "I always knew that Mourinho was rude and spoilt, now he has confirmed it," he said. "He is a total clown."
This time it was personal. Not only had Madrid hammered Pellegrini – but now their manager was hitting out at Málaga. He had questioned their honour, and few things get sensitive soccer souls going like a "lack of respect". The gauntlet was thrown down. You, sir, are a cad. I challenge you to a duel!
Yeah, right. Some duel. Them may be fighting words but there was no fighting. Pellegrini was met with timid applause but mostly with indifference; there was no simmering anger or even much sympathy; the greeting with Mourinho was cold but polite, and on a Thursday night at 10pm there was a Thursday night at 10pm attendance. And, anyway, Madrid versus Málaga was always likely to be David versus Goliath.
Mourinho's side were irresistible, Benzema getting two and Ronaldo a hat-trick to take him to 27 for the season, level with Messi (or one ahead of him if you believe Marca, who called him "Pichichón" this morning – a big Pichichi). But Málaga's defence, which has conceded 58 goals this season, 14 more than anyone else, a defence that's so bad they signed Martín Demichelis for goodness sake, was so unconvincing even Jeffrey Archer wouldn't use it. An offside trap that trapped no one aided the first; the second came via a Málaga corner, a misplaced header, a defender who missed the ball entirely and a 50-yard stroll through the middle for Angel Di María; and everyone stood and watched, cooing "Oooh, nice pass", as Di María scooped over to Marcelo for the third.
Every week, you wonder why Málaga are where they are. Last night, you saw the reason. This wasn't just David against Goliath, it was David against Goliath with David laying down his slingshot and saying: "Actually, I think I'll wait until that little fella turns up and fight him instead, thanks very much." Homer Simpson passing on fatherly advice: can't win, don't try. Having faced Almería on Monday and with Osasuna to come on Sunday, with Júlio Baptista and Sergio Asenjo injured, Pellegrini left Apoño, Rondón, Maresca, and Seba Fernández on the bench. "And," he said, "I would have left out more players too if I could."
"We knew we were risking a thrashing," Pellegrini added. "With so many players injured and such a short rest we could not expect a good result against Madrid. I was completely clear that we didn't have a chance. We have to prioritise the game against Osasuna. It would have been irresponsible to give our all here and be tired on Sunday. Osasuna and Almería are our finals, not this." Out in the mixed zone, one player was listening in, anger simmering away, furious with his coach.
That might have been an excuse, a little boy's "I didn't want to play this stupid game anyway"; it might have been an attempt to explain away a desperate display; it might even been a subtle dig at Mourinho and at Madrid, an attempt to undermine their victory and unmask them. Above all, though, it was familiar. Pellegrini had done exactly what Manuel Preciado did when Sporting went to Barcelona earlier in the season and played a weakened line-up that provoked a huge confrontation with Mourinho. Only Preciado's side lost by one, not seven. Only this time Mourinho didn't mind one bit.
It was supposed to be a war but however much they attacked, Manuel Pellegrini had decided not to wage it. He had taken a decision: he who runs away lives to fight another day. Which is fine if you fight another day and win. But lose on Sunday and it won't just be Marca out to get him. Lose on Sunday and, rather like his team, Manuel Pellegrini will have no defence at all."
"¡Esto es ridículo!", cuchicheaban los jugadores del Madrid, ayer al mediodía. Conectados en el vestuario a Twitter, o a la radio, siguieron con asombro la conferencia de José Mourinho. El entrenador volvió a denunciar en la sala de prensa que quienes configuraban los horarios de los partidos beneficiaban al Barça. De paso, menospreció al exentrenador madridista Manuel Pellegrini y a su actual club, el Málaga. Y a modo de colofón, señaló que el Madrid es una institución que funcionaba mal, descoordinada, y que sus jugadores no se implican lo suficiente en lo que denominó "estrategia de comunicación". En los despachos la reacción fue de perplejidad. "La cosa está peor que nunca", decían los empleados. Algunos especularon con la posibilidad de que Mourinho esté forzando su despido.
"A mí no me puede pasar lo mismo que le pasó a Pellegrini", sentenció Mourinho. "¿Sabe por qué? Porque si el Real Madrid me echa yo no voy a entrenar al Málaga. Si me echan voy a un gran club de Inglaterra o a un gran club de Italia. No tengo ningún problema en volver a entrenar a un gran club". Fue una ráfaga. Dos frases en las que Mourinho despreció sumariamente a Manuel Pellegrini, al Málaga, y sorprendió a Florentino Pérez, el presidente que le contrató hace nueve meses con la esperanza de fundar un proyecto estable. Pérez no imaginó que con Mourinho el equipo ganaría menos puntos en la Liga que con Pellegrini. Tampoco sospechó que el luso fuera tan descontrolado.
El 0-0 de Riazor exhibió el costado más sombrío de Mourinho. La gente que frecuenta Valdebebas observa a un hombre que deambula por los pasillos conturbado, entre brotes de ira, presionando con exigencias extravagantes a quien tenga la mala suerte de cruzarse en su camino. Al escuchar su comentario sobre el Málaga varios jugadores sintieron que los ponía en un aprieto. Creen que hoy sus adversarios saldrán con rabia a demostrar que valen más de lo que cree Mourinho. "Este es un mundo hipócrita", prosiguió Mourinho, arrancándose hacia donde lo llevase su soliloquio. "Toda la gente sabe lo que es verdad y mentira. Yo antes que ser hipócrita prefiero ser el punching ball de todos los cobardes. Pero nací así, crecí así y voy a morir así. Con la cabeza alta. Contento. Y sin miedo a decir las verdades. Sin miedo a que mañana una banda de cobardes vengan todos juntos a atacarme a mí. ¿Qué puedo hacer yo? Yo no tengo miedo a decir las verdades". "Yo, por ejemplo", prosiguió, "no tengo una empresa inmobiliaria para representar jugadores de fútbol. Si tuviera una empresa inmobiliaria vendería casas". La repentina digresión fue una presunta alusión a Pere Guardiola, el hermano del técnico del Barça, que tiene intereses inmobiliarios y también representa jugadores.
El ataque de honestidad tuvo consecuencias inmediatas en la Diputación de Málaga, donde su presidente, Salvador Pendón, reaccionó ofendido: "Mourinho ha demostrado que es un auténtico payaso". En los despachos del Bernabéu, Antonio Galeano, director de comunicación del Madrid, explicó que el club no necesita disculparse: "Mourinho no ha pretendido menospreciar a nadie". El encuentro del entrenador con la prensa fue tenso porque no admitió discrepancias.
