Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
por que foste nessa? vanessa
"Irei começar a minha época de treino em meados de Novembro e mudei algumas coisas, nomeadamente treinadores. Era treinada pelo Sérgio Santos e optei para esta nova época não ser treinada por ele"
(vanessa fernandes à 'benfica tv')
a melhor triatleta do mundo, no período imediatamente anterior aos 'jogos olímpicos' de pequim, sofreu após estes um eclipse de forma chocante.
esta
troca de treinadores talvez possa vir a explicar que tal prolongada crise de condição não se terá ficado a dever exclusivamente à lesão mas, mais, ao modo como (não) foi recuperada.
é natural que, mais tarde, mais se venha a saber sobre o assunto.
é que a vanessa fernandes não é só património da sua família e do 'benfica'. é de todos nós.
Terça-feira, 3 de Março de 2009
a culpa foi do online
para o comandante vicente moura, reeleito ontem para um quarto mandato como presidente do 'cop', os problemas em pequim não foram as asneiras que disse mas o facto de as mesmas terem sido 'comunicadas', posteriormente replicadas e triplicadas, ...'online'(
sic).
prometeu ter aprendido a lição e 'jurou' que em londres (2012) não repetirá os mesmos erros. a conclusão que retiro é que irá manter a boca calada. porque o 'online', por essas alturas, ainda será muito mais rápido.só não percebi o facto de não ter iniciado, logo ontem, a nova fase de continência verbal: teria evitado, de imediato, mais esta 'boutade'.
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
country for old men
a inevitável
recondução do comandante vicente moura à frente dos destinos do 'comité olímpico de portugal', para além de tudo mais, constitui prova iniludível da enorme dificuldade que o tecido associativo desportivo mostra para se renovar.
mais do que fazer valorações sobre os méritos ou debilidades de grande parte dos envolvidos, em particular das fragilidades de liderança de vicente moura em pequim, estou, agora, a olhar para as 'idades' das principais lideranças.
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
motim a bordo
o que o poder faz às pessoas por vezes assume contornos chocantes.
como é que um homem educado nos príncipios da solidariedade e do espírito de equipa, do saber ganhar o respeito dos seus comandados pelo exemplo, falo do comandante vicente de moura, consegue ser capaz de,
surdo às vozes que o cercam e
cego às asneiras que cometeu em pequim, continuar a manter a sua recandidatura ao 'cop'?...
como é que se pode ser comandante de um exército sem soldados?...apenas acompanhado por meia dúzia dos chamados 'senhores' da guerra, curiosamente , ou talvez não, na sua grande maioria os presidentes das 'federações' que não conseguem participação olímpica?...
a resposta é que tudo isto é possível num país onde a irresponsabilidade continua a ser premiada, o nosso.
Sábado, 29 de Novembro de 2008
estórinha boa
"E é exactamente essa última passagem do Relatório do Chefe de Missão que abre mais uma linha de polémica. Luís Leite, team-leader do Atletismo em Pequim – lamenta que tenha havido 'declarações bem mais infelizes, dois pesos e duas medidas, variando o castigo pelo que se disse em função da classificação que se teve' e assegura que o que Boa de Jesus escreveu sobre Marco Fortes é um 'lavar de mãos à Pilatos, típico da sua personalidade, de não querer levantar ondas, não contando exactamente o que se passou nesse caso, como em outros, afinal'. E que não é verdade que a decisão não tenha sido contestada: «O Prof. Boa de Jesus não diz quem o pressionou a fazer o que fez. E contestar, contestámos. Mas, mesmo não concordando com o modo humilhante como Marco foi recambiado, não poderíamos fazer um levantamento, uma revolução, teríamos de aceitar olimpicamente o castigo, por mais injusto que julgássemos que era – e que nos foi apresentado como irreversível'."
(reproduzido de 'a bola', hoje, pág 39)
estas e outras 'peixeiradas à pequim', uma delas envolvendo a vanessa fernandes, bem patentes na leitura muito crítica (pelas inúmeras omissões existentes) que a 'federação portuguesa de atletismo' (fpa) faz ao 'relatório' do chefe de missão, manuel boa de jesus.
como calcularão, este tipo de relatórios não me surpreende. são bom exemplo da resenha típica feita por aqueles que querem salvar o próprio coirão, protegendo simultaneamente o dos amigos e protectores.
eu próprio fui aconselhado a escrever uma 'estória mais ou menos de embalar' após a vergonhosa participação da selecção nacional no mundial da 'coreia/japão'.
Domingo, 9 de Novembro de 2008
o avô cantigas
"Record - Por que decidiu candidatar-se a novo mandato no Comité Olímpico, depois de nos Jogos ter dito que não desejava continuar?
Vicente Moura - Por questões várias. Durante os Jogos Olímpicos houve a tentação de não me recandidatar, embora nessa altura tivesse a consciência de que estava a penalizar-me duplamente. Pelas declarações e por estar a inviabilizar a minha continuidade no Comité em 2009, que é um ano de excepção: comemoramos o centenário, organizamos os Jogos da Lusofonia, nos quais estou muito envolvido, por ser o líder da comissão organizadora, e em Novembro organizamos o congresso dos comités olímpicos europeus, que reunirá as candidaturas aos Jogos Olímpicos, quer de Inverno, quer de Verão. Aí realizaremos o jantar de gala do centenário, onde, além dos congressistas, estarão figuras do desporto mundial, como Jacques Rogge, Samaranch, Blatter, e para o qual convidaremos o sr. Presidente da República e o sr. primeiro-ministro. O ano será excepcional. Pelo trabalho feito, posso dizê-lo pelos apoios que recebo, mereço ser o Presidente do COP no centenário."
(negritos da minha responsabilidade)
(excerto da entrevista do comandante vicente moura, presidente do 'cop', ao 'record')
sem adiantar uma ideia para o futuro nem uma palavra de auto-crítica em relação ao passado, numa, diria, afirmação tão ingénua como insofismável de 'agarro' ao poder, o comandante vicente moura desnuda-se completamente nesta entrevista, hoje estampada na edição em papel do 'record'.
como decorre da resposta à questão inicialmente colocada pelos jornalistas antónio varela e alexandre afonso, a razão última da recandidatura deste senhor é, estritamente,...o 'panache' pessoal.
uma questão de mais ou menos, congressos e jantaradas!
o senhor comandante vicente moura, de 71 anos, tem todo o direito de continuar a querer ser o presidente do 'comité olímpico de portugal'.
as federações têm toda a obrigação de lhe fazer cessar o cargo.
nota,
nada de pessoal me move contra tão simpática figura da parte da qual só posso sublinhar a grande consideração com que sempre me tratou. obviamente que o que está em cima da mesa, para o 'movimento olímpico' nacional, é uma questão de eficácia, não de simpatia;
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
isto não é um país! é uma paísa
num país em que não temos ninguém responsável pelas coisas más, só pelas boas, está tudo dito!
num país em que o simpático comandante vicente moura, presidente do 'cop', desdizendo tudo o que anteriormente tinha
afirmado e sempre assobiando para o lado quando lhe repetem as mais duras verdades, mesmo quando
proferidas por um 'medalha de ouro', entende ter condições para se recandidatar ao cargo que desempenhou, mal, está tudo dito!
num país em que o principal responsável pela supervisão e regulação da 'banca', vítor constâncio, presidente do 'banco de portugal', continua a fazer o papel do corno sendo sempre o último a (
não) saber das falcatruas que os seus supostos supervisionados e regulados banqueiros têm vindo a praticar, não debaixo das suas barbas mas do ondulado penteado, do 'bcp' ao 'bpn', está tudo dito!
num país em que um adepto da 'bola' por comportamento irresponsável é
condenado, entre outras coisas, à interdição de frequentar durante um ano recintos desportivos onde estejam a ocorrer partidas de futebol, é visto, três (!!!) dias depois de aplicada a sentença, por milhões, a assistir, paulatinamente, ao jogo da sua equipa de sempre, de novo equipado a rigor para que não sejam possíveis indesejáveis confusões, está tudo dito!
num país em que dezenas de exemplos deste tipo poderiam continuar a ser enumerados, está tudo dito!
bem dizia a natália correia que isto não era um país mas sim uma paísa!
todos a querê-lo foder!
e continuam.
