Osama bin Laden, the mastermind of the most devastating attack on American soil in modern times and the most hunted man in the world, was killed in a firefight with United States forces in Pakistan on Sunday, President Obama announced. In a dramatic late-night appearance in the East Room of the White House, Mr. Obama declared that “justice has been done” as he disclosed that American military and C.I.A. operatives had finally cornered Bin Laden, the Al Qaeda leader who had eluded them for nearly a decade. American officials said Bin Laden resisted and was shot in the head. He was later buried at sea."
(breaking news, 'the new york times')
'enterrado no mar'???...
o costume dos 'americanos' é exibirem as suas presas mortas, divulgando fotografias das mesmas através de todas as agências noticiosas do planeta!
[recordam-se com certeza, os mais velhos, da morte de che guevara, executado com a ajuda da 'cia' na 'bolívia', em outubro de 1967...]
agora darem um tiro na cabeça ao 'most wanted' do século 21 e depois...'enterrarem-no no mar???!!!...
só servirá para alimentar o mito e o consequente 'sebastianismo' terrorista.
registe-se a hipocrisia - e sobretudo a imcompetência - do mundo ocidental diante dos acontecimentos que se continuam a registar na 'líbia'.
de início estavam todos cheios de 'boas' intenções...
ele era a demissão imediata de khadafi, a necessidade de apoiar os refugiados, a criação de um corredor de exclusão aérea...
hoje, enquanto o líder líbio continua a sua ofensiva contra os 'rebeldes, prestes a aniquilá-los, tudo indica em definitivo, a preocupação passou a ser, convenientemente,...o 'japão'.
os políticos no comando salvam as suas sempre imaculadas consciências com o número de vítimas: no extremo oriente, sabem ser mais de dez mil; aqui ao lado, no norte de áfrica, uma mortandade porventura idêntica ou superior mas cuja contabilidade final, convenientemente, alegam desconhecer.
percebo que nestas situações é sempre mais fácil entender as diatribes da mãe natureza do que as maldades dos filhos dos homens.
"O australiano (Julian Assange) é alvo de um mandado de captura internacional emitido pelas autoridades suecas, para que possa ser inquirido por um tribunal de Estocolmo por acusação de crimes sexuais, nomeadamente assédio sexual e violação, alegadamente cometidos em Agosto deste ano."
(no 'público')
que o fundador da 'wikileaks' tinha - desde que começou a revelar segredos mais ou menos sensíveis para os 'estados unidos' - a cabeça a prémio, todos o sabíamos.
numa delas, as 'associações distritais' vão trocar 'conselheiros de justiça' por benesses do executivo federativo em vez de tratarem de imediato da cada vez mais instante questão da adequação dos 'estatutos' do futebol às leis do país ; na outra, na 'cimeira ps/psd', os sociais-democratas vão trocar a descida do 'iva' nos iogurtes pela diminuição da frota automóvel em alguns ministérios.
entretanto,
o deputado agostinho branquinho já trocou a chatice da 'assembleia da república' por um chorudo salário na 'ongoing' e os 'russos' trocaram, com os 'estados unidos', a candidatura ao 'mundial de 2022' pela de '2018' (dentro deste último tema, angel villar ainda não confirmou ter trocado o '2018' pelo '2022' com o 'qatar').
um tribunal decidiu trocar, a carolina salgado, dez meses de prisão por 300 horas de trabalho comunitário.
[já agora, pergunto-me, que serviço à comunidade poderá a senhora vir a prestar?...]
enquanto isto, os portugueses vão trocando o seu futuro pelo desespero.
"a Presidência da República convidou o presidente dos EUA, Barack Obama, a fazer uma visita oficial a Portugal por altura da Cimeira da Nato que se vai realizar a 20 e 21 de Novembro em Lisboa". O convite foi feito "em consonância com o Governo português" liderado por José Sócrates. "A Presidencia da República ainda não terá recebido nenhuma resposta da parte da Casa Branca"."
numa manobra claramente eleitoralista o senhor presidente da república convidou a primeira figura mundial a estar presente em 'portugal' por alturas do anúncio da sua recandidatura à presidência da república, a pretexto de uma cimeira da 'nato'.
este anúncio contém um erro que poderá vir a ser, se não ridículo, fatal: foi feito sem o presidente norte-americano ter confirmado a sua presença.