- ¿Cree que con sus quejas del calendario y de los arbitrajes ha logrado desviar la atención del fútbol? le preguntaron.
- ¿Qué quejas? No son quejas, son verdades. ¿Usted qué piensa?
- Que son quejas.
- ¡Hipócrita! Lo siento. Tengo derecho a decirlo.
Mourinho se disculpó con su interlocutor antes de argumentar que él es el único que tiene el coraje suficiente para quejarse públicamente en defensa de los intereses del club. Cuando le preguntaron si se siente apoyado por el Madrid, replicó con mensajes subliminales y críticas veladas a la dirección. "¿Por qué razón se van a quejar otros si ya me voy a quejar yo?", dijo. "Hay gente que cuando tiene que decir una cosa no la dice y después pone a los otros a hacerlo. Hay clubes que tienen una estrategia de comunicación diferente de la nuestra. Aquí soy yo el que vengo y no pido jamás a un jugador mío que forme parte de una estrategia de comunicación. Hay otros clubes en los que los jugadores participan muy bien en una estrategia de comunicación, en donde el entrenador está protegido, tranquilito haciendo un papel diferente. Aquí no. Aquí soy yo el que viene a dar la cara. No hay más. Al escuchar esto, los jugadores, atentos en el vestuario, recordaron que el sábado, en A Coruña, Mourinho les pidió que al salir del campo denunciasen la injusticia de los horarios que les ponían las televisiones. Pero no cumplieron. De lo único que se quejaron a la prensa fue de la táctica de Mourinho contra el Deportivo. Como dijo Casillas: "Regalamos los primeros 45 minutos"."
(no 'el país')
josé mourinho a forçar o seu despedimento?...
se não é, parece.
em 'espanha', particularmente no 'real madrid', começa a ser cada vez mais difícil (con)viver com a truculência verbal de josé mourinho.
sempre que as coisas não correm bem o treinador português encontra o bode expiatório que se encontra mais à mão para a ocasião: seja o presidente florentino perez, o seu homem de confiança, valdano, o árbitro que saiu de serviço ou a 'liga' espanhola que desprotege o 'real' na sua programação anual.
por cá começam a ser insuportáveis as imagens de jorge jesus agastado com os jogadores e dirigentes adversários no términus das partidas que lhe provocam maior desgaste psicológico.
lá, em 'espanha', como cá, em 'portugal', os nomes e a grandeza dos nomes 'real madrid' e 's l e benfica' deveriam ser preservados destas manifestações animalescas e primárias por parte de funcionários pagos a peso de ouro as quais acabam por redundar, sempre, num enorme desgaste do prestígio que, ao longo de décadas, estas instituições granjearam e que ultrapassam em muito o núcleo mais ou menos alargado dos seus adeptos incondicionais.
dizia-me uma vez luís figo, meses após a sua entrada no 'real madrid':
'naquele clube de um modo geral só nos cruzamos com o presidente uma vez: quando lhe apertamos a mão na cerimónia pública da celebração do contrato'.
pois é.
uma realidade totalmente diferente do intervencionismo presidencialista que se verifica em portugal.
sobre o para mim apaixonante tema convido-os a ler um excelente, completo e bastante actual trabalho do jornalista bruno prata hoje estampado no 'publico'.
fica o aperitivo:
"Mourinho começou a perceber no que se estava a meter à custa de pequenos incidentes. Não muito significativos, mas que, acumulados, foram funcionando como alertas e indícios importantes, sinais até de algum sentimento anti-português. Como quando descobriu que o treinador do Real Madrid não tinha lugar na zona VIP de estacionamento automóvel. Ou quando decidiu que, nesse dia, não ia trabalhar ao volante do carro que recebeu de uma marca que tinha um contrato de patrocínio com o Real Madrid: ainda não tinha acabado de estacionar o seu poderoso Ferrari (uma prenda de Roman Abramovich) e já tinha surgido um qualquer funcionário a barafustar e a dar-lhe ordem para retirar a viatura, porque naquele local só podiam estacionar Audis. Dessa vez, Mourinho levou a sua avante, como voltou a levar quando estava a iniciar um treino na Cidade Desportiva Valdebebas e logo surgiu, apressado, um director de instalações a dar ordens para que fossem retirados os cones e a restante parafernália de treino porque, dizia, naquele dia a sessão tinha de decorrer noutro relvado que ele próprio havia determinado.
Mourinho nunca tinha vivido situações idênticas em dez anos de carreira, o que, conhecendo-se a sua personalidade, é bem capaz de lhe ter deixado os nervos em franja. E os seus adjuntos (todos portugueses, com excepção de Aitor Karanka) também ficaram surpreendidos quando perceberam que não tinham direito a receber um Audi, ao contrário do que aconteceu com todo o plantel. Silvino Louro, técnico de guarda-redes, teve ainda uma experiência a que não estava habituado: solicitou mais dois bilhetes para um jogo caseiro do Real Madrid e, no final do mês, o valor dos mesmos lá vinha descontado no recibo de vencimento."
"Son cosas muy distintas: una cosa es entrenar y liderar un equipo de trabajo deportivo y otra, muy diferente, controlar todo y a todos los que tiene a su alrededor. Ya sé que existe una fina línea entre un profesional meticuloso que quiere estar pendiente de todo para sacar ventaja de los pequeño detalles y un intervencionista empedernido.
No soy dudoso a la hora de los adjetivos hacia José Mourinho. Es un gran entrenador, maneja las suertes del fútbol con una suficiencia abrumadora y sabe lo que quiere, con quien lo quiere y por qué. Pero me asalta la duda de su mesura a la hora de manejar su poder. Es grande, muy grande, pero sólo es un entrenador. Ni es el jardinero, ni el utilero, ni el masajista, ni el médico, ni el delantero centro, ni el director general, ni por supuesto el presidente.
Él es el técnico, el puesto estratégico para el que trabajan todos, pero la institución es mucho más grande. El Real Madrid, con más de un siglo de historia, el más laureado del mundo, no puede estar todo el día con el extintor en la mano. No voy a entrar en el detalle, ese es el principio básico de la destrucción de un diálogo, prefiero reflexionar sobre el calado del problema que nos ocupa.
Y por muchas vueltas que le doy, no acabo de ver la gravedad del tema. Lo que dijo Valdano tras el empate de Almería y, sobre todo, cómo lo dijo, no puede ni debe ser la espoleta de la explosión de Mourinho. El manido tema del ‘9’ ha tenido ya muchas idas y vueltas, pero el portugués sabe que el esfuerzo para conseguir el refuerzo que pide es máximo por parte del club. Otra cosa son las dificultades que encierra una incorporación express y la tesorería, que no es infinita. Y eso debe entenderlo el portugués.