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
brigada do reumático
"Mas o objectivo das 5 medalhas e 64 pontos continua actual, ou agora, que fala de onze atletas com hipoteses de serem medalhados, a fasquia sobe mais?
Não... continua actual. Repare que eu disse há pouco que são cinco medalhas pelo menos...
Mas temos onze atletas com possibilidades de ganhar medalhas. Onze! Só estou a apostar em cinquenta por cento, portanto as perspectivas são reais.Já disse que ia deixar o COP depois deste ciclo olímpico, depois já disse que afinal ia ficar...Não, eu não disse isso. Eu posso dizer é que tenho o apoio quase unânime de todas as Federações, ou unânime...
Mas também tem inimigos...?Tenho um inimigo... um que eu saiba! E foi só para chatear esse inimigo que eu disse que ficava.
Ah... afinal disse!...: …mas, quem é esse inimigo?...É um professor universitário... que nos últimos 10 anos anda a clamar que eu já me devia ter ido embora, que estou velho e ultrapassado, é quase todas as semanas a mesma conversa! ...e então eu disse que, como até tenho um inimigo de estimação, só para o aborrecer, vou ficar...
...porque a minha intenção real é retirar-me em março de 2009, depois dos Jogos Olímpicos.
O que vai acontecer é que, se for um fracasso, evidentemente isso vai-se cumprir, se não for, e só para irritar este meu inimigo, pode ser que fique…"o presidente do 'cop', comandante vicente moura (já soma mais de 70 primaveras!), sente-se com coragem e apoios suficientes para, desdizendo tudo o que afirmou há um ano e meio (vidé entrevista) e mais recentemente em pequim, continuar a liderar o movimento olímpico português.com todo o respeito,quando as pessoas já não têm discernimento para perceber que chegou a altura de sair de cena, para além de só se moverem alimentadas...a ódios particulares e (já) não por razões de missão, alguém que lhes aponte a porta com a indicação, 'saída dos artistas'.
muito obrigado.
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
andar à vela
(isabel swan, ensaio para a revista 'vip')
a velejadora brasileira isabel swan, medalha de bronze de '470', em pequim, resolveu iniciar uma carreira desportiva 'a solo', agora na classe 'laser'.
nos 'entretantos' disponibilizou-se para um trabalho fotográfico que, nem poderia ser de outra maneira, tem como pano de fundo,...o andar à vela!
Sábado, 13 de Setembro de 2008
vitórias que doem
naide gomes conseguiu mais uma
vitória categórica - o último ensaio foi, como se costuma dizer, de borla - na prova do salto em comprimento feminino do último grande meeting do atletismo mundial, do '
iaaf', em estugarda. em confronto directo com as principais saltadoras mundiais.
(mais) este feito só veio provar que a 'falha' olímpica foi extremamente cara. custou-lhe o ouro.
see you in london, naide!
(do 1º. lugar do nelson não vale a pena falar. normal)
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
na ressaca de pequim
(imagens via 'a bola')
hoje no 'meeting' de lausana, a partir das 19,15 em directo no 'eurosport', poderemos ficar a saber como é que nelson évora e naide gomes recuperaram de 'pequim'. o primeiros das festas, a segunda das lágrimas.
(actualizado às 11.30 pm)
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
já o catarro tem manha!
a mudança da apreciação semanal do futebol jogado cá na 'terrinha', da 'tvi' para a '
rtp', veio acalentar junto de muitos de nós, consumidores, a esperança que algumas alterações no comentário se viessem a verificar. para melhor, obviamente.
hoje o apontamento de paulo catarro, criticando jorge sousa por não ter expulsado katsouranis , no lance da grande penalidade (como é que lucho estava em condições de fazer golo...sem bola???...), fez-me lembrar, com sinal, leia-se 'emblema', contrário, o 'retirado' querido manha - a propósito, o responsável pela área da comunicação do 'comité olímpico de portugal', nos 'jogos' de pequim, onde, todos estaremos facilmente de acordo, se verificou a maior debilidade da delegação portuguesa...
há, portanto, que melhorar enquanto é tempo. já que a estação de serviço público dispõe, com carlos daniel, de um dos melhores pivots portugueses do 'milieu'.
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
no mar nem só os peixes 'morrem' pela boca
quem já passou pela vida pública, tendo metido 'a boca no trombone' variadíssimas vezes, uma das coisas de que mais se deverá orgulhar, terminada a carreira, é poder reler-se e rever-se naquilo que disse ao longo do exercício do(s) cargo(s).
por uma razão que não tem a ver, em primeira mão com a qualidade do desempenho, mas sim com a coerência e honestidade intelectual, e moral, que colocou no mister.
dito isto passemos a uma
entrevista dada, ano e meio antes dos 'jogos', pelo presidente do 'comité olímpico de portugal', vicente moura, comandante reformado da marinha (capitão de mar-e-guerra), da qual não se deverá orgulhar muito se, repito se, continuar a manifestar
disponibilidade para continuar agarrado ao lugar.
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"Teve uma diferença de opiniões com o Secretário de Estado Laurentino Dias, sobre a maneira como foram apresentados os objectivos de Portugal para Pequim, porque enquanto o Sr. Comandante dizia que o nosso objectivo eram cinco medalhas e sessenta e quatro pontos, o Sr. Secretário de Estado estabeleceu objectivos primordiais diferentes...
Não disse, escrevi!
Em troca dos catorze milhões de Euros, escrevi uma carta, que está no IDP, a dizer que se dessem o apoio obteríamos quatro a cinco medalhas e sessenta e quatro pontos, quando nós nunca conseguimos ultrapassar os quarenta e quatro, quarenta e cinco.
Isto está escrito, o que significa que quando acabarem os Jogos Olimpicos alguem vai cobrar essa promessa…e eu próprio cobrarei a mim mesmo.
Portanto disso eu não abdico, e posso dizer que estamos com uma percentagem na ordem dos noventa por cento de cumprimento por parte do Estado, o que em Portugal é rarissimo acontecer.
Fiz esta promessa e responsabilizo-me por ela, porque realmente acredito que chegaremos lá, isto se não a ultrapassarmos.
Para isso, as federações têm que acreditar, os atletas têm que acreditar, o País tem que acreditar, e não é só no desporto, nós temos que começar a olhar para a frente, para o horizonte, deixar de olhar só para os pés!
Não tenho dúvidas que possuimos atletas e técnicos de grande nível mundial!
