um poeta dizia que o 'natal' é quando um homem quiser.
esse mesmo poeta com certeza que nos dias de hoje escreveria: o 'dia de finados' é cada um e todos os 365 dias do ano. ou seja, enquanto este 'governo' quiser...e nós deixarmos.
embora o josé mourinho se esforce - pago a peso de ouro, é claro - em afirmar que o 'millenium bcp' faz o nosso orgulho a realidade dos mercados bolsistas dita nos dias que correm uma verdade totalmente diferente.
atinge neste momento uma cotação de 13 cêntimos por acção!
qualquer um de nós, apenas com os trocos em moedas que (ainda) tem no bolso pode tornar-se num accionista deste banco.
esta estória triste faz-me lembrar uma outra, felizmente já distante, vivida pelos nossos 'irmãos' brasileiros.
em tempos de inflação galopante em que a sua moeda, na altura o 'cruzeiro', sofria desvalorizações diárias abissais, a pergunta 'o que é que se pode comprar com 1 cruzeiro' tinha como resposta '1 feijão'.
por cá, o banco que já distribuiu milhões por jardins gonçalves e quejandos, arrisca a que a sua valorização na 'bolsa' aproxime o valor do antigo e saudoso tostão.
"O último relatório de Bruxelas, relativo a Março, calcula em 11,1% a taxa de desemprego em Portugal.
Os dados do Gabinete de Estatística Europeu mostram que a taxa de desemprego em Portugal permaneceu nos 11,1% em Março. Portugal fica assim na sexta posição do 'ranking' dos países da União Europeia (UE) com a taxa de desemprego mais elevada.
Por género, foram as mulheres que mais sofreram com a falta de trabalho, com o desemprego a situar-se nos 12,2% neste grupo, enquanto nos homens a taxa é de 10,2%. Os jovens continuam no entanto a ser os mais afectados pelo drama do desemprego em Portugal. Segundo os dados do Eurostat, a taxa de desemprego entre os jovens até aos 25 anos é de 21,3%, o que representa ainda assim uma melhoria face aos 21,9% registados há um ano.
Há 23 milhões de desempregados na UE.
Espanha continua a liderar a lista do 'ranking' dos países da UE com mais desempregados, com uma taxa de 20,7%. Seguem-se a Irlanda (14,7%), a Eslováquia (13,9%), a Hungria (11,9%) e a Bélgica (11,4%), os únicos que registam taxas superiores à portuguesa. Na UE a 27, a taxa ficou igualmente inalterada nos 9,5%. No total, o Eurostat estima que existam 22,8 milhões de homens e mulheres desempregados nos 27 países da UE, em Março. Destes, 15,5 milhões estão na zona euro."
(fonte: 'económico')
o 'sc farense' desceu à 3ª divisão e o 'portimonense' prepara-se para dizer adeus à primeira liga.
o 'estádio algarve' é cada vez mais um elefante branco.
o 'olhanense' irá safar-se nos limites.
há que encontrar as razões profundas para esta triste realidade que tem devastado o futebol algarvio, realidade essa que ultrapassa em muito a mera conjuntura desportiva e que deverá ser encontrada no profundo divórcio que existe, agravado na última década, entre o entorno económico e institucional e os principais emblemas da região.
"Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom."
(robert m. fishman, no 'new york times')
acima um excerto de uma excelente 'opinião' que deverá ser lida na íntegra.
há muito que me pergunto?...
sendo as agências de 'rating' detidas pelas mais fortes instituições financeiras mundiais por que não, estas, 'degradarem' propositadamente a credibilidade financeira das 'repúblicas' em dificuldade de modo a que as taxas de juro remuneratórias dos empréstimos que as mesmas são obrigadas a contrair se tornem extremamente atractivas ao capital especulativo disponível nos seus detentores?...
dir-me-ão, mas correm um tremendo risco!
respondo que não.