‘Yo sólo reporto al presidente y a José Ángel Sánchez…’, soltó Mou para “caponear” a Valdano en plena rueda de prensa. Me sonó a ‘Cristobalito Gazmoño’ -¿Recuerda? Ese niño tan agudo de los años 70- chivándose. No tiene proporción con lo que dijo Valdano sobre el ‘9’ –Benzema- , ni con el cómo lo dijo.
Es una reacción de adolescente, de querer liarla, de no tolerar ni una y de crear una crisis interna innecesaria, fundamentalmente para su presidente, al que dice va a reportar a partir de ahora. Y mientras todo esto sucede, no hablamos de fútbol. De lo justito que el Madrid pudo con el Mallorca y de la semifinal de Copa de mañana contra el Sevilla.(...)"
(amalio moratalla, hoje na 'marca')
o relacionamento entre um treinador e a sua entidade patronal, no caso as actuais conturbadas relações de josé mourinho com a instituição 'real madrid', analisadas pelo jornalista espanhol moratalla.
uma tema interessante e que me diz muito porque bastantes vezes me vi envolvido nesta trama nem sempre fácil de desembaraçar.
aconteceu quando fui presidente de um clube, o 'farense', e, sobretudo quando exercia a mediação entre o seleccionador nacional e a direcção federativa.
como decorre do sublinhado que fiz no texto acima, continuo a acreditar que o treinador é para treinar e o dirigente...para dirigir.
dediquei o pós jantar aos de madrid, 'real' e 'atlético'.
bom jogo, intenso, com uma arbitragem à inglesa que não deixou tempos mortos e um justo vencedor (3-1), os de mourinho.
para além das muitas peripécias do jogo retive o sublinhado feito por um dos comentadores de serviço na 'sport tv':
'este mezut ozil nem parece alemão!'...
pois não. é turco.
(infografismo do jornal 'público')
um excelente trabalho do 'público' que acolhe o percurso de josé mourinho desde que este assumiu o papel de treinador principal de uma equipa de futebol.
só ficaram a faltar os registos dos múltiplos incidentes em que foi pródigo: desde a 'fuga' do balneário do 'chelsea' num carro de lavandaria até à mais recente provocação diante do 'banco' do 'villareal'.
(actualizado, 1.20 pm)
"O Real Madrid fracassou na primeira parte frente ao Villarreal, excelente equipa de um povo de 40.000 habitantes. O Villarreal impôs-se com o seu jogo raro, de passes curtos e magnifícos centrocampistas. Por momentos, o Bernabéu tremeu. O Real era uma equipa desordenada com uma investida cega, mas conseguiu chegar ao intervalo com um empate a dois. Mourinho mudou radicalmente o desenho no segundo tempo. Jogou com três centrais, adiantou Marcelo, trocou Lass Diarrá por Khedira, deixou o Villarreal sem bola e entregou-se a Cristiano Ronaldo, que foi uma espécie de Zeus com botas: marcou três golos e conduziu o Real à vitória.
São decisões deste calibre que convertem Mourinho num treinador especial, o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol, onde quase nada é seguro. Reconheceu-o a FIFA. A sua trajectória no Inter foi impecável. A equipa italiana queria resgatar o prestígio perdido e conseguiu--o com o treinador português. Por onde andou, as suas equipas funcionaram bem. Mourinho não defrauda quem o contrata, mas o seu ego não descansa. O magnífico segundo tempo do Real frente ao Villarreal, em grande parte devido às decisões do treinador, ficou imediatamente sepultado pela desnecessária e provocadora celebração de Mourinho em frente ao banco do Villarreal. Essa converteu--se na notícia da partida, e não o espectacular jogo do Real."
(um excerto da 'opinião' assinada por santiago segurola, hoje no 'dn')
a desilusão espanhola após conhecidos os resultados da 'gala de ouro' da fifa reflectida nas palavras de iker casillas: "Todos los españoles nos hemos llevado una pequeña desilusión. Me hubiese gustado que lo hubiese ganado Andrés o Xavi, pero los españoles vamos a seguir peleando para que nos lo den algún día."
realmente quando tinham dois candidatos em três, quer para o 'melhor jogador' como para o 'melhor treinador', e nada ganhar,...convenhamos que é frustrante.
resta-lhes a consolação dos 'melhores do mundo' exibirem os seus méritos em espanha.
para aqueles que gostam de saber como tudo se passou, entre os quais me incluo, deixo-vos as votações registadas pela 'fifa': aqui e aqui, a partir da 'marca'.
"CR7 ha celebrado 23 tantos en 18 encuentros en esta Liga 2010/11, una auténtica barbaridad. El portugués ya suma 49 tantos de blanco en Liga en 47 encuentros disputados. Hasta hoy, Ronaldo había hecho 46, los que hicieron Van Nistelrooy, Guti y Roberto Carlos vestidos de blanco en partidos de Liga.
Las cifras de Ronaldo son de otro siglo. CR7 ha marcado más de un gol por partido desde que fue presentado en el Bernabéu. 63 goles en 62 partidos (49 en Liga, 4 en Copa y 11 en Champions)."
(na 'marca' online)
em portugal costumava-se utilizar o termo 'abono de família' para referir a destacada importância que um determinado jogador de futebol assumia em favor do colectivo.
eu sei que os 'abonos' quer a favor da família, quer outros, estão cada vez mais em desuso neste 'portugal' em crise mas não me ocorre outro termo para evidenciar a extraordinária campanha que cristiano ronaldo está a fazer em 'madrid'.
o internacional e capitão da 'selecção' portuguesa está a ser, esta época, o verdadeiro 'abono' das famílias mourinho, peréz, valdano, e das dos demais companheiros de equipa.
"Desta vez Mourinho descarregou a sua ira contra o Madrid, um novo capítulo na aventura espanhola de um treinador que sempre desempenha o papel de estrela em cada jornada. Terminou o péssimo jogo frente ao Sevilha e apareceu na sala de imprensa com uma folha na mão. O seu ar era de zangado, como quase sempre. Não lhe serviu a fatigante vitória, nem o mérito de consegui-la com dez jogadores - Carvalho foi expulso na segunda parte -, nem o alívio de permanecer a dois pontos do intratável Barça, que um dia antes brilhou frente ao Espanhol. Mourinho decidiu que era a hora de criticar o seu clube.