O que eu não quero é que comecemos já com a linguagem do "desgraçadinho", que é dizer que "o que é preciso é subirmos um bocadinho, subir uns pontinhos no ranking...", foi nessa perspectiva que eu reagi às declarações do Sr. Secretário de Estado, embora deva dizer que provavelmente ele teve boa intenção, não elevando a fasquia, para que depois, caso os resultados não cheguem ao que eu apontei, não haja desapontamento... de qualquer maneira, estarei cá para pagar o preço ...
...ou seja, enquanto o Sr. Secretário de Estado foi mais comedido, o Sr. Comandante foi mais ambicioso...
Sim, completamente!
Mas o objectivo das 5 medalhas e 64 pontos continua actual, ou agora, que fala de onze atletas com hipoteses de serem medalhados, a fasquia sobe mais?
Não... continua actual. Repare que eu disse há pouco que são cinco medalhas pelo menos... Mas temos onze atletas com possibilidades de ganhar medalhas. Onze! Só estou a apostar em cinquenta por cento, portanto as perspectivas são reais."
(excertos de uma entrevista dada a pedro laranjeira em fev de 2007)
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
o latino direito à indignação
(volodia matos, taekwando, cuba)
a maneira como ocorreu a derrota do cubano volodia matos (excesso de tempo na recuperação), decidida pela arbitragem nos recentes 'jogos olímpicos' de pequim, levou o presidente fidel castro a
solidarizar-se com o atleta que reagiu à decisão com um pontapé que, diga-se de passagem, me pareceu tecnicamente perfeito.
hoje de manhã, num aeroporto francês, foi a vez da comitiva do 'vitória de guimarães'
manifestar em bloco a sua indignação perante uma decisão da equipa de arbitragem holandesa, ontem em basileia, que ao anular um golo limpo à equipa portuguesa privou a mesma de um tão necessário como justo encaixe financeiro de um bom par de milhões de euros, tendo a polícia evitado que as partes chegassem a vias de facto.
no fundo as duas situações reflectem o humano direito à indignação a que, na cultura latina, corresponde a justa exigência da respectiva reparação.
feita, geralmente, à porrada!
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
superlativos relativos e a realidade próxima
a continuidade do comandante vicente moura à frente do 'comité olímpico de portugal' não depende das suas mais ou menos, mas sempre, infelizes declarações, depois do salto de merda da naide gomes ou a seguir ao filho-da-puta do cabrão do salto do nelson évora.
como também não depende de terceiros, de laurentino dias, do governo ou do 'ps', ou de outros, por muito bem intencionados que o sejam, quererem rosa mota no desempenho do cargo.
o próximo dirigente máximo do 'cop' será a pessoa que os dirigentes das federações escolherem. (só) esse e mais nenhum!
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
tamanho sem qualidade
não querendo participar na discussão sobre qual o número de medalhas que deveríamos ter trazido de pequim, por a considerar perfeitamente estéril, prefiro estranhar o '
medalheiro' de alguns países.
estes, por exemplo:
india, 3 (1 o,2b); áfrica do sul, 1 (p); egipto e venezuela, só com uma medalha de bronze.
(actualizado, 8.00 pm, 26.ago)
todos os exercícios que poderá querer fazer sobre a distribuição das medalhas olímpicas a partir daqui;
Domingo, 24 de Agosto de 2008
bye bye beijing
(cheerleader olímpica)
se vai acabar!(actualizado às 3.30 pm)
(cerimónia de encerramento)
se acabou!
Sábado, 23 de Agosto de 2008
angelito di maria di benfica
di maría e a sua brilhante
intervenção nos 'jogos' rematada, literalmente, com o 'chapéu' que deu o título olímpico, no futebol, à equipa da argentina, representa o verdadeiro ouro arrecadado pelo 'benfica' em pequim.
não em medalha mas em barrote valendo alguns milhões de 'euros'. tantos quantos o jogador encarnado se valorizou no mercado, ainda aberto, das transferências.
diferenças de estatura
(foto do 'record')
“I can’t complain about the silver, but I’m a winner and I was undefeated coming into this”
“This is the one I didn’t want to lose. I wanted a different colour medal. It’s the one I thought that I would get. I had to work to get back into the lead two or three times.
(foto via 'público')
“It was a tough competition. I’ll have to make do with silver.
“It hurts, I’m upset, I wanted to achieve more. I just can’t believe I’m here with the silver – I'm fed up."(phillips idowu, medalha de bronze no 'triplo') " Para Ganso a alma de Évora — é muito mais que a alma dum herói que só se sente, só se descobre, em luta contra o destino. «Ele é um competidor fantástico, isso vocês já sabem. Mas também tem um lado humano espantoso. Por exemplo, conheceu o cubano Girat, que até tem um ar um pouco... vaidoso, tornaram-se amigos. Soube que o Girat sofrera uma pequena lesão — e ele ligou da aldeia olímpica para a namorada que, com o irmão e a minha mulher, viria aqui ver a sua prova, para que fosse, depressa, ao Cacém, comprar uma palmilha especial. Quando chegaram pegou nela — e ofereceu-a o Girat, que era só um dos seus mais... perigosos adversários. Não se importou. O Girat saltou com a palmilha — e no final correu a abraçar o Nélson, dizendo-lhe que por causa daquilo o pé não doera nada. Não acham que é uma atitude fantástica?!»"
(joão ganso, treinador de nelson évora, em 'a bola')
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
no país das maravilhas...my ass!
terminados os campeonatos nacionais, em maio, tivémos logo a seguir o 'europeu' de futebol na áustria/suiça.
depois foi o ciclismo de alto nível, no 'tour de france', mais os 'ténis', de roland garros a wimbledon, até aos 'jogos olímpicos' que vemos, com alguma nostalgia, aproximarem-se do fim.
a partir de hoje
regressa o futebol dito - todos esperamos que o seja - de 'primeira'.
não fora a fome, a miséria, o desemprego, a violência crescente, a indigência ética e mental de muitos daqueles que nos 'governam', aos mais variados níveis, mais, sem qualquer dúvida, a qualificação falhada da naide gomes, diria que viveríamos num país ideal.
9,98 + 9,97 + 9,69 + 9,74 = 37,10
os velocistas da 'jamaica', integrantes da formação que acabou de estabelecer um novo máximo mundial nos '4x100 metros' com 37 segundos e 1 décimo, têm as seguintes melhores marcas pessoais:
n carter: 9,98; m frater: 9,97; u bolt: 9,69; a powell: 9,74.
impressionante como estes homens
fizeram da álgebra uma batata!
speedados?...
a 'ilha da velocidade', a jamaica, acaba de alcançar mais um 'ouro' nos '4x100 metros'. a este êxito está mais uma vez associado um extraordinário penúltimo 'percurso' de usain (lightning) bolt.