é uma regra básica do futebol que pinto da costa tem vindo a ensinar há anos, por maioria de razão aplicável à política, só se anuncia um 'reforço', seja ele qual for e para o lugar onde faça mais falta, quando a a presença do mesmo está previamente acordada...e confirmada!
depois de anos seguidos em que os troféus respeitantes à principal competição do futebol profissional, neste país, eram entregues não diria a más horas mas tarde demais, escandalosamente tarde demais, convém acrescentar, não é que, então, - por iniciativa, julgo, do patrocinador - o feliz vencedor da prova desta época vai poder exibir o cobiçado símbolo de campeão no minuto imediatamente a seguir ao términus da última jornada?
sem dúvida de aplaudir.
até porque é muito mais fácil do que entregar os troféus de 'golfe': aos vencedores, do 'open' britânico, em que o nome do ganhador terá de estar gravado no 'jarro' - 'the claret jug' - que lhe é entregue minutos após o último 'putt', no buraco 18 de 'st andrews', e do 'masters' norte-americano de 'augusta' onde ao titular do melhor cartão lhe é vestido um casaco verde que lhe deverá obrigatoriamente assentar que nem uma luva.
fiz ontem à noite - como é meu costume no que respeita a estes programas em que há três pessoas a opinar não sobre futebol mas a defender em nome do seu clube muitas das vezes o indefensável - algumas incursões ao 'trio de ataque' a ser transmitido directamente de 'newark', nos 'estados unidos'.
pelo que vi fiquei com ideia, porventura errada, que os nossos conterrâneos que vivem em frente a 'lisboa', mas do outro lado do 'atlântico' que não do rio 'tejo', se limitaram no que diz respeito à meritória iniciativa a pagar a 'excursão' dos 'pontas-de-lança' e a fornecer tanto o 'décor' como os necessários figurantes devidamente 'cachecolados'. se assim foi, foi pouco.
mas, de qualquer modo, terá valido pelo par de horas de cheirinho a casa que com certeza este directo televisivo proporcionou a alguns milhares de compatriotas nossos.
sei bem da alegria e do entusiasmo com que aquela gente segue o futebol jogado na pátria distante.
nunca esquecerei, em finais de 1988, ter ouvido um 'farense-sporting', vitória do meu clube por 1-0, golo do ricardo, em plena ferry street, sim na rua!, a partir de uns altifalantes instalados num 1º andar de uma colectividade portuguesa, proporcionando desta maneira o relato em tempo real a todos os que passeavam a pé, fazendo horas para o almoço.
"Rep. Charles Rangel left the House Ways and Means office in the U.S. Capitol on Thursday. Last week, the House ethics committee found he broke congressional rules by not properly disclosing trips to the Caribbean that were paid for by companies."
na sequência daquilo que tenho vindo a 'dizer' penso que o 'sporting' acabou esta noite de entregar o campeonato - não ao 'braga'! - ao 'benfica'.
esta é a primeira conclusão, clara e desapaixonada, a tirar da vitória dos 'leões' por 3-0 ao 'fc do porto'.
depois dizer que o futebol tem destas coisas: uma equipa que andou estes últimos tempos a arrastar o seu desespero por tudo quanto era campo de futebol deste país viu-se ressuscitada com a vitória sobre o 'everton' na passada quinta-feira! incrível!
tirando, possivelmente, carlos carvalhal, quem diria?...
[abro um parentesis para transmitir que enquanto escrevo este 'post' os 'estados undidos' acabam de ganhar o prolongamento na final olímpica de 'hoquéi no gelo', empatando a 2 com o 'canadá'...a 24 segundos do fim!!!...]
voltando não à 'vaca fria' mas ao 'leão' quente, o 'sporting' assentou a sua brilhante vitória em, se quiserem, três factores: atitude, atitude e atitude!
chegaram a ter a seu favor quatro ressaltos sucessivos!!!
isto não é ganhar a primeira bola. é ganhar a quarta!
depois também funcionou muito bem o esquema do duplo 'pivot': pedro mendes e miguel veloso estão-se a revelar uma dupla e peras...