porque essas mesmas notações negativas das agências acabam, mais cedo ou mais tarde, por provocar a chamada 'ajuda externa' do 'fmi' e associados cujo fim primeiro é, precisamente, à custa dos recursos do país em causa e do esforço dos seus nacionais, implementar um prorama que vise dotar esse mesmo país dos meios financeiros suficientes para...pagar os empréstimos que contraíram a um juro de usura, devido às notações negativas dessas mesmas agências...
fácil, é barato e dá milhões.
no meio da enorme e profunda depressão em que o nosso país vive, enorme e profunda depressão que deverá ser tomada nos domínios económico e anímico, as três equipas presentes nos 'quartos' da 'europa' passaram todas às 'meias-finais' da prova.
mais,
decorrente do emparelhamento feito por sorteio anterior, uma delas, 'benfica' ou 'braga', estará necessariamente na 'final'.
estes brilhantes resultados não foram contudo conseguidos com igual tranquilidade.
tirando o 'fc do porto' que desde cedo aumentou a já larguíssima vantagem com que se deslocara a 'moscovo', o 'sl e benfica' entendeu promover o suspense ao tomar dois golos de rajada dos holandeses, o que reabriu de novo a eliminatória, até que, em cima do intervalo, luisão veio repor a tranquilidade nas hostes encarnadas.
na cidade dos arcepispos foi sofrer até ao fim. felizmente o empate final sem golos assegurou o alcançar de um patamar competitivo para uma equipa que está longe de poder lutar com as mesmas armas (e generais) que possuem todos os seus adversários desta ponta final da segunda mais importante competição europeia.
por isto, pelo menos amanhã, não vamos acordar com todos os noticiários, televisivos e radiofónicos, a berrarem-nos a crise aos ouvidos.
há cerca de oito anos os portugueses aprenderam os alicerces básicos da justiça portuguesa.
foi graças ao caso 'casa pia' que todos nos passámos a familiarizar com os termos da agenda diária do direito criminal: o papel do juiz de instrução, a intervenção da 'procuradoria geral da república' e articulação desta com a 'polícia judiciária, a prisão preventiva e o testemunho para memória futura, os limites das imunidades parlamentares e do segredo de justiça, etc, por aí fora.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: a justiça.
nos últimos tempos, devido à 'crise', fomos introduzidos no sincretismo da linguagem económico-financeira.
como poucos povos no mundo começámos a tratar por tu conceitos como o da 'dívida soberana', o 'pib', as dívidas pública e privada, o 'rating', o 'fmi' e o 'feef', o financiamento da economia, as medidas de austeridade e as consequências associadas.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder executivo.
ao longo dos últimos anos passámos a conhecer melhor e a saber mais profundamente do 'parlamento'. mas, em simultâneo, da indigência cultural, comportamental e política que assiste à maioria dos deputados que, pelo nosso voto (muita atenção!!!) tomam assento na 'assembleia da república'.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder legislativo.
quem tudo isto acompanhou fê-lo através de uma comunicação social maioritariamente impreparada nas matérias que tratava, subjectiva e por isso parcial nas avaliações que sobre os temas de agenda produzia, muito táctica e de um modo geral obediente aos poderes instituídos, políticos, económicos e empresariais.
o que também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que, subsidiariamente, assenta o estado de direito: o poder mediático comummente tratado como o 'quarto poder'.
propositadamente abstive-me de analisar no mesmo plano dois outros 'poderes' que no dia-a-dia o que fazem ou deixam de fazer também determinam o nosso destino colectivo: o da poderosa 'igreja católica' - o qual, no meu entender, até nem tem estado a ser mal exercido - e o da presidência da república que, ao contrário do anterior, tem prosseguido um ziguezaguiante precurso, alternando o discurso excessivo com a falta de uma prática oportuna porque a mesma lhe poderia ser tacticamente inconveniente.
(imagem da 'net')
o governo de josé sócrates acabou, contrariado reconheça-se, por pedir ajuda financeira ao 'feef(*)'.