a propósito de algumas dúvidas levantadas pela imprensa estado-unidense quanto à pureza das prestações, notáveis nestes 'jogos', dos atletas jamaicanos, atente-se nesta
apreciação do espanhol santiago segurola, na 'marca':
"¿Es cierto que Jamaica no dispone de comisión nacional de antidopaje? En ese caso, la credibilidad de sus atletas queda en entredicho...Un saludo Enviada por Esco (22/08/2008 02:40)
No sé si Bolt está dopado o no, aunque soy de los que creen en lo que ven. Y Bolt ha sido sometido a numerosos controles antidopaje antes y durante los Juegos, en Jamaica, en Europa y en Pekín. No soy ingenuo. Sé que muchos de los que han cometido fraudes pasaban controles, como Marion Jones y compañía. Pero finalmente les pillaron. Otra cosa: no hay un solo atleta que haya corrido con la camiseta de Jamaica que haya dado positivo en la historia de los Juegos Olímpicos y Mundiales. Es un dato muy revelador que no se suele citar. Y no hablamos de un país cualquiera. Hablamos del país de Herb McKinley, Lennox Miller, Donald Quarrie, Ray Stewart (uno de los pocos, junto a Calvin Smith, por el que apostaría por su honestidad en la famosa final de Seúl 88), Asafa Powell y Usain Bolt, entre otros maravillosos velocistas y saltadores. Me parece que hay un problema periodístico en todo esto. La mayor parte de las acusaciones proceden de la prensa norteamericana. Me parece bien que hagan su trabajo: investigar y denunciar si hay pruebas. Hasta ahora no hay ninguna. Sorprendentemente, no he visto a ninguno de los popes del periodismo estadounidense cuestionar las marcas de Phelps."
god blessing blessing
a jovem nigeriana, okagbare
blessing, após ter
ganho a medalha de bronze no 'salto em comprimento' feminino, disse que tal facto só pode ser atribuível a um verdadeiro milagre.
pode ter sido mas convenhamos que a inabilidade de naide gomes
(1) na qualificação ajudou e bastante, nesta circunstância, a divina providência.
(1) hoje teria acontecido uma das medalhas de ouro mais fáceis de todo o historial português em 'jogos olímpicos'. digo eu e muita gente pensa o mesmo;
para mais tarde recordar (2)


o rei nelson, 'primeiras' inquestionáveis do 'jogo' e de 'a bola'.

agora o 'reyes'???...
o que é que homem tem a ver, no dia de hoje, com os portugueses?...
motores à ré a toda a força
o chefe do 'comité olímpico de portugal', comandante vicente moura, resolveu arrepiar caminho nas suas intenções, há dois dias tornadas públicas, de não se voltar a recandidatar a novo mandato, no cargo.terei sido, pelo senhor, induzido em erro.estava convencido que, do alto dos seus setenta anos, se tratava de um homem estruturalmente ponderado e sério.ponderado não o é. e quanto a ser sério passei a ter muitas dúvidas.assemelha-se muito mais a um daqueles, bastantes, com quem privei, que não largavam o 'tachinho'.
nem 'à porrada'...nem empurrados.
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
para mais tarde recordar
1. o relato da prova olímpica do 'triplo salto', ganha hoje por nelson évora, feito pelo punho objectivo de laura arcoleo/'iaaf':" In an event where the World record hasn’t been in jeopardy since the owner of that same mark took a bow from athletics, the men’s Triple Jump final at the Beijing Olympic Games was arguably one of the best the event has ever witnessed. Under the watchful eye of Jonathan Edwards, whose 18.29 has now stood for 13 years, no fewer than seven men broke the 17 metres barrier with four over 17.50 metres. For the first time since the 1997 IAAF World Championships, 17.52m was not enough to win a medal. In Olympic history, that mark would have won at least bronze at each edition of the Games.
Reigning World champion Nelson Evora found his best form of the year when it mattered most. He came into the competition with a 17.24 season’s best, a mark he improved by 10 centimetres in the qualification round before adding another 33 centimetres in the final.
With a fourth round 17.67, Evora became the sixth athlete in the history of the event to win both the Olympic and World Championships titles after the likes of Khristo Markov (1988/1987), Kenny Harrison (1996/1991), Mike Conley (1992/1993), Jonathan Edwards (2000/1995&2001) and Christian Olsson (2004/2003).
World Indoor champion and Edwards’ pick for gold Phillips Idowu took a bitter-sweet silver medal just five centimetres off Evora with 2003 World Championships bronze medallist Leevan Sands finishing third with a new Bahamian record 17.59.
Former World junior champion Arnie David Giralt improved his personal best by 2 centimetres, his second round 17.52 being worth a temporarily silver but eventually only good enough for fourth.
“I can’t believe it yet,” said Evora. “This is the turning point of my life. This medal means a lot to me. As a young man who dreams of getting the championship, my dream is realised today.”
“I was expecting a great result. I wanted to jump for my personal best. I didn’t get that but I got a season’s best. My coach did everything perfectly.”
Evora struck the field with his opener 17.31, an effort to which Idowu responded the best as he landed at 17.51. Some may have thought that the competition had just been killed. They couldn’t have been further from the truth.
To wrap up a superb first round, Giralt leapt to 17.27 with defending bronze medallist Marian Oprea just 5 centimetres adrift. World silver medallist Jadel Gregorio concluded the list of 17 metre jumpers with his own 17.14. Not a bad start to the event.
Well more was in store as Evora didn’t wait to regain the lead. Hitting the board with perfection he landed at 17.56, five centimetres ahead of Idowu. The British champion could ‘only’ manage 17.31 as just a few minutes later Girat hopped stepped and jumped to his best of the night to leapfrog into second. Idowu had been relegated into third by one centimetre.
Round three saw more changes up top in the standings after Evora recorded his only foul of the evening. This time it was Idowu who hit the board to perfection, his 17.62 giving him the lead for the second time this evening. Evora was in second and Giralt down to third.
But that too didn’t last long as Sands’ longest of the evening came in round three. He held the silver medal, three centimetres off Idowu and another three ahead of Evora.
As the order was reversed in round four, Idowu jumping last and Evora jumping third from last it was the Portuguese record holder who had the last word. He mastered a superb 17.67 which would prove the best of the evening.
Idowu responded well with a jump which looked slightly better but he was given a red flag and that was virtually the end of the competition.
The only one to improve in the last two rounds was Gregorio who moved up a spot from seventh with a last round 17.20 to push back Onochie Achike to seventh at 17.17.
Oprea would have to do with fifth as Giralt left medalless in a night which saw Cuba win their first medal of the athletics competition here in Beijing.
“I would have liked to go into the London 2012 Olympics as the defending champion, and I can’t believe I’m standing here disappointed with silver, but I am,” said Idowu. “I can’t complain with the silver but I’m a winner and I had been undefeated coming into this. This is the one I didn’t want to lose.”
Sands declared: “I said if I was going to medal, I was going to cry. I couldn’t cry. I’m overjoyed.”
The one to cry tonight was Evora who after letting his emotions go in the hug he shared with his personal coach, went on to shake hands with all the finalists before taking a Portuguese flag from his own bag and embarking on a well deserved victory lap.
(foto de ' a bola')
2. já agora um excelente 'retrato' do atleta e do homem, nelson évora, há dias
estampado no 'público', com a assinatura de matilde rocha dias:
" Ouvir Nélson Évora falar sobre os Jogos Olímpicos é como vê-lo saltar: rápido, confiante, imprevisível, com movimentos de pura poesia. A motivação vem-lhe do título de campeão mundial, conquistado em Osaca no Verão passado. Mas é reforçada pela nomeação que mereceu por parte da chefia da missão portuguesa.
Como vai ser o porta-bandeira de Portugal na cerimónia de abertura, aceita que a sua prestação carregue as maiores expectativas do país.
Pelo menos é o que deixa perceber. "Os 17,84 metros que saltei no Mundial de Osaca valem pouco. Tenho de superar-me, fazer 18 metros ou andar muito perto." No léxico de Nélson, as palavras derrota e desilusão não existem. "Se acrescentar um centímetro que seja ao meu recorde pessoal, sairei de lá feliz. Importante é dar o meu melhor porque sei que os portugueses esperam muito de mim e vão estar colados à televisão."