Foi uma tormentosa conferência de imprensa, bastante incoerente, marcada pela irritação de um homem que só parece feliz em tensão. Durante o encontro abundaram os remoques entre os bancos. Ao intervalo, antes de ir para o balneário, Silvino Louro - treinador de guarda- -redes do Real Madrid - protagonizou um momento vergonhoso. Derrubou Agustín Herrerín, o venerável director de campo, que caiu como uma pedra para espanto geral. Silvino havia-se enredado numa desagradável discussão com o delegado do Sevilha e nada o podia conter. Assim são os jogos no Bernabéu esta temporada: stress e combustão.
O Madrid sempre se gabou do seu carácter nobre, talvez porque ganhou mais títulos do que ninguém e podia, por isso, ter uma certa condescendência para com os rivais. Essa era passou. Mourinho só entende de conflitos. Instalou-se neles. Depois de pressionar o Madrid para conciliar temporalmente o seu trabalho com o de seleccionador português, enfrentou vários treinadores da Liga - Preciado, Luis García, Emery, etc. -, tentou-o sem êxito com Guardiola, insultou e criticou os árbitros, atacou alguns dos seus jogadores - destroçou publicamente Canales e Pedro León - e foi suspenso pela UEFA, que o puniu por infringir as regras mais elementares do desportivismo em Amesterdão, onde encenou uma comédia para conseguir o cartão amarelo a Xabi Alonso e Sergio Ramos.
Para onde vá, acompanha-o o escândalo, mas não nas proporções actuais. Com o timbre oficial do Real Madrid, a folha de Mourinho continha o relato subjectivo dos erros do árbitro. O número ascendia a 13: uns quantos foras-de-jogo, alguma falta sem cartão, a expulsão de Ricardo Carvalho e um penálti sobre Granero. Nunca na história do futebol espanhol se havia visto um protesto semelhante, e muito menos no Real Madrid, cuja grandeza o impediu de cair na lama das misérias mundanas. O mais interessante de tudo é que Mourinho utilizou o relatório para para se declarar indefeso e para atacar, sem nomear, Jorge Valdano, director-geral do Real Madrid. Aparentemente, o treinador quer que o clube tenha a mesma veemência que o caracteriza.
A irritação de Mourinho alcançou níveis atómicos. Mais do que nunca surgiu como uma personagem consensual que gosta do seu poder incontestável. Porque Mourinho não é um treinador qualquer. É o poder, ao ponto de inverter as relações que se estabelecem entre as instituições e os seus empregados. Neste caso, pretende que o Madrid se dobre a todos os seus desejos. É um privilegiado que o exige: o treinador com o contrato mais alto da história, no clube com maior orçamento do futebol mundial e com um plantel com quatro campeões do mundo, dois Bolas de Ouro e várias das estrelas que ele solicitou. Após o jogo reclamou publicamente uma reunião com o presidente e manifestou que não quer intermediários entre ele e o seu presidente. Fê-lo deliberadamente, através da imprensa, sem respeitar os discretos canais de comunicação que presidem às relações nas empresas.
O seu desafio é de alto calibre, mesmo que provavelmente nada mude no Madrid. Florentino Pérez é pragmático, Jorge Valdano desenvolveu uma pele de elefante e Mourinho buscará um novo conflito. A reacção da imprensa e dos adeptos não foi amigável com ele. Os adeptos apreciam o seu trabalho mas estão fatigados de tanta tensão desnecessária. Querem uma equipa que dispute a Liga com honra frente ao melhor Barça da história. O resto é um ruído cada vez mais chato."
(santiago segurola no 'diário de notícias')
também acho que josé mourinho está a ultrapassar algumas 'marcas', muitas delas que fazem parte do património genético do clube madrileno.
convocar o presidente, criticar objectivamente o director-desportivo jorge valdano, quebrar regras básicas de 'fair-play', tudo diante dos olhos do mundo devido ao mediatismo de todas as suas posições, parece-me um esticar de corda absurdo por parte de um homem que nada deve à inteligência.
foi a maior derrota de mourinho e, com certeza, uma das piores.
a sua equipa levou um banho de bola. mas que banho!
se o 'barça' ganhou por 5 a 0 ao 'real', messi ganhou a ronaldo por uma diferença, de qualidade, de eficácia, de querer e saber, ainda maior.
toda a gente sabe que a equipa catalã é aquela que, no mundo, melhor joga de pé para pé, o famoso 'tiki-taka'. o que não sabíamos é que era capaz de fazê-lo, com a excelência como o conseguiu, diante da poderosa equipa 'branca' treinada pelo melhor treinador do mundo.
nada a dizer.
foi uma vitória justíssima, que poderia ter sido ainda mais alargada face ao completo descontrolo do eixo defensivo 'português', que não merece sequer que se inventem penalties por assinalar contra a equipa da casa.
(infografismo da 'marca')
'la invidia del mundo', assim titula o espanhol 'marca' a partida desta noite (sport tv1, 20.00) entre o 'barça' e o 'real madrid'.
um confronto entre dois estilos, o futebol apoiado e rendilhado dos 'catalães' e o estilo mais directo e pragmático dos 'madridistas', um duelo entre duas personalidades bem diferentes, o tranquilo e educado pep guardiola e o 'nosso' belicoso josé mourinho, um diálogo entre os dois melhores 'artistas' do mundo da especialidade vistos por milhões em todo o planeta, léo messi e cristiano ronaldo.
partilho inteiramente deste sentimento de inveja: que pena não serem duas equipas do meu país a oferecer este espectáculo ao mundo!
resta-me a consolação de lé ter cristiano, ricardo carvalho e pepe, para além de mourinho, quatro portugueses que dão enorme brilho ao futebol espanhol nos dias que correm como fernão de magalhães e tantos outros pilotos lusos iluminaram a conquista marítima espanhola de 'quinhentos'.
a cadeia de televisão árabe, 'al-jazeera' garante 80 milhões, os norte-americanos mais 15, a 'inglaterra' verá em 3D, a gelada oslo disporá de um ecran gigante, milhões de italianos não perdem o rasto ao 'especiale', 'portugal', a 'américa latina',...o globo, não faltarão a este jogo que, afinal, nada decide.
é só mais um. mas que um!
"A UEFA decidiu abrir um processo disciplinar ao Real Madrid por suspeitar que as expulsões de Sergio Ramos e Xabi Alonso no jogo com Ajax, a contar para a 5ª jornada da Liga dos Campeões, foram provocadas pelos próprios jogadores."
(no 'público')
escrevi-o imediatamente a seguir aos acontecimentos.
a inteligência, a capacidade prospectiva, passe a redundância, de 'organizar' o futuro, a 'esperteza', leia-se malandrice, tem limites.
josé mourinho - mais quando comentou do que quando, antes, 'ordenara' - imediatamente após o términus da partida que opôs a sua equipa ao 'ajax' arriscou, com as suas palavras, este desfecho: um inquérito aos acontecimentos por parte da 'uefa'.
desnecessariamente, diria eu.
bastaria mourinho ter ficado calado para que o 'brilhante plano' tivesse sido cumprido sem posteriores polémicas. embora admita que isso tivesse sido exigir demais ao maior umbigo do mundo...
