a renúncia ao cargo da governadora do alaska, sara palin, mais não é do que o anúncio mais ou menos claro da sua vontade de ganhar a nomeação republicana para a corrida à 'casa branca', em 2012. gostei do 'mail que o nosso amigo diogo - algarvio residente nos 'states' e leitor atento e assíduo deste blogue - me enviou, sobretudo do seu 'sublinhado' final: "Não sei se já sabes que a Sara Palin renunciou ao posto de governador do Alaska.... Ninguém sabe ao certo porquê... Para mim, para se candidatar a Senador e mais tarde à Presidência. Vamos esperar! Com Hilary Clinton fora de 'jogo' é o candidato feminino com mais chances... A seguir a uma pessoa de cor uma mulher vem mesmo a calhar..."
em meados de outubro do passado ano, a menos de um mês do desenlace da renhida campanha presidencial norte-americana que colocou barack obama na 'casa branca', uma figura apelidada 'joe the plumber' (joe, o canalizador) surgiu no pico da corrida eleitoral a dar uma 'ombrada' à candidatura do senador mc cain. o seu 'caderno reivindicativo' usado como 'muleta' da candidatura republicana 'obrigou' barack obama a reafirmar e consolidar o seu compromisso político com a defesa dos interesses da classe média norte-americana. este arrazoado-síntese da história recentíssima serve para sublinhar que: 'enquanto a grande 'américa' se compromete a resolver os problemas dos pequenos; o pequeno 'portugal' continua empenhado - e a empenhar-se! - em solucionar as asneiras dos grandes'.
durante a transmissão da posse de barack obama, como presidente dos estados unidos, 'live' na 'cnn', alguém comentou que a emoção que trespassava a enorme multidão que assistia à cerimónia assemelhava-se à revelada em semelhante ocasião, embora noutro país e com outra pessoa, dessa vez com nelson mandela. não posso dizer que sim, nem que não, mas pareceu-me uma comparação feliz.
"O Algarve – berço do cão d’água português – tem um exemplar do melhor amigo do homem pronto a viajar para os Estados Unidos. Ele está no Centro de Reprodução e Criação de Cães d’Água, situado no Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, à espera de um sinal verde de Washington. A embaixada dos Estados Unidos da América já foi contactada pelo Turismo do Algarve e o embaixador reagiu de forma entusiasta à oferta, tendo prometido fazer todas as diligências em Washington para obter uma resposta positiva da família Obama. Para esta iniciativa, o Turismo do Algarve conta com a colaboração do Parque Natural da Ria Formosa e, em especial, da criadora responsável pelo afável exemplar em questão. Outrora ameaçado de extinção, este cão pescador de porte médio é corajoso, inteligente, alegre e muito dócil. De temperamento extrovertido, o cão d’água português é em particular amigo das crianças e será um perfeito companheiro de brincadeiras para as filhas do presidente Obama."
o novo presidente da maior potência do mundo - barack obama - está indeciso entre levar para a 'casa branca', para entretenimento e companhia das filhas, um 'cão-de-água algarvio' ou, em alternativa, um 'híbrido' 'inventado' há pouco mais de uma dezena de anos que alguém terá etiquetado de 'labradoodle'(?). confesso que a minha primeira preocupação - vindo a escolha a recaír num verdadeiro cão, como espero - foi pensar que o desgraçado do bicho teria que se deslocar frequentemente ao 'potomac' para tomar um banhito. depois lembrei-me de toda a água que bush filho foi acumulando naquela casa, ao longo dos últimos oito anos, e fiquei completamente descansado.
nota (1): já estou a ver o 'cão', no 'inauguration day' - enquanto mija no tapete da 'sala oval' (...essa onde a mónica bateu com a cabeça no tampo da secretária, depois de...) - ao telefone com o responsável pelo sapal de castro marim, ladrando alto e em bom som: 'podem soltar o fogo!...'
nota (2): depois-de-um-algarvio-em-belém...