Participou em dezenas de provas, quebrou recordes, passou 13 anos a somar títulos nacionais e foi campeão do mundo. Falta-lhe a medalha olímpica. "Não diria que é obrigatória, mas gostava de ganhar." Saltar 18 metros, como pretende fazer em Pequim, não é fácil. É só para predestinados. Foi o britânico Jonathan Edwards que o fez com mais regularidade. E o feito, de 1995, ainda lhe vale a eternidade no triplo salto - mantém, até hoje, os recordes europeu e mundial (18,29metros).
A ciência está ao lado da pretensão de Nélson. "Os testes biomecânicos que efectuámos mostram que posso saltar 18 metros. O estágio que eu e o meu treinador efectuámos em Espanha, com o professor Ramon Cid, deu-nos certezas. É o cruzamento de dados de velocidade, técnica e força." Ainda assim, não abdica da intuição: "Convém não esquecer que chegámos a campeões do mundo guiados pela nossa intuição."
A concorrência é menos importante. Nem Philips Idowu, o britânico excêntrico dos piercings e dos cabelos cor de sangue, que fez 17,58 metros em Birmingham (melhor marca do ano), o incomoda. "Quase toda a gente o considera favorito indiscutível. Eu não penso assim. Para mim, o estado de confiança que ele tem mostrado, ao assumir o ouro antecipadamente, pode ser contraproducente."
De resto, cubanos e americanos "estão habituados a surpreender". É melhor focar a concentração nas próprias limitações: "Vou fazer um salto kamikaze e saltar para o infinito. Nada tenho a perder, já que nunca ganhei uma medalha olímpica. Fui campeão do mundo, sim, mas os Jogos são uma situação diferente e até estou entre os mais novos."
Nélson Évora sempre foi o mais dotado saltador da sua geração (em Portugal). Não foi difícil subir até ao cume do atletismo. Daí terem-lhe aparecido convites de universidades americanas. Mesmo com condições tentadoras, retrai-se sempre por causa do apego aos amigos e à estabilidade familiar. "Sou emocional. Gosto de ter por perto quem gosta de mim. Os flashes desaparecem e lembro-me sempre de quem sou e de onde vim."
Compare-se a sua prestação à dos outros atletas nacionais. O desnível é tão grande que salta mais dois metros que os colegas. Goleada copiosa, se os saltos fossem futebol. "Há uma barreira psicológica nos saltadores portugueses. Já vi estrangeiros medalhados mais mal preparados fisicamente."
O que falha, então? Nélson aponta o dedo aos limites que os atletas colocam a si próprios: "É preciso ter ambição e muita alma. Eu tenho. Há que passar pelos 15 metros, os 16, os 17; é preciso experimentar tudo. Depois, é como andar de bicicleta. Se repararmos, as marcas deles ficam muito próximas."
O mesmo será dizer que "a melhor estratégia é saltar para o infinito, sem condicionalismos psicológicos". "É como faço. Nunca estabeleci marcas máximas para mim. E posso orgulhar-me de, aos 24 anos, olhar para o recorde do Edwards como algo atingível. Engraçado é que só passei a acreditar que ia longe aos 19 anos, quando ganhei o Europeu de juniores."
A técnica de Nélson já mereceu elogios do número um do triplo salto. Passou a vida inteira a admirar Edwards e nem queria acreditar nos elogios e na medalha de ouro que recebeu das mãos dele em Osaca. "Indescritível."
Logo no primeiro salto da carreira, desenhou "uma linha recta no salto". "O meu ponto mais forte é, definitivamente, a técnica", alegra-se. Para Pequim a preparação foi mais a nível de força e velocidade. "Fiquei mais rápido e mais forte, o que é bom prenúncio." Tudo terá de bater certo, ou não aspirasse ao voo perfeito de 18 metros.
O ritual do hotel à pista será o mesmo. Quando ficar sozinho no quarto, será "a fazer jogos de estratégia, rever posturas técnicas, repetir palavras do treinador". Quando chegar à pista, será a solidão do costume. Abstrai-se "de tudo e todos". Avistar o treinador nas bancadas, ver braços e pernas ansiosas, narizes a fungarem da poluição, "vai ser muito bom", mas não lhe oferece companhia. Aquele momento de concentração será mesmo só para si e para o "voo". É uma espécie de solidão mas feliz. "Divirto-me a sério em cada salto."
Ícone publicitário
Às asas invisíveis junta uma cara de anúncio de moda. O físico de Adónis e o rosto fotogénico atraem patrocinadores e revistas. É um ícone publicitário com alguma influência no mercado nacional. E até já desfilou na Moda Lisboa.
Nada que iniba um campeão habituado a solicitações: "Assumo que me agrada." Nélson acredita que a moda e a publicidade podem abrir-lhe portas. "Em termos sociais e profissionais, é muito bom. Dá-me uma rede de contactos que pode vir a ser útil", diz, a pensar numa carreira de publicitário. Afinal, os seus planos vão além da melhoria das marcas e dos ambiciosos 18,29 metros de Edwards. Está a estudar na universidade e quer trabalhar quando terminar o curso de Publicidade e Marketing: "Uma boa nota no curso e uma rede óptima de contactos facilitam o emprego. Quando voltar de Pequim, vou empenhar-me ao máximo nos estudos. Sempre fui um aluno aplicado."
Por enquanto, livros em stand-by. Vingam as provas e a publicidade. "Ganha-se mais na publicidade que nos meetings de atletismo", admite. Respirar com desafogo financeiro ajuda. "Não preciso de me preocupar com dinheiro, que é um peso grande sobre os ombros dos atletas."
Também usa a imagem a favor dos outros. Recentemente envolveu-se numa campanha de recolha de fundos para escolas de Cabo Verde, leiloando o equipamento e os ténis com que se sagrou campeão do mundo. "Ganho bem, tornei-me conhecido, aceito. Mas não gosto de ostentações. Prefiro amealhar, concentrar-me a cem por cento na carreira. Sempre me vi como um rapaz sem nada de especial. E sei apreciar o valor das coisas."
Diz quem com ele convive que é mesmo assim: com os pés ligados à terra. Garantem que não mudou com a fama: continua sensível aos problemas dos outros, preserva amigos e rotinas anteriores a Osaca. Tenta procurar a unidade e a humanidade preconizadas pela fé Ba'hai, a religião que adoptou aos 15 anos, contra a vontade dos pais católicos.
Mas mudou a relação com os jornalistas. Agora há uma empresa de assessoria de imagem a filtrar entrevistas e contactos. "Não podia organizar tudo sozinho. A minha imagem, hoje, tem outro peso." Não será só a imagem a prender atenções. É a atitude, a história de vida, a ascensão meteórica. Sobretudo a forma como um filho de imigrantes cabo-verdianos, vindo para Odivelas aos cinco anos, vence barreiras e finta um destino que podia ser de exclusão social.
Há, no percurso de Nélson, pormenores que fazem a diferença. Ter sido vizinho do professor João Ganço, seu treinador, é o principal. O vizinho do andar de baixo, professor de Educação Física na Escola da Ramada (Odivelas) - o primeiro atleta português a passar os dois metros no salto em altura -, esqueceu preconceitos e reconheceu um atleta em Nélson menino. Os sonhos da família não podiam andar mais longe do atletismo...