'não te estiques!', diz a sabedoria popular.
e o zé desta vez esticou-se.
demasiado.
"No me ha gustado mucho lo de las tarjetas. Las dos últimas han sido consecuencia de querer ganar tiempo.
Un árbitro británico ha sacado una de aquí y una de allá. Somos primeros de grupo, pero tenemos un partido con el Auxerre y no me ha gustado"
(josé mourinho, treinador do 'real madrid')
a hipocrisia tem limites e os 'mind games' também!
toda a gente que está dentro destas coisas percebeu que os segundos 'amarelos' a xabi alonso e a sérgio ramos, na partrida desta noite frente ao 'ajax', foram a pedido.
ou melhor, 'ordenados' por josé mourinho - servindo para o efeito de mensageiro o guarda-redes suplente dudek - que assim, com o primeiro lugar no grupo e a consequente passagem aos 'oitavos' da 'champions' assegurada, entra com estes dois jogadores limpos para essa fase crucial da prova.
ficou-lhe mal!
não por ter 'forçado' a expulsão destes seus atletas, em alta competição percebe-se e desculpa-se, mas por ironizar, criticando nessa matéria o trabalho do árbitro.
os mais distraídos poderão ser levados a pensar que este fim-de-semana, no espaço da península ibérica, o centro das atenções vai estar concentrado nas recepções a moutinho, em 'alvalade', e a mourinho, no 'camp nou'. desde o pacato cidadão e emérito profissional da cirurgia portuguesa eduardo barroso - que ontem num programa televisivo garantia ir passar todo o tempo do clássico 'sporting-porto' a assobiar e vilipendiar o ex jogador leonino - até à generalidade da imprensa da especialidade, cá e lá, cada parte tratando do seu lado da fronteira, todos se debruçam, quanto a mim com demasiada ênfase, na forma comos estas duas figuras irão ser recebidas em vez de valorizarem as duas excelentes partidas que temos em perspectiva.
espero sinceramente que o virtuosismo de joão moutinho, dentro do campo, e a inteligência de josé mourinho, na condução da sua equipa a partir do banco, nos dois casos bem contrariadas pelos valores adversários, superem largamente a reação apaixonada por parte dos adeptos mais irracionais.
o futebol, a este nível, é um jogo disputado por profissionais e nada mais do que isso.
(capa da 'marca')
"José Mourinho ha armado un bloque temible incluso cuando, como ayer, no tiene su mejor día. Su arsenal ofensivo le permite liquidar un partido en dos arreones. Pero si Cristiano, Özil, Di María y compañía pueden dar rienda suelta a su talento es gracias a la tranquilidad que les transmite la línea defensiva. La gran capacidad anotadora del Mou Team ha dejado en segundo plano su extraordinaria eficacia defensiva. Casillas ha pasado de ser San Iker a convertirse casi en un espectador de excepción. Y de eso tiene mucha culpa Ricardo Carvalho.
El central portugués ha dado a la defensa blanca el aplomo que le había faltado en los últimos tiempos. El ex jugador del Chelsea es ya una pieza clave. Ayer demostró por qué. Mantuvo a raya a Forlán y Agüero a base de anticiparse una y otra vez. Estuvo impecable en el cruce, nunca se vio superado en el uno contra uno y tuvo tiempo de incorporarse al ataque y abrir el marcador. Además, le sobró fuelle y colocación para cubrir las subidas de Marcelo. Si el brasileño se está revelando como un soberbio lateral es, en parte, gracias a la confianza que le da la cercanía de Carvalho. Cuando aterrizó en el Madrid los más optimistas le auguraban un papel secundario. El resto aseguraba que, a sus 32 años, venía en busca de un retiro dorado. Por suerte para el Madrid, unos y otros estaban equivocados."
(do editorial do jornal espanhol 'marca')
(no 'site' da 'uefa')
começo por constatar que o estagiário de serviço ao 'site' da 'uefa' não viu o jogo entre o 'milan' e o 'real madrid' até ao fim.
eu porque o vi, todo, pergunto-me, como estou convencido que neste momento josé mourinho fará o mesmo, como é que foi possível a equipa do 'real' não só não ter ganho este jogo como tê-lo empatado, em sofrimento, no último minuto...
o nosso especial josé, lo speciale em italiano ou special em inglês, continua a dar passos de gigante para ser votado pela 'fifa' como o melhor treinador do mundo.
em apenas três meses deu à equipa madridista solidez defensiva - os dois golos hoje sofridos são excepção: no primeiro pepe escorrega e depois ibrahimovic centra, contra a sua intenção, demasiado sesgado à baliza, enganado casillas, e no segundo inzaghi está claramente fora-de-jogo - e, sobretudo, confiança.
mais capacidade de concretização e a equipa 'branca' será imparável.
com josé mourinho o 'real madrid' entra em qualquer campo do mundo para ganhar e os seus adversários sabem-no perfeitamente, como foi o caso da equipa italiana esta noite.
por ter visto, como disse, o 'madrid' não vi o 'sc de braga'.
os comentários que ouvi dizem-me que a sua vitória foi justa e poderia ter sido mais ampla.
parabéns à equipa de domingos paciência e um grande bem-haja pelo contributo valioso, mais um, ao mealheiro de pontos português, visando a nossa participação na 'champions', dois directos mais um numa pré-eliminatória, em 2011/12. acabam por ser, à partida, mais cerca de 20 milhões de euros para o futebol português.
é verdade. o paulo ferreira também ganhou.
"Ha jugado muy bien y ha construido tres goles, el último el que Cristiano no ha conseguido el cuarto. Ha sido un jugador (karim benzema) extra de ataque."