(foto: AP Photo/Montreal La Presse, Ivanoh Demers)
"País que doou mais dinheiro ao Haiti? Os EUA. Normal, é gratidão - já explico. Segundo país? Itália. Itália, o segundo país do mundo a dar mais dinheiro ao Haiti? Bem, não foi bem dar, perdoou a dívida (55 milhões de dólares). O pobre do Haiti tem um terramoto devastador e o generoso do credor perdoa-lhe a dívida, é? Os haitianos vão comer o perdão? Não brinquem, as dívidas marcaram o Haiti - também já explico. Então, vamos lá às duas explicações. A primeira, sobre a gratidão dos EUA. O Haiti ficou independente, em 1804, depois de os antigos escravos terem corrido com a expedição militar francesa. Daí saíram duas boas consequências para a América. Os colonos brancos fugiram para Nova Orleães e introduziram uma das culturas, a do algodão, que construiu a sociedade americana. Por outro lado, derrotado no Haiti, Napoleão decidiu abandonar o Novo Mundo: vendeu ao desbarato o território da Louisiana aos EUA. Nesse dia, os EUA dobraram a superfície (diz-se que foi o melhor negócio da História). Fica explicada a gratidão. Em 1825, a França obriga o Haiti a pagar a independência, conseguida 20 anos antes: 150 milhões de francos-ouro (5 anos do orçamento da ilha). Pagar a dívida destruiu a economia do Haiti para sempre. Fica explicada a dívida. Os terramotos às vezes mostram-nos os caboucos do mundo."
"A pedido de amigos e familiares, segundo o site norte-americano X17, Tiger Woods acatou fazer terapia para o ajudar no seu vício por sexo. Para poder ultrapassar o impulso sexual excessivo, o golfista internou-se numa clínica de reabilitação no estado americano do Arizona."
(no 'sapo.pt')
estas coisas se não acontecessem na 'américa' estariam votadas ao ridículo.
assim (ali) não!
enquanto o 'velho mundo' trata a disfunção eréctil o chamado 'novo' manifesta-se preocupado com a tesão a mais de uma das suas figuras de proa...
[a propósito, por que não passar a tratar a clinica situada no 'arizona - então, sim! muito mais apropriadamente - por...'clínica de desabilitação'?...]
"A series of powerful bombs killed eight American soldiers and an interpreter in southern Afghanistan Tuesday morning, according to U.S. military officials.
The attacks, which came one day after 14 Americans died in two helicopter crashes here, made October the deadliest month for the U.S. military of the eight-year war.
At least 53 U.S. troops have died this month, with four days left before Nov. 1 and the Taliban insurgency continuing to expand its reach and lethal tactics. The previous monthly high was 51 fatalities, in August of this year."
os 'jogos' de 2016 são no 'rio'. boa! 'mundial' de futebol em 2014 e 'jogos olímpicos dois anos depois. se tivesse sido madrid a escolhida poderíamos pensar em 'jogos' em 2016 e mundial' de 2018 em portugal/espanha?...acharia que não.
uma nota à margem: diz-me o nosso companheiro residente no outro lado do 'atlântico', o dcs, que 'há mosquitos por cordas' à volta do insucesso de barack obama em conseguir 'impor' a cidade de chicago junto da assembleia olímpica que acabou por optar pelo rio de janeiro. os ataques, disse-me, surgem de todos os lados. à esquerda e à direita.
a capa desta semana do prestigiado 'the new yorker' da autoria de jorge colombo. a técnica ou o recurso para fazer a mesma, como quiserem, está disponível no 'iPhone'.
a renúncia ao cargo da governadora do alaska, sara palin, mais não é do que o anúncio mais ou menos claro da sua vontade de ganhar a nomeação republicana para a corrida à 'casa branca', em 2012. gostei do 'mail que o nosso amigo diogo - algarvio residente nos 'states' e leitor atento e assíduo deste blogue - me enviou, sobretudo do seu 'sublinhado' final: "Não sei se já sabes que a Sara Palin renunciou ao posto de governador do Alaska.... Ninguém sabe ao certo porquê... Para mim, para se candidatar a Senador e mais tarde à Presidência. Vamos esperar! Com Hilary Clinton fora de 'jogo' é o candidato feminino com mais chances... A seguir a uma pessoa de cor uma mulher vem mesmo a calhar..."