Nascidos em Cabo Verde, os pais de Nélson emigraram para a Costa do Marfim, por razões de trabalho (o pai era contra-mestre de navios) e foi em Abidjan que nasceu o campeão do mundo. Quando se mudaram para Portugal, a ideia era ter os filhos na escola, encontrar tranquilidade. O pai de Nélson reformou-se muito cedo e só queria ver os filhos "doutores".
Peito de frango e camarões
Aos 11 anos, já a competir pelo Benfica, Nélson saltava 1,64 metros em altura. Nessa época praticava até provas de estrada, onde fazia rir com as anedotas que contava. "Eu era rebelde pela calada. Expedito e nada mimado, apesar de ter irmãos mais velhos", conta.
Os pais ainda mal percebiam as regras das provas quando o filho começou a levar troféus para casa. "Comemorei o primeiro título a chorar de dor. Foi uma tendinite e o pavilhão gelado." Aos 15, subiu para 1,98 metros. Mas uma lesão num joelho levou-o a ter medo de alturas. Assim passou para o comprimento e o triplo salto. E os êxitos aconteceram: primeiro recordes jovens, depois a naturalização (aos 18 anos), o título de campeão europeu júnior aos 19, o estatuto olímpico aos 20, a coroa de campeão mundial aos 23.
Curioso é que podia ter sido futebolista. Como o sobrinho - o irmão mais velho foi pai cedo, pelo que a diferença de idades entre Nélson e o sobrinho Milton é mínima. Na adolescência, chegaram a ir juntos às captações de futebol do Benfica. Nélson deslumbrou com a bola no pé, mas não tinha nacionalidade portuguesa. "Mandaram-me voltar noutra altura. Tarde de mais." Já tinha quebrado outro recorde, a ligação aos saltos passou a ser visceral.
Depois de Pequim, a mãe vai preparar-lhe o peito de frango com camarões de que tanto gosta. Antes de se despedir dele, pediu um desenho. "Estava triste, viu na televisão um desenho parecido com um que fiz. Pediu-me para pintar outra vez. Eu tenho jeito para fazer paisagens. Pode ser que me inspire em Pequim."
what happened to manuela ferreira leite?
avisam-se todos os leitores que o espaço seguinte é transcrito no âmbito dos 'tempos de antena' reservados ao pr, governo, partidos e demais forças políticas:
Cavaco Silva, Presidente da República
" O Presidente da República felicitou hoje o português Nélson Évora pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, assinalando que o atleta contribuiu para a valorização nacional e internacional dos desportistas portugueses.
“Em meu nome pessoal e em nome de todos os portugueses quero felicita-lo vivamente pela medalha de ouro de triplo salto obtida nos Jogos Olímpicos de Pequim”, afirmou Cavaco Silva, em mensagem enviada a Nélson Évora.
O Presidente da República considerou que o “enorme feito desportivo” foi “alicerçado nas qualidades desportivas e também pessoais” do atleta português.
A conquista da medalha de ouro “contribuiu decisivamente para a valorização nacional e internacional dos desportistas portugueses”, assinalou.
“Quero ainda felicitá-lo pela excepcional carreira que os troféus até agora obtidos têm vindo a consolidar, confirmando o seu espírito vencedor e extraordinários talentos desportivos que tanto orgulham os portugueses”, acrescentou."
José Sócrates, Primeiro Ministro
O primeiro-ministro, José Sócrates, felicitou hoje telefonicamente o atleta Nélson Évora pela medalha de ouro no triplo salto nos Jogos Olímpicos de Pequim, sublinhando que se tratou de “um momento de grande alegria para o país”.
Sócrates telefonou hoje à tarde a Nélson Évora, depois deste ter conquistado a primeira medalha de ouro nos presentes Jogos. “Foi um momento de grande alegria para o país”, sublinhou o primeiro-ministro, na conversa telefónica.
Laurentino Dias, Secretário de Estado do Desporto
Nélson Évora “carregava as esperanças de um país inteiro e conseguiu concretizá-las”, suportando “a pressão das expectativas e da tristeza” dos portugueses com os resultados em Pequim 2008.
A afirmação foi hoje feita pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, para quem o triunfo de Nelson Évora em Pequim foi “a maior alegria” que teve em Jogos Olímpicos “prova que é preciso apostar nos jovens”.
“Nélson Évora é um grande atleta que hoje carregava as esperanças de um país inteiro e conseguiu concretizá-las”, disse o governante no Estádio Nacional, em Pequim, minutos depois de o atleta português triunfar, com um salto de 17,67 metros.
Segundo Laurentino Dias, “sentia-se que o país queria vitórias” em Pequim: “Teve a medalha de Vanessa Fernandes [prata no triatlo] e não ficou contente”, afirmou, adiantando, depois, que Portugal “ficou triste com o dia mau” de Naide Gomes, eliminada no comprimento.
“Nélson Évora hoje conseguiu aguentar a pressão dessas expectativas e dessa tristeza e aguentar a pressão dos adversários”, comentou, adiantando: “Foi a maior alegria que alguma vez tive nos Jogos Olímpicos. Isso prova que é preciso apostar nestes jovens”.
Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência
“Quero felicitá-lo vivamente pelo brilhante triunfo conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta medalha de ouro vem premiar uma carreira de muita dedicação e notáveis sucessos desportivos”, lê-se na nota enviada à Agência Lusa por Pedro Silva Pereira. O governante português adiantou que os portugueses, tal como ele próprio, “acompanharam a prova com grande entusiasmo” e que “estão, certamente, muito orgulhosos da sua magnífica prestação, que muito prestigia o desporto e o atletismo portugueses”.
“Ao seu técnico, professor João Ganço, estendo esta mensagem de felicitações, por todo o trabalho realizado”, finaliza o comunicado.Paulo Portas, Presidente do 'CDS/PP'
O líder do CDS/PP Paulo Portas felicitou também Nélson Évora pela medalha de ouro e pelo título olímpico conquistado em Pequim, considerando que são o resultado do "profissionalismo e persistência" e "honram o desporto português".
Numa mensagem enviada ao atleta em nome do partido, Paulo Portas felicitou Nelson Évora pela "magnífica medalha de ouro" e o "significativo título olímpico conquistados".
"Honram o desporto português e são o resultado do profissionalismo e da persistência que definem os grandes atletas", assinalou Paulo Portas.
nota:
este 'momento' foi particularmente gravado para exibição nas 'legislativas' do próximo ano;
vieira a presidente do 'cop'... já!
" Ah, se não fosse o Benfica, o que seria deste País? Duas medalhas já cá cantam. A de prata de Vanessa Fernandes e a de ouro ou de prata de Angelito Di María, esse portento argentino, titular indiscutível da selecção olímpica do seu país, incapaz de convencer a crítica portuguesa pela simples razão de ter orelhas de abanico."
(do punho da leonor pinhão, em 'a bola')
" Pela segunda vez vamos assistir, em Pequim, a uma cerimónia com a bandeira portuguesa a subir nos mastros olímpicos. Pela segunda vez será um atleta do Sport Lisboa e Benfica a ganhar esse direito. Parabéns pela medalha, mas sobretudo pela determinação evidenciada durante todo o percurso que o levou até ao lugar mais alto do pódio.
...
Os resultados alcançados em Pequim provam o sentido do projecto olímpico que, em boa hora, o Sport Lisboa e Benfica decidiu abraçar."