(losé mourinho sobre karim benzema, na 'marca')
josé mourinho continua a mostrar os seus múltiplos dotes.
o jogo de ontem, do 'real madrid' em casa do 'hércules', foi mais um bom exemplo do que afirmo.
numa segunda metade onde soube remontar um resultado desfavorável, muito por virtude das substituições introduzidas - primeiro abriu a porta da baliza adversária (com as entradas de benzema e de albiol), depois de o ter conseguido fechou a sua com arbeloa) - fez também reaparecer um excelente activo que tem passado as passas do algarve neste início de temporada, o francês nascido na argélia, karim benzema.
a recuperação do avançado pode, mesmo, ser incluída nos casos que merecem ser estudados: primeiro o josé deitou-o abaixo, dizendo que este ainda entrava a dormir nos treinos matinais; depois deixou-o ser queimado em lume brando pela exigente opinião pública e publicada madridista; por fim deu-lhe a mão.
o resultado?...
está à vista! um jogador possante, de novo confiante, e a trabalhar para a equipa. ontem, sobretudo, para cristiano ronaldo voltar a brilhar.
o 'real madrid' visto por santiago segurola.
antes e depois, do português, ou melhor, anteriormente com pellegrini a agora com josé mourinho
"Pellegrini hizo una gran Liga con una plantilla notablemente inferior a la actual. Ni Kaká, ni Benzema, que llegaron como buques insignia funcionaron. Conviene recordar que a Pellegrini se le crujió por elegir a Higuaín antes que a Benzema. Se le crujió desde el interior del club y desde las tribunas de prensa. Es evidente que Pellegrini tenía razón. Kaká, por las razones que sean, tampoco funcionó como se esperaba. Cuando empezó a jugar Van der Vaart, que era un buen jugador, se consideró una decisión inadmisible. Se habló de campañas contra Kaká. No es cierto. Simplemente Van der Vaart, que ocupaba uno de los últimos puestos de la plantilla, era necesario ante la soledad de Xabi Alonso. Jugó Guti, y muy bien, con 33 años. Lass era más un problemas que una solución, a pesar de la deferencia que encontró en sectores del periodismo que ahora ni le recuerdan. Granero llegó al Madrid sin ser titular indiscutible en el Getafe y fue titular en más de la mitad de los partidos porque había un agujero enorme en el medio campo, o mejor aún en la composición de la plantilla en esa zona del campo. Con todos esos gravísimos problemas, con la enemiga de los propios dirigentes del Madrid y un clima mediático insufrible, el Madrid de Pellegrini consiguió 96 y 102 goles. Para mi, tuvo un mérito enorme. En estos dos años, el Madrid se ha gastado alrededor de 400 millones de euros - algo desconocido en la historia del fútbol mundial - y los ha puesto a disposición de un entrenador muy competente, que ha tapado todos los agujeros que Pellegrini no podía tapar. Se fue Robben -y no por deseo de Pellegrini- y ha llegado Di María, que es Robben con más empuje, recorrido y sacrificio. Se fue Sneijder -a pesar de la oposición de Pellegrini-, ha llegado Ozil. Había alguna duda en la defensa, bienvenido Carvalho. Lass era una interferencia -hay que recordar la multitud de lesiones que sufrió cuando fue apartado de la titularidad- y ha llegado Khedira. Creo que todos estos factores deberían analizarse."
(fonte: 'marca')
comparar nem sempre é odioso quando feito com conhecimento e inteligência.
"En un Madrid pensado para atacar, el mejor - y no es la primera vez - fue un defensa. Ricardo Carvalho dio un recital ante los antiguos maestros de la destrucción."
(no jornal espanhol 'marca')
o defesa central da selecção portuguesa foi considerado o melhor jogador do 'real madrid' na partida de ontem frente ao 'milan' com uma nota de 9 (entre 0 e 10), pelos analistas do jornal 'marca'
imediatamente abaixo dele, com 8, cristiano ronaldo e iker casillas.
para além das referências aos dois portugueses uma nota para um outro que me tem francamente surpreendido pela positiva e que está seguramente por detrás da excelente época que o guarda-redes espanhol está a fazer, falo de silvino louro, pessoa que vi trabalhar na selecção e cujos dotes técnicos aplicados ao treino específico da função nunca me impressionaram.
falar de mourinho será repetir-me: iker e ricardo, como pepe, nunca brilhariam como o têm feito sem o dedo do cada vez mais indiscutível melhor treinador do mundo.
uma excelente partida de futebol para todos os que tiveram essa oportunidade - entre eles o presidente da nossa 'liga', fernando gomes, que revelou enorme perspicácia ao marcar uma reunião de trabalho com o seu congénere espanhol para o dia de ontem.
"Gostava que o Zidane estivesse mais perto do relvado. Gostava que estivesse mais comigo e menos com o presidente. Não creio que se queira tornar treinador, mas, ainda assim, gostava que estivesse comigo."
(josé mourinho, segundo 'o mais fuetebol')
josé mourinho quer tanto - ou precisa tanto - ter 'zizou' perto do relvado do 'barnabéu' como eu necessito levar um cacho de bananas para a 'madeira' ou uma namorada para passar comigo uns dias de férias...no 'brasil'...
ou seja, nenhuma!
o recado que mourinho pretende deixar a florentino pérez é de que este o livre da presença de jorge valdano, demasiado perto de si, o mais depressa possível.
"As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria."
(josé mourinho no site da 'antf')
"A quatro dias da estreia como seleccionador nacional, Paulo Bento faz sonhar os adeptos portugueses. A maioria acredita que o ex-treinador do Sporting irá ter êxito nas novas funções, considerando que vai ser um bom seleccionador. Esta é a opinião de 66% dos inquiridos no estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem. Paulo Bento, que na sexta-feira orientará, no Dragão, um decisivo jogo para o apuramento de Portugal para o Europeu 2012, só não consegue convencer 23,6% dos entrevistados."
(no 'diário de notícias', sobre um trabalho da 'eurosondagem')
iniciada hoje a concentração para o difícil duplo desafio que a 'selecção nacional' enfrenta na sua caminhada de qualificação para o 'euro 2012' deverá ser encorajador para paulo bento, jogadores e 'staff', saber que contam com o apoio da maioria do povo português e, também, com a confiança do 'maior' dos treinadores mundiais (desculpa lá, pedro) do seu lado.
eu, pelo menos, estou tão confiante como as casas de apostas que pagam um miserável euro e meio por cada um apostado na vitória portuguesa, frente à 'dinamarca'.
vamos lá então, todos, defender 'portugal', a nossa auto-estima e a nossa alegria.
cronologicamente:
parte I
um 'génova' muito bem no 'meazza', em 'milão', perdeu, mal, com a equipa da casa por um golo de diferença.
golo esse, um chapéu de ibraihmovic, em que eduardo poderia ter feito mais.
muito bem, a ganhar crescente confiança, o miguel veloso, nos dois (primeiros) terços do tempo de partida em que jogou.
parte II
em coimbra, na vitória da 'académica' sobre o 'vitória' (de guimarães), 3-1, salvaram-se os golos. grandes!
parte III
mais uma vez brilhante ronnie o'sullivan, no princípio desta trade noite, na partida dos 'quartos' que o opunha a um jogador da 'casa' - falo do 'world scottish open' em 'snnoker' - stephen maguire.