na cidade coreana de suwon, em 2002, assisti - melhor, assistimos!... - à derrota surpresa de 'portugal' diante dos 'fracos' norte-americanos. nesse dia como hoje os favoritos foram 'à vida': a poderosa 'espanha' acaba de ser arredada da final da 'taça das confederações' pelos 'estados unidos'... o que vem provar que as coisas nem sempre correm como os 'fabianos' (e os oliveiras) as pensam.
'blue' é a palavra inglesa utilizada para a cor azul embora, na mesma língua, também queira dizer tristeza o que a associa a um conhecido e apreciado tipo de música popular norte-americana, os 'blues'.
o percurso de 'os belenenses' no campeonato que hoje termina, rematado com mais uma descida de divisão, acaba por ser uma síntese perfeita do(s) significado(s) da expressão na língua saxónica: uma canção triste em tom azul.
"para além da forte aposta inglesa e, eventualmente, das russa, australiana e do quatar, à organização do 'mundial' de futebol em 2018, tudo indica que outra parceria, evidentemente distinta da luso-espanhola, surgirá na corrida, neste caso já vista em 2000, entre holandeses e belgas.
agora concorrência a sério para todos os que pretendam querer vir a sediar este projecto - gilberto madail, angel villar e laurentino dias, desde logo - poderá, segundo os ingleses, vir a surgir da parte da 'nova' e poderosa 'américa', liderada por um barack obama cavalgando a onda do enorme prestígio que já detém e - julga-se - alargará ainda mais por todo o que é sede de algum poder. o 'impagável' blatter, pelo sim pelo não, pessoa que não brinca em serviço quando se trata de vender o 'seu' produto a quem melhor o pagar, já tem agendada uma visita à 'casa branca', no próximo ano.
"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escreveu uma carta ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, a apoiar a candidatura norte-americana à organização do Mundial de 2018 ou de 2022. Ou seja, o político apoia uma proposta «concorrente» à portuguesa, uma vez que Portugal também pretende organizar a prova em 2018, com a Espanha. A Federação dos EUA divulgou alguns excertos, onde Obama explica por que gostaria que o evento se realizasse no país que governa, como revela a AP: «Em criança joguei futebol numa rua de Jacarta e o jogo juntava as crianças da vizinhança. Como pai vi esse espírito de união nos campos e fora das quatro linhas nos jogos em que as minhas filhas participaram em Chicago. Futebol é, de facto, um desporto mundial e o campeonato promove a camaradagem e a competição saudável. Por isso é que esta proposta envolve mais do que um jogo. São os EUA a convidarem o mundo a juntar-se por todo o nosso grande país, numa celebração das esperanças e sonhos."
confesso que à medida que o tempo passa mais gosto de barack obama. o homem como comunicador - e não só!...- é genial! quase diria do tipo joão gabriel. mal acomparado para um dos lados.
"I was going through pictures of whatever the other day and hit the motherfucking brake when this hunk of peroxide popped up! Abel is like some soccer player-type from Mozambique (the name of my first born) who used to play for the LA Galaxy, but was let go last year, because Becks obviously didn't want any competition in the hot sex department. When Xtina sang about a Genie in a Bottle, Abel is the genie she was REALLY talking about. You know, all RiRi (see below) has to do to fix her Morris Day mop is to throw some peroxide over it so that she can look like this beauty. I need some of this!"
quem diria? fui 'encontrar' o nosso amigo abel xavier num dos blogues norte-americanos mais lidos, especializado em 'artistas' e demais 'bicharada' de hollywood.