(luís filipe vieira, presidente do 's l e benfica')
" O chamado 'Benfica' no ciclismo, equipa paga, alimentada, dormida e corrida, na sua totalidade às extensas de João Lagos, vai encerrar no final da 'volta' como se depreende das palavras de Justino Curto: 'o fim da parceria entre os encarnados e o empresário não implica, porém, que a João Lagos Sports abandone o ciclismo, até porque pelo menos 6 ciclistas – entre eles Cândido Barbosa – têm contrato por mais 1 ano'."que a leonor pinhão, aliás num registo bem humorado, aproveite o êxito da participação de alguns atletas que estão em pequim, com o emblema da 'águia' ao peito, para, mais do que 'puxar' pelo seu clube, dirigir algumas farpas bem certeiras a determinadas luminárias de e da ocasião, a maioria de nós entende.
agora que luís filipe vieira
refira 'um projecto olímpico abraçado pelo 'benfica', confundindo parcerias estritamente do âmbito comercial celebradas com alguns atletas, entre eles, telma monteiro, vanessa fernandes e nelson évora, com projectos desportivos, é, mais do que ignorância,
de uma enorme falta de pudor e de respeito a começar pelos próprios atletas e terminando em todos nós, portugueses de todas as cores, credos, ideologias e emblemas de futebol, que temos vindo a vibrar, a sofrer e a chorar, de igual modo, com os êxitos de uns e com as desgraças de outros, ou seja, com todos.oh homem tenha decoro e antes de dizer o que pensa pense o que vai dizer.
essa de
fazer de chefe da delegação dos que ganham, em contraponto a um comandante de todos os 'naufrágios', fica-lhe muito mal. não duvide.
21/8 - novo dia feriado em teerão
hoje, as estafetas norte-americanas aos '4x100 metros', masculinas e femininas, pareciam fazer parte da delegação portuguesa a.ne.(*)em cerca de meia hora conseguiram obter dois dos mais conseguidos recordes olímpicos...do disparate. (*) antes de nelson évora;
(actualizado às 5.00 pm)
uma interessante tese de ',,,,,' na caixa de comentários, à qual poderíamos chamar 'síndrome das caldas': a falha nas transmissões do 'testemunho' se ficar a dever à dificuldade dos norte-americanos, e americanas, agarrarem instrumentos cilíndricos...
'honi soit qui mal y pense.'
porra...custou mas foi!
(foto de paulo calado, 'record')
hoje ficou claro que fomos para os 'jogos olímpicos' antecipadamente derrotados pelas surperstições chinesas. não fora a mania que os simpáticos 'chinocas' têm de que o número 'oito' dá sorte e estas 'olimpíadas' teriam começado, não no passado dia 8 mas no dia certo, hoje, 21 de agosto.dia iniciado com as excelentes ana cabecinha e vera santos nos 20 km marcha, 8º. e 10º. lugares, terminando com a enorme rabada que nelson évora deu, na final do 'triplo', ao vaidoso do idowu para além de ainda ter resolvido o 'charuto' do gajo das bahamas, sands, na terceira tentativa.
uma prova categórica e autoritária do nosso saltador que respondeu sempre, de imediato, às 'provocações' que os seus mais directos adversários lhe fizeram.
parabéns campeão!
allportugal
a algarvia ana cabecinha mais duas portuguesas, susana feitor e vera santos, nos 20 km
marcha. dentro de minutos (2,00 am).
força miúdas!
longe vá o mau agoiro
(foto de 'a bola')
nelson évora a horas decentes.
no intervalo do almoço, 1 e 25, para poder ser
acompanhado pela maioria dos portugueses.
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
ó tobias, vai lamber sabão!
(foto via 'el país')
ao
conseguir a dupla dobradinha, 100 e 200 metros, com os melhores tempos mundiais de sempre nas duas provas da velocidade pura, e, sobretudo, a facilidade com que alcançou esses feitos, o jamaicano usain bolt vê-se, neste momento, transformado num velocista do outro mundo.
e não acredito que esse 'mundo' seja o das substâncias dopantes como alguns,
desajeitamente, querem fazer crer.
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
a bolha olímpica e os seus - muitos - equívocos
(dito de outra maneira: 'jogos onde não há o 'pão' das medalhas todos ralham e ninguém tem razão'.)
a presença portuguesa nos 'jogos olímpicos' de pequim - julgo que na sequência da 'debacle' da participação de naide gomes no apuramento para a final do 'comprimento' feminino - tem constituído, hoje, pretexto para todas as declarações.
desde as do chefe da delegação, vicente moura, às do
financiador da expedição, laurentino dias.
sejamos honestos e claros.
exigir uma performance desportiva superior,
no estrito contexto dos resultados olímpicos, a atletas como os nossos lançadores e lançadoras de peso, dardo ou berlindes, espadachins de espadas diversas, saltadores ou 'trampolinistas', velejadores à vela e 'de vela,' nadadores, atiradores à fisga ou à bala, num país onde até os 'snipers' não acertam num bem mirável bolbo raquidiano, é uma perfeita tolice.
nessas áreas, como em quase todas as que constituem as modalidades olímpicas, os resultados dos nossos atletas só poderão oscilar, repito,
no estrito contexto dos resultados olímpicos, entre o sofrível, o medíocre, o mau e o péssimo.
depois temos as ovelhas negras ao contrário, ou sejam as de lã branca, as excepções, os 'clusters', em três ou quatro modalidades, realidades mais ou menos conjunturais, que variam de ciclo para ciclo, ou de circo para circo, olímpico.
foi o 'fundo' e 'meio fundo', de carlos lopes e rosa mota, hoje, mais variados, mostramos, telma monteiro no judo, vanessa no triatlo, naide no comprimento, obikwelu na velocidade e nelson no triplo, o que significa que, ainda, poderemos pensar em terminar estes 'jogos', no cômputo das medalhas, com uma honrosa derrota tangencial por 2-3...
portanto, meus caros, eu incluído, o melhor é aterrarmos todos com os dois pés, e a (mas não de) cabeça, neste jardim à beira-mar plantado, onde, é um facto, os jardineiros parecem cada vez menos competentes, e caír na real, como dizem os nossos irmãos brasileiros, wellington nazaré incluído.
quem dá o que sabe a mais não é obrigado. nem a fazer
declarações 'felizes'.
o riso amarelo
o comandante vicente moura vai deixar o 'cop' porque o ritmo da delegação portuguesa na conquista das prometidas medalhas, nestes 'jo' de pequim, ainda é mais lento do que aquele que está a ser imprimido pelas tropas russas à sua retirada - concordada - na geórgia.
homens com vergonha
vicente moura, presidente do 'comité olímpico de portugal'.
ao
anunciar que se vai demitir do cargo por considerar que a delegação portuguesa aos 'jogos olímpicos' de pequim ficou muito aquém das expectativas criadas - e por ele anunciadas - o comandante revelou-se uma pessoa íntegra, corajosa e responsável capaz de partilhar não só dos êxitos mas sobretudo dos fracassos dos atletas que tutela.
em suma, uma pesonalidade totalmente diferente, para maior, de
outras que conheci.
é já a seguir
naide gomes.
a única saltadora em comprimento a ter ultrapassado os 7 metros, este ano.julgo que por volta das 3 da manhã já estará apurada para a final da próxima sexta-feira. (actualizado às 11.45 am)
confessso que dormi muito mal esta noite.
as poucas horas de sono foram constantemente assomadas pela 'imagem' do falhanço de naide gomes na qualificação do salto em comprimento.
nem a '
desistência' de fernando mamede em los angeles me causou tanta perturbação, talvez por previsível, como o fracasso da naide.
anular dois saltos, superiores a 7 metros, por erro na tábua de chamada???...
numa qualificação em que estava com meio metro de avanço sobre as rivais???...
com a sua experiência, como é que isto foi possível???...
infelizmente
foi.