[este blogue não cumpre o acordo ortográfico mas procura seguir as sugestões, sempre que as mesmas não sejam demasiadamente descabidas, do senhor presidente da república.]
na 'irlanda', a 'república' está na bancarrota por causa dos bancos.
em 'portugal', são os bancos à beira da bancarrota por causa da 'república'.
o líder parlamentar do 'partido socialista', francisco assis, disse a propósito do encontro na próxima sexta-feira entre 'bloco de esquerda' e 'pcp' que se trata da soma de dois arcaísmos e que daí nada de positivo, por isso, para os portugueses virá.
o que eu sei e os portugueses conhecem é a situação a que chegou o país conduzido nas últimas quase quatro décadas pelos 'modernistas' do 'ps', 'psd' e 'cds'.
nunca a expressão 'conversa fiada' para qualificar este tipo de intervenção política foi tão apropriada.
o pior é que o 'fiado' está a terminar.
a agenda mediática do país está dominada pelas dúvidas.
pelas dúvidas das dívidas, ou mais precisamente, de como pagá-las.
um estado, o nosso, que tem uma 'conta de exploração' deficitária, ou seja, aquilo que o país produz num mês não é suficiente para as despessas que ocorrem nesse mesmo mês, vê-se nos próximos três meses, entre 11 de abril e 11 de julho (fonte: o 'público'), a ter que pagar aos seus credores externos a módica quantia de 14.658 milhões de euros entre amortizações de empréstimos obrigacionistas contraídos e os juros decorrentes desses mesmos mútuos.
no plano desportivo, embora no caso circunscrito a um único clube, o 'sporting', também subsistem as duvidas.
e de novo as dúvidas das dívidas.
qual o candidato capaz de assegurar o pagamento das dívidas à banca ao mesmo tempo que se vê obrigado a pagar uma outra enorme dívida: aquela que os dirigentes do clube contrairam nos últimos anos para com os seus sócios, adeptos e simpatizantes, no que concerne ao tremendo déficit de resultados desportivos em que o emblema leonino tem vivido?
não comparando o incomparável parece-me contudo avisado reconhecer que os portugueses no geral e os sportinguistas em particular atravessam um momento de grandes dúvidas: como saldar estas dívidas?...
"Sócrates foi sensível a argumentos do sector. Praticantes poderão pagar apenas 6% de imposto, em vez dos 23% actuais. Solução passará por nova interpretação da lei.
Os campos de golfe deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de 6%, em vez dos 23% que são obrigados a praticar desde o início do ano, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado (OE) para 2011. A mudança surge num momento em que o Governo prepara medidas de austeridade que também atingirão o IVA, mas será feita à margem delas, e dispensará inclusivamente qualquer alteração legislativa: passará por uma informação vinculativa do Fisco a estabelecer uma nova interpretação jurídica para a lei agora em vigor. "
(retirado de 'negócios online')
um governo que diz não poder aceder às pretensões dos empresários da camionagem quanto a uma eventual redução dos preços dos combustíveis - o que não se trataria de baixar o valor dos mesmos mas tão somente o de aplicar um limite ao constante aumento das taxas fiscais, percentuais, que aplica - vem agora, segundo a notícia da 'negócios', admitir que poderá vir a rectificar o 'iva' sobre o 'golfe' nacional a bem do aumento das exportações, neste caso de um serviço turístico.
não está em causa a possível bondade desta última medida mas sim a inigualdade com que o executivo de josé sócrates trata os assuntos da economia portuguesa.
depois da selvajaria a que temos sido confrontados ultimamente com o persistente arremesso de bolas de golfe para dentro dos campos de futebol assistimos agora à postura do executivo, ele próprio a preparar-se para utilizar essas mesmas bolas desta vez como arma para ferir a sensibilidade dos portugueses.
(actualizado, 11.50pm)
o 'comentário':
"ora bem, Golfe a 6% de IVA, fraldas a 23% de IVA, huuuum, o pessoal vai ter que escolher bem os tacos e os buracos com que quer brincar."
('hooligan, hoje às 23.31)
"Dizem-nos que a geração que agora tem à volta de 30 anos está à rasca. Porque, por exemplo, há jovens de 30 anos, com licenciaturas e eventualmente mestrados, que não conseguem melhor do que um contrato precário a recibo verde e um salário entre 500 e 1000 euros. Outros não conseguem sequer um primeiro e precário emprego. É uma tragédia? Será.