"When Manchester United, the world's best and most famous soccer team, was creamed at home by arch-rival Liverpool the other day, neither diehards nor drunks packing my favorite Chicago sports tavern at 7:30 a.m. seemed to discern one reason "Man U" was an embarrassing sight. Emblazoned across its red home jerseys, in letters fit for a NASCAR driver's fire-retardant suit, is "AIG." Yes, that's American International Group, the source of both $170 billion in U.S. government funds and Obama administration dismay, given belated public disclosure of hefty bonuses paid executives. Of course, President Obama, Treasury Secretary Tim Geithner, acerbic Rep. Barney Frank and others could vent over Man U multi-millionaires Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney and Rio Ferdinand being assisted by our taxpayer dollars. But I suspect the elected officials may not even know their names, nor those of equally famous European athletes benefiting from a spanking new deal with Bank of America, another embattled bailout recipient. So, as politicians strain to outpace their own constituents with born-again AIG outrage, let's at least remind them that TARP funds, bailout money and bridge loans may be winding up in the bank account of Tiger Woods. Huh? The iconic Tiger?! (...)"
o diferendo que desde ontem opõe o presidente dos estados unidos, barack obama, ao conglomerado segurador 'aig', no que respeita ao pagamento de bónus de gestão de 165 milhões de dólares a partir dos 180 mil milhões que a empresa recebeu como apoio de emergência do governo federal norte-americano, ainda parece estar no início, sobretudo das suas consequêcias. a opinião pública norte-americana, em suma o pagador de impostos, já se questiona sobre a bondade do investimento publicitário que a empresa fez no 'manchester united'. e todos sabemos que estas coisas são como as cerejas: agarram-se umas às outras.
dois países que nada têm em comum: os estados unidos e a guiné-bissau. [bem, a partir de e com obama as coisas não são tão claras, assim...] excepto,...serem dois estados onde o seu chefe máximo pode ser assassinado por qualquer cidadão anónimo. tão anónimo, tão anónimo, que, ainda neste momento está quase tudo por explicar. nos dois lados.
conan o'brien faz hoje o seu último 'late night'. em junho passará a conduzir o 'tonight', por enquanto nas 'mãos' do canastrão que responde pelo nome de jay leno, a partir da cidade dos anjos. até lá!... i'm gonna miss you
"One sunny day in January, 2009 an old man approached the White House from across Pennsylvania Avenue, where he'd been sitting on a park bench
He spoke to the U.S. Marine standing guard and said, "I would like to go in and meet with President Bush." The Marine looked at the man and said, "Sir, Mr. Bush is no longer president and no longer resides here." The old man said, "Okay", and walked away.
The following day, the same man approached the White House and said to the same Marine, "I would like to go in and meet with President Bush." The Marine again told the man, "Sir, as I said yesterday, Mr. Bush is no longer president and no longer resides here." The man thanked him and, again, just walked away.
The third day, the same man approached the White House and spoke to the very same U.S. Marine, saying "I would like to go in and meet with President Bush." The Marine, understandably agitated at this point, looked at the man and said, "Sir, this is the third day in a row you have been here asking to speak to Mr. Bush. I've told you already that Mr. Bush is no longer the president and no longer resides here. Don't you understand?"
The old man looked at the Marine and said, "Oh, I understand. I just love hearing it." The Marine snapped to attention, saluted, and said, "See you tomorrow, Sir"
em meados de outubro do passado ano, a menos de um mês do desenlace da renhida campanha presidencial norte-americana que colocou barack obama na 'casa branca', uma figura apelidada 'joe the plumber' (joe, o canalizador) surgiu no pico da corrida eleitoral a dar uma 'ombrada' à candidatura do senador mc cain. o seu 'caderno reivindicativo' usado como 'muleta' da candidatura republicana 'obrigou' barack obama a reafirmar e consolidar o seu compromisso político com a defesa dos interesses da classe média norte-americana. este arrazoado-síntese da história recentíssima serve para sublinhar que: 'enquanto a grande 'américa' se compromete a resolver os problemas dos pequenos; o pequeno 'portugal' continua empenhado - e a empenhar-se! - em solucionar as asneiras dos grandes'.