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
a mais boa
(leryn franco)
lançadora de dardo paraguaia '
eleita' a mais sexy dos 'jogos olímpicos' de pequim.
comparar é odioso mas pensar dá jeito
na sequência de várias frustrações, tapadas com o rabo de fora, vindas a público pelo 'pobre' resultado obtido pela vanessa fernandes na prova do 'triatlo' olímpico feminino, convém recordar o seguinte, tendo em conta o seu registo individual
disponível no site dos 'jogos':
a atleta portuguesa, em 27 provas, - eu sei que, embora as distâncias sejam as mesmas, as 'pistas' diferem de local para local - 21 'taças do mundo', 4 'campeonatos do mundo' e 2 'jogos olímpicos', conseguiu, esta madrugada, o seu 4º. melhor resultado de sempre (1h 59m 34s)!
só no rio de janeiro, em 2004 (1h 59m 26s), e hamburgo, por duas vezes, 2006 e 2007 (1h 53m 11s e 1h 53m 27s), a vanessa fez melhor no percurso olímpico do 'triatlo'.
outro facto não menos importante: a snowsill
fez o seu 5º melhor tempo de sempre!...
por que não concluir, por muito que nos doa ao ego, que a australiana, além de ontem ter sido melhor, é, por 'uma unha negra', superior à vanessa?...
estou convencido de que, por enquanto.
porque a 'nossa',
como dizia a mulher do silva, é e será sempre a 'máior'!
nada como uma medalinha para soltar as línguas
a medalha de prata da vanessa veio levantar a moral a uma série de gente.
desde logo ao senhor primeiro-ministro que acabadas as férias - até parecia que a data do regresso tinha sido previamente marcada em função da previsível medalha da nossa triatleta - não perdeu a ocasião para se referir aos 'jogos' . felizmente fê-lo com ponderação e com uma referência
justa e mais do que
merecida a esse grande homem chamado francis obikwelu.
outro que não resistiu a botar
faladura, mas este perdendo uma excelente ocasião para ficar calado, foi um senhor que poucos conhecem, o presidente da federação de 'triatlo'. retenho duas coisas: que a vanessa esteve longe do seu melhor e que ele pondera, seriamente, abandonar o cargo...
se a parte que respeita à atleta portuguesa me deixa reconfortado pois fiquei a saber que, perto do seu melhor, ela só fica do primeiro lugar...para cima, já quanto à continuação, ou não, da luminária no cargo, o assunto deixa-me preocupado.
será que nós, portugueses, seremos capaz de encontrar alguém com capacidade suficiente para o substituir no importante lugar que ocupa?...
macacos me mordam!...
...se não é
esta madrugada que a nossa vanessa nos dá a primeira 'bolacha'.
nota 1 - o nélson évora limitar-se-á a fazer, praticamente à mesma hora, o
apuramento para a final do 'triplo' pelo que a (sua) medalha só chegará na quinta-feira;
nota 2 - eu sei que ainda há as 'velas' mais a naide gomes;
(actualizado entre as 3.20 e as 5.05, am)
* acabada a fase da 'natação' está tudo anormal, ou seja, temos um português, no caso portuguesa, na frente do grupo;
** arnaldo abrantes fora dos '200 metros', normal;
*** o nelson évora já lá está, na final, com 17,34 m;
**** como as coisas andavam venha de lá essa '
prata';
***** até logo!
Domingo, 17 de Agosto de 2008
jamaicões & jamaicanas
na velocidade pura dos 100 metros não há, de momento, quem os bata.
nas 'mulheres' não foi uma rabeta mas mais uma '
tripleta' a que foi dada pelas três velocistas da jamaica às suas rivais norte-americanas.
8 de ouros
Sábado, 16 de Agosto de 2008
lightning bolt
que na final dos 100 metros, às 3,30 da tarde, estarão -
para além de usain bolt - kim collins, walter dix, asafa powell, tyson gay e churandy martina não tenho grandes dúvidas. falta-me saber quem completará o alinhamento final com estes seis sprinters...mai-lo francis obikwelu,
por supuesto.faltam-me dois nomes pois a final, tanto quanto me
consigo aperceber, será corrida com nove atletas.
a ver vamos!...
desta vez não como diz o cego mas com estes 'dois' que a terra há de comer.
(actualizado à 7,00 pm)

cedo piaste...
se na
vitória de usain bolt todos acertariam à partida, as aposta em obikwelu, kim collins e tyson gay foram completamente ao lado.
falhada foi também a suposição de que poderiam estar 9 atletas na final, tese suportada por
isto (no site oficial):
'qualification: 'first 4 in each heat and the next fastest advance to the final'.
mas como se diz cá pelo sítio: 'há mais marés que marinheiros', sendo as próximas marés o salto em comprimento e triatlo, femininos, mais o triplo salto, masculino.
os marinheiros?...
naide gomes, vanessa fernandes e nelson évora.
noites olímpicas
será que ian crocker consegue impedir o seu compatriota mike phelps de somar as apregoadas oito medalhas de ouro?
a prova dos 100 metros '
mariposa' começa às 3 e 3 desta madrugada. às 3 e 3, com mais 50 segundos, já saberemos.
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
lost in translation
"De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo"(marco fortes, olímpico português lançador do peso)
quem
diz a verdade não merece castigo.
o-bi-kwééééé-luu...
(nélson évora, foto de 'a bola')
estou certo que as coisas vão melhorar a partir de este momento.
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
cavalidades
uma égua
histérica nos 'jogos olímpicos'.
só podia ser 'portuguesa' a égua 'meio aluada' que temporariamente 'emaluqueceu' nos 'jogos olímpicos' de pequim.
dizem que terá sido provocado por um vídeo instalado próximo do circuito. penso que não.
à excitação do animal não terá sido estranho o tom de júbilo do senhor ministro das finanças
congratulando-se com a performance extraordinária, quando comparada com a dos seus pares, da economia portuguesa no segundo trimestre deste ano.
se a evolução continuar a apresentar sinais tão 'positivos', no próximo período, sugiro que o senhor ministro das polícias meta de férias toda a fanfarra a cavalo da 'gnr'.
não vá o diabo tecê-las e a baixa de 'belém' vir a assistir à maior estampida cavalar, jamais acontecida no nosso país.
medalheiro
"(se os principais adversários) fizerem o seu melhor e nós fizermos o nosso melhor, eles ganham" (luís nunes, chefe da equipa olímpica portuguesa de trampolins)
ora aqui está uma boa
explicação, curta e directa, para o facto de continuarmos de medalheiro vazio.
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
quando a sorte não penetra...
«Há a consciência tranquila da parte do Governo, federações, Comité Olímpico e dos atletas do dever cumprido», referiu o governante, esperando que a «um dia ou dois de maior azar se sigam dias de mais sorte, e que no final dos Jogos Olímpicos se faça um balanço positivo».
(laurentino dias, secretário de estado da juventude e desporto)
já não bastavam os árbitros estar contra nós.
também os deuses têm seguido por esse caminho,
segundo o membro do governo que tutela o desporto.