Mas então que dizer de um menos jovem, de 40, que trabalhe oito horas por dia numa fábrica têxtil qualquer, a troco de 475 euros? Ou um de 45, desempregado, sem direito a subsídio, com dois filhos, que é preciso alimentar, vestir e educar? O que será isto? Quem está mais à rasca, a geração dos que agora têm 30 anos, ou a geração dos que agora têm 40 anos?
E que dizer dos idosos que, aos 70 ou 80 anos, sem retaguarda familiar, sobrevivem em casas velhas e destelhadas com 300 euros de pensão? Estes também estarão à rasca, ou não contam, porque quem conta, agora, são apenas os que têm um curso superior, banda larga em casa e conta no Facebook?
Que me perdoem os que estão verdadeiramente à rasca [muitos deles da geração que ronda agora os 30 anos], mas esta manifestação que se anuncia e sobretudo a discussão que vai gerando, demasiadas vezes se parece com uma birra de quem substituiu o aborrecimento e as dificuldades da vida real pela excitação e rebelião de uma vida virtual.
Escreve-se no manifesto que deu origem a este protesto, e repete-se até à exaustão, que a geração dos 30 anos é, entre todas as gerações, a que tem mais habilitações. Escasso e pobre argumento para um país que há muito anda cheio de doutores e engenheiros, pelos menos nos títulos que mandavam inscrever nos livros de cheques e cartões-de-visita. Habilitações nunca faltaram, o que falta é qualificação e competência. E ao contrário da primeira, a duas últimas não aparecem automaticamente com o canudo de fim de curso.
Aos que apareçam na luta do próximo dia 12, fica um último alerta: não é a geração dos que agora andam na casa dos 30 anos que está à rasca; são as várias gerações de portugueses, todas elas, que estão à rasca. E não há soluções para sair do buraco que contemplem apenas os jovens de 30 anos. Ou se encontra um caminho comum, ou vamos todos juntos para o abismo. Tenham em conta que não é um abismo virtual. É o da pobreza. Onde já mergulharam dois milhões de portugueses. A esmagadora maioria não tem curso superior, muito menos mestrado. E estes, sim, estão verdadeiramente à rasca."
( a circular na 'net')
a agenda diária do país tem sido marcada, nos primeiros dias deste novo ano e assim irá continuar, com o povo nas ruas a pedir que não lhe tirem (mais) dinheiro dos míseros salários, pensões e reformas que recebem.
também com o estado, lá fora, de mão estendida, a pedir aos que financiam este mundo que estes lhe emprestem mais umas 'moedinhas', nem que sejam a uma taxa de juro impagável.
"Benfica, FC Porto e Sporting, os três maiores clubes do futebol português, devem em conjunto 322,8 milhões de euros em empréstimos bancários e têm que pagar quase metade - 156,2 - no prazo de um ano."
(no 'diário de notícias')
o nosso futebol está como o país: fortemente endividado, sem rentabilidade económica para pagar o capital e juros das dívidas que contrai, sem perspectivas de futuro.
quem vier a seguir que feche a porta.
pela primeira vez, em 111 anos de história do 'barcelona', a camisola da sua equipa de futebol foi vendida à 'qatar foundation' - uma organização não lucrativa dependente do estado qatari e dedicada ao desenvolvimento educacional e tecnológico do pequeno país - pela quantia de 30 milhões de euros anuais até 2016.
como o contrato terá efeitos imediatos falamos de uma verba global de 165 milhões de euros.
só para se ficar com uma ideia: o dobro do que recebe hoje, 15 M€ anuais, o 'real madrid' da 'bwin'.
já há vozes históricas afectas ao clube catalão a manifestarem-se contra, mas...os tempos que correm não deixam grande margem para recusar ofertas deste tipo.
a crise económica generalizada está a pôr tudo à venda e o 'qatar', com os seus petrodólares, não desaproveita.
começou, segundo as más línguas, por comprar um 'mundial' de futebol e, pelos vistos, continua no mercado.
nota:
tão contentinho que eu ficava quando conseguia 'vender' as camisolas do 'farense' a 50.000 contos (250.000 euros) por temporada!