"Pode dizer-se que Guantánamo está envolta em polémica e enredada nas acusações feitas por defensores dos direitos humanos de que muitos dos seus 245 detidos estão presos sem acusação formal e que muitos sofrem maus tratos. Na realidade, o Pentágono reconhece que de momento existem apenas 21 incriminados, 14 dos quais já presentes a juízes. Mas as acusações não se ficam pelas organizações não governamentais. Ontem, o relator especial das Nações Unidas para a tortura, Manfred Nowak, defendeu que os Estados Unidos devem acusar o Presidente cessante e o antigo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, por tortura e maus tratos contra os presos de Guantánamo. Já na semana passada, Susan Crawford, responsável do Pentágono, tinha dito que um dos presos foi torturado."
(no 'público')
ao pedir a suspensão dos processos judiciais que decorrem (decorriam), completamente à margem dos direitos (dos) humanos, o presidente obama mais do repor direitos quis afirmar princípios. não tenho escondido as fortes expectativas que deposito na acção deste homem que só arrefecem um pouco quando... me assaltam as dúvidas sobre, se as do mesmo tipo, muito positivas, que depositei em carlos queiroz (ainda) se virão a confirmar.
durante a transmissão da posse de barack obama, como presidente dos estados unidos, 'live' na 'cnn', alguém comentou que a emoção que trespassava a enorme multidão que assistia à cerimónia assemelhava-se à revelada em semelhante ocasião, embora noutro país e com outra pessoa, dessa vez com nelson mandela. não posso dizer que sim, nem que não, mas pareceu-me uma comparação feliz.
nos dias que correm não há 'pivot' de telejornal - ou animadora boazona de 'sonhos-de-ter-mais-euros'- que não se socorra do 'teleponto' para 'debitar' a função, no tempo de antena que lhes foi atribuido. daí a intervir em directo, em cima de um acontecimento inopinado, dramático, que suscite a atenção do mundo, vão kilómetros de distância. neste último caso, é como trabalhar sem rede.
os apresentadores do 'jornal da noite' da 'sic' - mais luís costa ribas - ao assumirem a responsabilidade de comentar, em tempo real, a queda de um avião de passageiros da 'us airlines' na bacia do hudson, acabaram por ser: - imaturos, ao lidar (mal) com as questões da 'hipotermia' mais com a relação entre as leituras 'celsius/fahrenheit', de cor, 'c/5 = (f-32)/9'; e - prematuros, ao atribuir, antes de qualquer conclusão oficial, a responsabilidade do acidente às aves (*);
(*) nem sempre os 'pássaros' são responsáveis por todos os males que vêm do ar ao mundo. embora seja verdade que, tampouco, os 'leões' ou os 'dragões'...'avoem';
(fidel castro em havana, 1985, foto 'charles tasnadi/associated press')
será que - como o fez no último meio século - o companheiro 'fidel' se prepara , mais uma vez, para chatear o seu arqui-inimigo, vizinho do norte, 'saindo' de cena, ocupando as primeiras páginas da actualidade mundial, e assim ofuscar a 'inauguration' que barack obama quer fazer acontecer com toda a pompa e circunstância?...
"O Algarve – berço do cão d’água português – tem um exemplar do melhor amigo do homem pronto a viajar para os Estados Unidos. Ele está no Centro de Reprodução e Criação de Cães d’Água, situado no Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, à espera de um sinal verde de Washington. A embaixada dos Estados Unidos da América já foi contactada pelo Turismo do Algarve e o embaixador reagiu de forma entusiasta à oferta, tendo prometido fazer todas as diligências em Washington para obter uma resposta positiva da família Obama. Para esta iniciativa, o Turismo do Algarve conta com a colaboração do Parque Natural da Ria Formosa e, em especial, da criadora responsável pelo afável exemplar em questão. Outrora ameaçado de extinção, este cão pescador de porte médio é corajoso, inteligente, alegre e muito dócil. De temperamento extrovertido, o cão d’água português é em particular amigo das crianças e será um perfeito companheiro de brincadeiras para as filhas do presidente Obama."