3 a 1 foi o resultado final.
parte IV
o nosso josé mourinho terá que se começar a preocupar mais com as insuficiências do 'real', principalmente na manobra atacante, do que com as 'suficiências' que esta semana atribuiu aos adversários do 'barça' - os espanhóis não têm excessiva paciência para os seus 'mind games'.
ao não ter conseguido mais do que um empate a zero, frente ao recém promovido 'levante', vai levar forte com a crítica do país vizinho.
parte V
o 'benfica'?
bem! ou se quiserem mais do que suficiente.
ganhou nos 'barreiros', em remodelação, à equipa da casa.
o ano passado e no anterior, creio que foi de goleada.
hoje foi só por um tento de diferença porque a goleada como todos vimos existiu...mas de golos perdidos.
grandes penalidades por marcar, duas. uma para cada lado.
mas, nestas coisas uma mão não lava a outra: se a primeira, a favor dos 'encarnados', tem sido marcada, e concretizada, não sei se teria havido a outra...
parte VI
o 'fc do porto' no 'dragão'.
estou a ver.
já está a ganhar por uma bola.
se se justificar alguma referência especial, volto.
parte última
triste.
é por estes, sábados e domingos, para não falar nas 'sextas', e por outros fins-de-semana iguais, geralmente passados frente ao televisor a ver 'futebol' e tudo o que mete bola, que as mulheres me deixam sozinho...
não se pode ter, muito menos querer, tudo.
há que saber viver com o que temos.
o jornalista espanhol santiago segurola - para muitos uma das maiores sumidades da opinião desportiva europeia - escreveu um artigo de opinião no 'dn', há dois dias, expressando a sua visão sobre a 'palhaçada' que constituiu a ida de madail a madrid para 'contratar' josé mourinho por dez dias.
deixo o aperitivo:
"Mourinho não só participou na intriga, como ainda reabriu o caso quando este estava encerrado. O que parecia o jogo de um incompetente - o presidente da Federação Portuguesa - e de um diletante - o treinador do Real Madrid - transformou-se num assunto feio para o Real Madrid, obrigado a dar mais explicações do que as necessárias. Por isso surpreenderam as declarações de Mourinho depois da difícil vitória frente à Real Sociedad. "Não entendo porque o Real Madrid não me deixa comandar Portugal durante dez dias em que vou estar de férias", disse."
o todo pode ser lido aqui.
"Ao observarmos as cenas trágico-cómicas da ida de Gilberto Madaíl a Madrid culminar os preparativos de uma conversa telefónica com Florentino Pérez, tudo estava em "su sitio": um assessor diligente e discreto, exímio na língua espanhola (João Rodrigues), um chauffeur qualificado, silencioso e venerador (Jorge Mendes) e um interlocutor de casta superior, orientador e impositivo (José Mourinho) - um guia, um piloto e um líder, espécie de GPS humano, a evitar que se perdesse na tradução ou nas sombras de Chamartin.
Ao longo de mais de 15 anos, Gilberto Madaíl avocou com mestria invejável, como se de uma capacidade inata se tratasse, a assunção do princípio de Peter: conduzir deixando-se conduzir, sempre no assento do pendura.
Destas duas décadas de muito razoável gestão da imagem pessoal, com raras entrevistas, fuga permanente às polémicas públicas e cirúrgicos "lifts" e colorações contra a erosão do tempo, fica uma imagem de marca, indelével e subliminar. A gestão dessa imagem de homem de pose e posses é executada com tanto profissionalismo que seria mais fácil ver os olhos de Pedro Abrunhosa do que Gilberto Madaíl sentado ao volante.
Chegado à presidência da Federação montado no tanque de assalto de Adriano Pinto e do grupo da sueca, foi prosseguindo mandato atrás de mandato sentado num atrelado de Joaquim Oliveira e ainda ocupou o minibus dos serventuários de Joseph Blatter, conseguindo avançar, sem pisar o risco, das filas do fundo para um lugarzinho à janela.
E, com a diligência passiva muito própria dos que se deixam levar sem nunca definirem o destino final, tornou-se mestre na eleição de condutores de ocasião, viajando sucessivamente à boleia dos utilitários de António Oliveira (motorizados pela Olivedesportos), dos protótipos de Humberto Coelho (que tinha mãos para os Ferrari encarnados), dos todo-o-terreno de Felipe Scolari (capaz de guiar qualquer marca desde que coberta de anúncios dos patrocinadores) e dos carrões com volante ao contrário de Carlos Queiroz (o piloto automático dos inteligentes).
Quando lhe disseram que havia um condutor Especial interessado em colmatar a incompetência geral dos treinadores portugueses para dirigir o grande camião de jogadores de Jorge Mendes a que chamam Seleção, Madaíl deslumbrou-se perante a possibilidade de passar a ser visto como o melhor pendura do Mundo. E, com a simplicidade dos ingénuos, provocou o maior despiste da carreira de José Mourinho.
Mas sossegue quem tema que o presidente da FPF, a quem o atual sequaz dos homens do chitos continua a garantir assento e almofadinha, tenha sofrido alguma beliscadura no estampanço de Madrid. Os anos de experiência couraçaram-no como autêntico robô de crash-tests, cujo peso faz sempre pender a violência dos embates de frente para o lado do condutor.
Com este pendura, o lugar do morto é sempre ao volante - salvo seja o Paulo Bento, agora promovido a arrumador de carrinhos de choque."
(joão querido manha, hoje no 'record')
nem sempre concordo com as opiniões de joão querido manha.
já aqui, por mais do que uma vez, contestei aquilo que escreveu (sobre scolari) ou disse (em relação ao 'benfica').
mas este texto, hoje publicado no 'record', acho-o notável: o percurso de vida de gilberto madail à frente da 'fpf' escrito em cerca de 2000 caracteres.
[uma discordância: qualquer topo de gama nas mãos de humberto coelho arrisca o 'estampanço'.
deixem-no com um 'fiat' 'ghana' ou um 'subaru' 'coreia' nas mão. porque aí o estrago não será grande!]
"Vou a custo zero, nem quero que me paguem a gasolina."
(josé mourinho, sobre vir a poder orientar a 'selecção' 'à façon')
quando alguns se aperceberam que neste 'negócio' josé mourinho, afinal, não havia negócio nenhum, não existiam 'comissões' sobre e debaixo da mesa, para ninguém!, todas as partes envolvidas abandonaram rapidamente o palco.
todas, não!
o bom do zé, nesta cena, ainda na madrugada de sábado, em 'san sebastian', dizia não perceber uma série de coisas...
quando aterrou em 'madrid', uma hora e pouco depois, já alguém (o jorge valdano(?)) lhe explicara tudo o que este não percebera antes.
um golo de di maría, um golão mais exactamente, e outro a meias entre cristiano ronaldo e pepe deram a vitória à equipa de josé mourinho, esta noite em san sebastian.
daí os 'portugueses' serem tão procurados.