"O conselho de administração da SAD do Benfica reuniu-se na tarde de ontem para analisar o actual momento da equipa de futebol, depois da derrota com o Schalke 04 e a passagem tangencial - e à custa de resultados de terceiros - à Liga Europa. Fonte encarnada garantiu a O JOGO que o despedimento de Jorge Jesus não foi sequer colocado em cima da mesa para discussão. Pelo contrário: de acordo com a mesma fonte, a permanência do Jorge Jesus no Benfica não depende do resultado do encontro com o Braga, para a Taça de Portugal, do próximo domingo. Jorge Jesus está, conforme nos foi dito, "de pedra e cal" no Benfica. É esta a mensagem que Luís Filipe Vieira vai transmitir aos adeptos esta noite, na entrevista que tem prevista para as 21h00 na Benfica TV."
(ana proença, no 'jogo')
"(...) É evidente que há outros aspectos que contam para que se forme uma convicção suficientemente forte, do trabalho físico às escolhas tácticas, passando pelo sentimento da massa adepta relativamente ao treinador.
Mas nada como a deterioração das relações entre técnico e os jogadores justifica uma chicotada!
É juntando todas estas peças que quem manda tem de chegar a uma conclusão. Aquilo que não é racional é dizer-se que suceda o que suceder o treinador não muda. Porque a única obrigação de quem detém o poder é criar condições para o sucesso e este, por vezes, passa pela mudança.
Forever? "O amor é eterno enquanto dura" (Vinicius de Morais)."
(josé manuel delgado, em 'a bola')
"Hoje, vou um pouco mais longe: se o "benfeitor" Lacazette não tem apontado aquele golo milagroso, em Lyon, mesmo ao cair do pano, e o Benfica ficasse fora das competições europeias, Vieira e Costa não teriam a mínima hipótese de manter Jesus como treinador. É bem provável até que já lá não estivesse hoje.
se há duas coisas sobre as quais parecem não restar, de momento, quaisquer dúvidas aos portugueses, uma é a chegada do 'fundo monetário internacional' a 'portugal' e, a outra, a saída de jorge jesus do comando técnico do 'benfica'.
só não se conhecem as datas...
*sublinhados meus;
'peão prá bola' era o pregão ouvido nas cercanias dos campos de futebol - há cerca de meio século e perto das três da tarde de um domingo - gritado pelos muitos vendedores de bilhetes que através de uma pequena comissão cobrada nos evitavam as fatigáveis permanências nas 'bichas' que se formavam junto às 'bilheteiras'.
bons tempos!
do futebol de ataque, disputado em todos os palmos do terreno de jogo, sem subordinações a esquemas defensivos ou de contenção como se diz hoje em dia.
como sabemos o 'peão' foi banido os estádios de futebol por razões essencialmente de segurança e de conforto para todos aqueles que querem assistir exclusivamente ao 'jogo', sem se preocuparem com a necessidade de arremessar maçãs mais ou menos podres ou bolas de golfe com mais ou menos 'dimples'.
a consequência desta medida também é conhecida: a carestia dos respectivos ingressos.
pois bem, a 'associação dos adeptos (de futebol) ingleses' vem agora manifestar o seu desejo de ver reposto o 'peão' nos estádios, de forma a tornar o 'espectáculo' querido por milhões de novo acessível às carteiras dos mais desabonados.
compreende-se a petição mas não creio que a 'fifa' e os seus apêndices, as 'federações', situados no terreno, venham a revelar qualquer condescendência para com a mesma.
a solução para uma bilhética mais 'democrática', no futebol, passará sempre por tornar este menos custoso, primeiro por acção dos seus principais promotores, os clubes, através de contratações mais realistas e, sobretudo, mais consentâneas com a realidade económica mundial.
só deste modo os adeptos poderão vir a ter, depois, num futuro próximo preços mais próximos, relativamente, aos do antigamente com o conforto e a segurança que faz regra nos dias de hoje.
"Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado ‘Dores de cabeça’, escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal"
(cavaco silva, presidente da república, segundo o 'público')
este país não está para bruxos!
precisa muito mais de feiticeiros ou de mágicos, como quiserem.
'timor-leste' está disponível para comprar dívida pública portuguesa.
as nossa 'entranhas' oferecidas, há uma semana, para a confecção de um qualquer 'chao-min' chinês e, agora, disponíveis para a feitura de um apurado 'bakso' timorense.
"Segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o orçamento para a época 2010-11 da FC Porto, futebol SAD prevê 94,78 milhões de euros de receitas, o valor mais elevado da história do futebol português, com a particularidade de incluir 10,54 milhões de euros provenientes da UEFA, o que só será possível através do apuramento para a Liga dos Campeões.
Isto significa que os dragões prevêem no orçamento a conquista do título, pois só através do primeiro lugar no campeonato poderão inscrever nas receitas do exercício em curso 7,2 milhões de prémio de apuramento para a Liga dos Campeões – esta época disputam a Liga Europa, com prémios de participação e desempenho muito inferiores ao da Champions.
Ainda no capítulo das receitas, os dragões prevêem um encaixe de 47,37 milhões de euros através de transferências de jogadores, tendo já realizado 35 milhões através das vendas dos passes de Bruno Alves (Zenit) e Raul Meireles (Liverpool) em Agosto, o primeiro mês do exercício."
(no 'público')
se, por um lado, me parece realista a inscrição do encaixe de 47,37 milhões de euros proveniente da venda de jogadores, tanto mais que 2/3 dessa quantia já se encontra realizada, por outro, a ser verdade esta presunção veiculada pelo 'público', considero inaceitável nos termos da boa prática orçamental, conservadora, que a 'sad' portista apresente uma putativa participação na 'champions' como um dado adquirido.
ainda ontem o técnico villas-boas dizia que não existem campeões à nona jornada.
a não ser que a prática, tão optimista quanto irrealista, do governo de josé sócrates em matéria de orçamentos já tenha começado a fazer escola...noutras paragens.
"Foi uma década perdida para Portugal. O nosso país foi o terceiro que menos cresceu nos últimos dez anos, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), citados pelo espanhol 'El País'."
(fonte:'agência financeira')
ao fazer a minha rotina matinal, depois daquelas mais prosaicas, a de passar os olhos pelos jornais, deparei-me com a notícia de que o meu país tinha sido o terceiro que menos crescera no mundo, nesta primeira década do século 21.
posteriormente, mão amiga fez-me chegar o 'link' da origem da mesma, o diário espanhol 'el país'.
tudo isto se está a tornar demasiado preocupante sobretudo para as gerações vindouras, não (só) pelo que se passou para trás mas, principalmente, pela falta de perspectivas quanto ao futuro.
estamos a caminhar para o abismo, é essa a realidade que nos parece inevitavelmente restar.
às debilidades do tecido económico português, assente em pequenas e médias empresas conduzidas por homens de 'saber de experiência feito' aos quais faltou sempre, na generalidade, o conhecimento aprendido nos bancos das escolas e das universidades, juntou-se a inabilidade dos sucessivos governos em: perspectivar uma política fiscal adequada; desenvolver um estado social sub-financiado, por isso insustentável; promover o 'amiguismo' em desfavor da competência; sujeitar-se aos ditames da 'união europeia' no desmantelamento do aproveitamento dos nossos vastos recursos endógenos localizados no mar; desamparar 'clusters' tradicionais como a 'cortiça', o 'vinho' e...o 'futebol'...
consequência?...
o recurso ao endividamento externo.
aniquilada a economia dita informal ou paralela - e bem - um empreendedorismo pouco ou nada culto, sem horizontes, tem prevalecido.
na administração do estado, os 'boys' misturam-se com 'gurus' de pacotilha, forjados na benevolência dos corredores abrigados das dificuldades, do 'largo do rato' ou da 'rua de são caetano', quase todos com estágio muito bem remunerado em 'são bento'.