o novo presidente da maior potência do mundo - barack obama - está indeciso entre levar para a 'casa branca', para entretenimento e companhia das filhas, um 'cão-de-água algarvio' ou, em alternativa, um 'híbrido' 'inventado' há pouco mais de uma dezena de anos que alguém terá etiquetado de 'labradoodle'(?). confesso que a minha primeira preocupação - vindo a escolha a recaír num verdadeiro cão, como espero - foi pensar que o desgraçado do bicho teria que se deslocar frequentemente ao 'potomac' para tomar um banhito. depois lembrei-me de toda a água que bush filho foi acumulando naquela casa, ao longo dos últimos oito anos, e fiquei completamente descansado.
nota (1): já estou a ver o 'cão', no 'inauguration day' - enquanto mija no tapete da 'sala oval' (...essa onde a mónica bateu com a cabeça no tampo da secretária, depois de...) - ao telefone com o responsável pelo sapal de castro marim, ladrando alto e em bom som: 'podem soltar o fogo!...'
nota (2): depois-de-um-algarvio-em-belém...
(actualizado, 1.40 am)
depois de ter escrito esta 'entrada' é que me apercebi que se os obama optarem por um cão-de-água algarvio, preto retinto como mandam as regras, bem podem mudar o nome à 'casa (branca)' e aumentarem os 'pontos de luz'... é que no meio daquela 'pretidão' toda será difícil lobrigar - ia escrever, um 'caralho'! - o que quer que seja!...
"Imploding insurance giant AIG is paying the British soccer team Manchester United $125 million for the privilege of having its logo appear on Man U’s uniforms. That, despite the fact the firm is standing largely thanks to a $150 billion lifeline from the U.S. Treasury."
nos 'estados unidos', não sendo propriamente o país onde o futebol (soccer) é o espectáculo desportivo mais popular, começa-se a questionar o investimento de 125 milhões de dólares da recentemente intervencionada 'aig' nas camisolas do 'manchester united'. um congressista democrata, elijah cummings, acrescenta mesmo que esta prática é de todo inaceitável para aqueles que se transformaram nos principais investidores do conglomerado segurador: o cidadão norte-americano que paga os seus impostos. mercê destas monumentais injecções de capitais públicos, um pouco por todo o primeiro mundo, o povo pagador de impostos começa a questionar-se, cada vez mais, sobre a justeza de determinadas 'gestões'. neste caso interrogam-se: porquê publicitar 'aig' e não 'tesouro norte-americano'? quanto a mim, esta 'procissão' ainda está para sair do adro da igreja...
desta vez a 'branca' vai comer a peça 'preta' quando há dias tinha sido a (peça) preta que comeu a branca. normal acontecer numa 'casa branca' de um jogo de 'damas'.
nota 1 - consta que esta peça preta não se importa de ser comida por brancas. (nem por pretas);
nota 2 - como é que se diz 'tralha guterrista' na língua norte-americana?;
"As well as England, Spain and Portugal have also confirmed their interest in co-hosting the 2018 tournament, while this morning the Dutch and Belgian football associations agreed to establish a joint foundation to prepare their own bid. Qatar, Russia and Australia are all also in the running."
(do 'guardian' online)
para além da forte aposta inglesa e, eventualmente, das russa, australiana e do quatar, à organização do 'mundial' de futebol em 2018, tudo indica que outra parceria, evidentemente distinta da luso-espanhola, surgirá na corrida, neste caso já vista em 2000, entre holandeses e belgas. agora concorrência a sério para todos os que pretendam querer vir a sediar este projecto - gilberto madail, angel villar e laurentino dias, desde logo - poderá, segundo os ingleses, vir a surgir da parte da 'nova' e poderosa 'américa', liderada por um barack obama cavalgando a onda do enorme prestígio que já detém e - julga-se - alargará ainda mais por todo o que é sede de algum poder. o 'impagável' blatter, pelo sim pelo não, pessoa que não brinca em serviço quando se trata de vender o 'seu' produto a quem melhor o pagar, já tem agendada uma visita à 'casa branca', no próximo ano.
entrevistado por jay leno, ontem no 'tonight show', o senador john mc cain à pergunta de como têm sido os seus dias depois da derrota eleitoral do passado dia 4, respondeu humoradamente: “I sleep two hours, wake up and cry. sleep two hours, wake up and cry” - (como todos os bébés) durmo duas horas, acordo e começo a chorar, durmo (mais) duas horas, acordo e volto a chorar, traduziria com alguma liberdade.