"morto d. sebastião em alcácer quibir, e tendo sido portugal anexado pela espanha em 1580, o reino estava perante o período mais negro da sua história: perdera toda a opulência e grandiosidade do início do século, e com a batalha de alcácer quibir perdeu o melhor da sua juventude e dos seus militares, ficou endividado com o pagamento dos resgates e sofreu o domínio castelhano, que o vai oprimir. nasce então uma versão muito particular de messianismo, sobretudo de influência judaica, o sebastianismo: crê-se que toda esta opressão, todo este sofrimento, toda esta miséria, toda esta crise será vencida com o aparecimento de d. sebastião (numa manhã de nevoeiro...), que libertará portugal dos castelhanos e da sua opressão, e lhe restituirá a antiga grandeza. defende-se que d. sebastião não morreu nem podia ter morrido. aparecem então os falsos "d. sebastião", tendo sido presos uns e mortos outros. este sonho é sustentado e difundido por várias pessoas e de várias maneiras, em que sobressaem as "trovas" do bandarra de trancoso - e, já no no século XX, a "mensagem" de fernando pessoa. primeiro clandestinamente, depois mais à luz do dia, esse movimento influencia a revolta do manuelinho de 1637, em évora, e vai propiciar o 1.o de dezembro de 1640, pelo entusiasmo posto na sua execução e pela confiança que a todos transmite.
hoje é josé mourinho, o salvador desta pátria ávida de vitórias, humilhada que está pelo golpismo de madail e dos seus párias (quero dizer: pares...). as sucessivas derrotas da selecção de futebol, fazem o povo esquecer a miséria que grassa em todos os campos da vida desta velha nação, pátria para uns, pútria para outros, eldorado para mais uns quantos.
mas, conforme pinóquio disse ao cherne: - porreiro pá!"
(no blogue 'almofarizando')
imaginem só que por um cúmulo de circunstâncias inventadas pelo diabo, o treinador do 'real madrid' josé mourinho, que custa ao clube espanhol 13 milhões de euros por ano, tendo convocado para a dupla jornada de qualificação da selecção portuguesa para o 'euro 2012', comando técnico que ele tinha aceite para estes dois jogos e florentino perez anuído, os jogadores do 'real madrid', pepe, ricardo carvalho e cristiano ronaldo, uma tripla a quem o 'real' paga anualmente algo na casa dos 20 milhões de euros, repito, imaginem só que um destes jogadores se lesionava, numa das partidas, com gravidade!
como é que o treinador do 'real madrid' e o seu presidente explicavam à 'aficción' do maior clube do mundo a razão para toda esta desgraça ter acontecido?...
contratem o paulo bento ou quem bem ou mal entenderem mas não percam mais tempo!
para a primeira jornada dupla da qualificação, a direcção da 'fpf' perdeu dois meses.
para esta, já vai com quase duas semanas de atraso!
completamente terceiro mundista esta incursão a 'madrid', de gilberto madail, para contratar o melhor treinador do mundo por...uma semana!
confrangedora a iniciativa de quem tem, institucionalmente, a responsabilidade de pensar, planear, e, daí, fazer progredir o nosso futebol.
deslocar-se de mão estendida, 'de calças na mão', qual pedinte, à procura do milagre que lhe salve os cofres federativos da penúria se não nos qualificarmos para o 'euro 2012', está a constituir por essa europa fora um motivo de chacota para todos, de 'itália' a 'espanha', passando por 'inglaterra'.
um homem profundamente desgastado, o presidente da 'federação', sem qualquer estratégia a não ser a da sobrevivência pessoal 'à l'outrance', sem equipa que o secunde, que continua a insistir que o nosso futebol é uma árvore de rama frondosa, ignorando, propositamente, que a floresta onde a mesma habita é cada vez mais feita de troncos rugosos, velhos, à beira de se transformar, se não for regada, adubada e revitalizada, em matéria totalmente fóssil.
uma pessoa que, para que não restassem dúvidas a ninguém quanto à indigência da sua 'démarche' e à debilidade da sua argumentação, se fez acompanhar de um dos maiores 'bluffs' que o futebol português produziu nas últimas quase três décadas, joão 'teddy' rodrigues.
contraparafraseando mao zedong, o futebol português merecia outro presidente. melhor!
"Si Mourinho se está quejando de que solo ha tenido diez entrenamientos completos con el equipo, si necesita el máximo esfuerzo para que el equipo asimile su trabajo ¿en qué cabeza cabe que se va a dedicar a entrenar a Portugal?"
(comentário de um leitor, na 'marca')
não me irei alongar muito, de momento, sobre esta espatafúrdia ideia de se ir a 'madrid' pedir ao 'real' o seu treinador emprestado para orientar a 'selecção' nacional portuguesa por dois jogos(!).
[até porque, por muito que duvide que tal solução seja exequível, se a mesma se vier a concretizar, aplaudi-la-ei com ambas as mãos]
esta diligência mais não revela do que uma completa desorientação por parte de gilberto madail.
mesmo que josé mourinho, por piedade ou patriotismo de circunstância, diga sim, o 'real madrid', responsavelmente na defesa dos seus interesses, dirá, penso eu, não!
o que restará ao presidente federativo, depois do falhanço do piloto automático - e, no pressuposto, da vinda do 'mágico' mourinho falhar também - será, então, a de entregar os destinos da nossa equipa nacional à 'virgem de fátima' ou 'do caravaggio'.
é que os homens que não sabem 'correr', costumam fiar-se nas virgens.
tudo isto, para além da fragilidade (e dos anticorpos que esta solução em já si contém) que foi introduzida na contratação de paulo bento, a verificar-se, a de ser sempre uma última escolha!
já instalado na nova casa que o 'sapo' me concedeu vou aproveitar o resto da tarde para me familiarizar com as novas facilidades - ou as mesmas em novas 'cores'.
mas essa azáfama não me impedirá, pelo contrário, de acompanhar de perto a surtida de gilberto madail a 'madrid' para contratar josé mourinho por 15 dias.
se esta solução falhar tem sempre a velhinha alternativa do...'jogador-treinador'...
por que não convocar jorge costa (ou paulo bento) que tem o nível necessário e metê-lo no banco a orientar a selecção nacional contra a 'dinamarca' e a 'islândia'?...
por entre as soluções criativas que o senhor presidente anda a demandar, esta não é, tanto, muito mais estúpida!

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