'professores', burocratas e 'patos bravos' dominam este país.
como é que tudo isto foi possível?...tendo nós dos mais capazes trabalhadores, dos melhores vinhos, cortiça e jogadores de futebol do mundo, do melhor peixe, do pargo à sardinha, do melhor e mais duradouro sol da europa?!...
somos todos culpados.
duas reuniões marcadas para amanhã.
numa delas, as 'associações distritais' vão trocar 'conselheiros de justiça' por benesses do executivo federativo em vez de tratarem de imediato da cada vez mais instante questão da adequação dos 'estatutos' do futebol às leis do país ; na outra, na 'cimeira ps/psd', os sociais-democratas vão trocar a descida do 'iva' nos iogurtes pela diminuição da frota automóvel em alguns ministérios.
entretanto,
o deputado agostinho branquinho já trocou a chatice da 'assembleia da república' por um chorudo salário na 'ongoing' e os 'russos' trocaram, com os 'estados unidos', a candidatura ao 'mundial de 2022' pela de '2018' (dentro deste último tema, angel villar ainda não confirmou ter trocado o '2018' pelo '2022' com o 'qatar').
um tribunal decidiu trocar, a carolina salgado, dez meses de prisão por 300 horas de trabalho comunitário.
[já agora, pergunto-me, que serviço à comunidade poderá a senhora vir a prestar?...]
enquanto isto, os portugueses vão trocando o seu futuro pelo desespero.
proponho que o governo, logo que veja aprovado o seu 'orçamento', este, decrete a partir do ano de 2011 a existência de um dia especialmente dedicado aos inadimplentes.
qual dia?...
pode ser qualquer um do calendário...ou mesmo todos, os 365 (366).
já ouvi vinte e três políticos bem instalados na vida, meia dúzia de figuras públicas melhor reformadas, quatro banqueiros, dizerem que não há vida se não houver 'orçamento'.
também não tenho dúvidas, embora não se tenham pronunciado em voz alta sobre o tema, que da mesma opinião serão os milhares de gestores, 'boys' e afins instalados nas empresas públicas, público-privadas, mistas, participadas e outras que se distribuem pelo país.
no mesmo sentido será o voto dos 97 deputados do 'partido socialista' - não por todos concordarem com a asserção mas porque quase todos entrevêem no horizonte temporal próximo a necessidade de voltarem a ser escolhidos para o desempenho de tão grande 'sacrifício'.
juntem-se mais dois milhões de pessoas que por ignorância e falta de cultura democrática reverenciam quem está no poder, seja qual for a cor daqueles que o ocupam.
com boa vontade poderemos dizer que um quarto dos portugueses, pelas razões mais diversas, entende ser vital a aprovação deste 'orçamento' que não é neutro, que contém em si, mais do que o agravamento imediato do já fraco nível de vida dos portugueses, o espectro da recessão económica, da destruição da pequena e média malha empresarial do país, do aniquilamento da classe média, no limite, a fome e a miséria generalizadas.
e os outros 6/7 milhões que (sobre)vivem neste país?...o que pensarão desta questão?:
- será que a vida deles se vai modificar se não houver 'orçamento' aprovado?...
- se a alta finança internacional, em consequência, reduzir e encarecer o dinheiro que 'cede' a portugal, sobretudo para financiar os devaneios do estado, será que este corte vai afectar a vida daqueles aos quais a banca já não empresta um tusto?...
- o que é que piorará no dia-a-dia dos 2 milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza e dos outros 2 que para lá caminham?...a sopa vai ter mais batata e menos couve?... os cobertores distribuídos no inverno mais fibra e menos lã?...
para concluir este devaneio em voz alta sobre o tema que marca a agenda do país, quais serão as consequências para 80% da população portuguesa, ou mais, se o 'orçamento' não for aprovado?...
na prática, muito poucas ou mesmo, para a maioria, nenhumas.