O E. Amadora solicitou à Liga para que 'certifique a validade formal e material de todos os documentos que integram o processo depositado nos seus serviços, para a demonstração dos requisitos de participação da sua equipa na Liga'.
assistimos nos últimos meses a três casos de dimensões e consequências diferentes, mas todos eles, à sua medida, dramáticos. um, externo, falo da moléstia do 'subprime' que mergulhou o primeiro mundo numa das suas maiores crises financeiras de sempre com consequências perversas para o tecido económico que persistirão, pelo menos, até 2010; os outros dois, ambos internamente, a falência do 'bpn' que, por aquilo que tem vindo a público, configura um caso de polícia (e de ladrões!) e a 'ruína' do estrela da amadora que não é economicamente capaz, desde o início da época, de pagar aquilo a que se comprometeu com e aos seus profissionais. é óbvio que as três situações são incomparavelmente distintas. quer no âmbito e na génese, quer nas consequências das mesmas. mas, contudo, os três casos assentam no mesmo vício: falta de regulação, como os 'media', de um modo geral, o costumam, simpaticamente, caracterizar ou, chamando os bois pelos nomes, pela incapacidade dos reguladores exercerem, bem, as suas funções. ben bernanke, presidente da reserva federal norte-americana, vítor constâncio, governador do banco de portugal, e hermínio loureiro, presidente da 'liga portuguesa de futebol profissional', respectivamente. o resto?...é treta.
esta noite, durante o jantar de homenagem a um homem cuja simplicidade e empatia com a sociedade farense e algarvia, no último meio século, não pode ser ignorada, falo do zé louro, tive oportunidade de confirmar com alguns amigos (como sabem, nas homenagens como nos funerais fala-se de tudo e de todos menos dos visados) a opinião sobre a excelência do discurso que barack obama proferiu no 'grant park', em chicago, minutos após ter visto confirmada pelo voto a sua eleição para a presidência dos 'estados unidos da américa'. para além do largo consenso sobre o mérito do conteúdo estivémos sobretudo de acordo com a 'musicalidade' da intervenção: um inolvidável 'gospell' 'cantado' por barack obama, 'contracantado' pelas expressões, lágrimas furtivas e, na parte final, com as vozes das centenas de milhar de pessoas presentes.
deixo-vos a empolgante 'parte final' do discurso (restante aqui)
segue-se o texto integral do 'speech', traduzido, a partir de um 'roubo' feito ao pedro aniceto que por sua vez o terá, creio, 'roubado' noutro lado.
"Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta. É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença. É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis. Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América. É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia. Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América. Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain. O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta. Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses. Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama. Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca. E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites. Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato. E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América. E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso. Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir. Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós. Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa. Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono. Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra. Esta vitória é vossa. E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim. Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século. Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós. Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos. Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar. O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá. Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá. Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas. Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas. Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono. Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam. Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício. Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos. Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem. Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política. Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso. Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos. E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente. E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar. Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável. É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã. Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos. Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele. E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos. Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos. Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos. Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos. Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos. Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação. E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. Sim, podemos. América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito? Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos. Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América
barack obama ganhou e pronto! fê-lo em toda a linha e de uma maneira clara. muito mais clara do que os primeiros resultados prenunciavam. gostei do discurso da vitória: teve o registo e o conteúdo adequados. temos homem! agora há que lhe dar o tempo que ele sabe, melhor do que ninguém, que o não tem.
não queria terminar este tema, o da vitória histórica do primeiro presidente afro-americano, eleito por mais de 80% do voto jovem (até aos 29 anos), perante um adversário sério que nunca virou cara à dura empreitada, pese ter contra ele todos os erros de uma administração vergonhosa, a de bush filho. referindo-me à 'noite eleitoral' de ontem na 'sic notícias', não posso deixar de dizer que josé pacheco pereira me meteu dó! não tanto pela pobreza da análise em que se está a tornar recorrente mas, sobretudo, pelo ar devastado que revelava. pacheco pereira era ontem um homem completamente derrotado!... infelizmente, sem a postura e a nobreza de carácter de john mccain.