é a minha profunda convicção.
o inverno que se aproxima a passos largos adivinha-se gelado...para a bolsa dos portugueses.
mas o pior são as perspectivas que o verão de 2011 nos oferece: tempos ainda mais frios!...
será sem sombra de dúvida um verão boreal em tudo o que diga respeito à economia, de bater o queixo porque será muito escasso o agasalho que possamos vir a receber da actividade económica, do 'emprego' e das coberturas sociais.
no futebol, contudo, devido ao facto de a porta de entrada no 'euro 2012' ter sido pela 'equipa' de paulo bento reaberta com a vitória da passada sexta-feira sobre a 'dinamarca', a passagem do duro inverno será suportada com maior estoicismo porque sabemos que, logo em junho, teremos a possibilidade de aquecer o coração e a alma com a sopa quente que será a desforra sobre a 'noruega'.
isto, é claro, se...
ganharmos esta noite aos 'islandeses', uma selecção fraca (100ª do ranking 'fifa'), de um país que tem uma população semelhante, em número, à do 'algarve', um povo que gosta mais de 'andebol' e 'hóquei no gelo' do que, propriamente, de futebol.
e é tudo isto que irá acontecer.
só não sei por quantos mais golos, a vitória de hoje, nem por quantos mais pobres as derrotas nos muitos amanhãs que se seguem...
"Daqui a cinco anos, Portugal será o país que vai ficar pior na fotografia da Europa tirada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Depois de entrar em recessão no próximo ano, a economia vai voltar a crescer em 2012, mas a um ritmo mais lento do que qualquer outro país da União Europeia (UE). Além disso, terá o maior défice orçamental e externo, a quarta pior taxa de desemprego e a quinta maior dívida pública da UE. E já nem mesmo poderá consolar-se com a situação da Grécia, que voltará a crescer acima de dois por cento já em 2013.
(...)
Logo a partir de 2012 e até 2015 (que é até onde vão as projecções do FMI), Portugal será o país que vai crescer menos na UE. Daqui a cinco anos, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentará uns tímidos 1,2 por cento, menos de metade da média prevista para os 27 países da UE (2,77 por cento). A Espanha e a Irlanda, dois países que, tal como Portugal, têm sofrido o ataque dos mercados internacionais sobre a dívida pública, vão regressar ao crescimento já no próximo ano e, em 2015, estarão a crescer 2,01 e 3,49 por cento, respectivamente.(...)"
(no 'público')
mais desesperante do que viver com as dificuldades de hoje é saber que não nos dão a mínima hipótese para pensar num amanhã.
não sou daqueles que culpam os nossos governantes por tudo o que de mal nos acontece.
só os abomino por isto, de nos deixarem sem futuro.
"Na última análise feita, estaríamos muito próximo dos 25 mil ingressos vendidos, o que está muito aquém daquilo que esperaríamos para um jogo desta importância."
(álvaro albino da 'fpf', segundo a 'tsf')
o tempo poderá não estar a ajudar mas o preço dos bilhetes - 25, 20 e 15 euros - muito menos.
uma imperdoável falha da 'fpf' na 'organização' deste importante jogo.
"O grande candidato (para o 'sporting') seria por exemplo Roman Abramovich, ou o xeque Mansour bin Zayed (proprietário do Manchester City)."
(abrantes mendes, ex-candidato à presidência do 'sporting')
nunca o 'sporting' foi tanto - mais do que de 'portugal' - portugal!
economicamente falido, financeiramente insustentável, sem crédito junto da banca, com absoluta falta de soluções à vista, observado por todos (de dentro e de fora) com enorme descrença, em suma, depositado nas mãos de um milagreiro oriundo das petrolíferas 'rússia', peninsula arábica, de 'angola', ou, no caso do país, do apátrida 'fmi'.
'portugal', no futebol e na 'dívida', ou melhor, no risco de incumprimento desta, ocupa lugares destacados nos respectivos 'rankings' mundiais, o 8.º e 6.º lugares, respectivamente.
como as coisas estão e com as perspectivas que se avizinham corremos rapidamente o risco de vir a abandonar o 'top10' no futebol enquanto nos aproximamos vertiginosamente do 'pódio' no que respeita aos melhores do mundo da bancarrota.

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