(actualizado, 1.40 am)
depois de ter escrito esta 'entrada' é que me apercebi que se os obama optarem por um cão-de-água algarvio, preto retinto como mandam as regras, bem podem mudar o nome à 'casa (branca)' e aumentarem os 'pontos de luz'... é que no meio daquela 'pretidão' toda será difícil lobrigar - ia escrever, um 'caralho'! - o que quer que seja!...
desta vez a 'branca' vai comer a peça 'preta' quando há dias tinha sido a (peça) preta que comeu a branca. normal acontecer numa 'casa branca' de um jogo de 'damas'.
nota 1 - consta que esta peça preta não se importa de ser comida por brancas. (nem por pretas);
nota 2 - como é que se diz 'tralha guterrista' na língua norte-americana?;
entrevistado por jay leno, ontem no 'tonight show', o senador john mc cain à pergunta de como têm sido os seus dias depois da derrota eleitoral do passado dia 4, respondeu humoradamente: “I sleep two hours, wake up and cry. sleep two hours, wake up and cry” - (como todos os bébés) durmo duas horas, acordo e começo a chorar, durmo (mais) duas horas, acordo e volto a chorar, traduziria com alguma liberdade.
esta noite, durante o jantar de homenagem a um homem cuja simplicidade e empatia com a sociedade farense e algarvia, no último meio século, não pode ser ignorada, falo do zé louro, tive oportunidade de confirmar com alguns amigos (como sabem, nas homenagens como nos funerais fala-se de tudo e de todos menos dos visados) a opinião sobre a excelência do discurso que barack obama proferiu no 'grant park', em chicago, minutos após ter visto confirmada pelo voto a sua eleição para a presidência dos 'estados unidos da américa'. para além do largo consenso sobre o mérito do conteúdo estivémos sobretudo de acordo com a 'musicalidade' da intervenção: um inolvidável 'gospell' 'cantado' por barack obama, 'contracantado' pelas expressões, lágrimas furtivas e, na parte final, com as vozes das centenas de milhar de pessoas presentes.
deixo-vos a empolgante 'parte final' do discurso (restante aqui)
segue-se o texto integral do 'speech', traduzido, a partir de um 'roubo' feito ao pedro aniceto que por sua vez o terá, creio, 'roubado' noutro lado.
"Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta. É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença. É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis. Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América. É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia. Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América. Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain. O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta. Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses. Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama. Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca. E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites. Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato. E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América. E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso. Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir. Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós. Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa. Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono. Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra. Esta vitória é vossa. E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim. Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século. Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós. Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos. Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar. O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá. Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá. Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas. Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas. Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono. Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam. Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício. Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos. Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem. Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política. Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso. Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos. E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente. E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar. Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável. É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã. Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos. Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele. E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos. Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos. Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos. Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos. Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos. Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação. E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. Sim, podemos. América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito? Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos. Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América
barack obama ganhou e pronto! fê-lo em toda a linha e de uma maneira clara. muito mais clara do que os primeiros resultados prenunciavam. gostei do discurso da vitória: teve o registo e o conteúdo adequados. temos homem! agora há que lhe dar o tempo que ele sabe, melhor do que ninguém, que o não tem.
não queria terminar este tema, o da vitória histórica do primeiro presidente afro-americano, eleito por mais de 80% do voto jovem (até aos 29 anos), perante um adversário sério que nunca virou cara à dura empreitada, pese ter contra ele todos os erros de uma administração vergonhosa, a de bush filho. referindo-me à 'noite eleitoral' de ontem na 'sic notícias', não posso deixar de dizer que josé pacheco pereira me meteu dó! não tanto pela pobreza da análise em que se está a tornar recorrente mas, sobretudo, pelo ar devastado que revelava. pacheco pereira era ontem um homem completamente derrotado!... infelizmente, sem a postura e a nobreza de carácter de john mccain.
entre os vários 'widgets' disponíveis para acompanhar ao minuto, mais exactamente cada 2 minutos, as eleições desta madrugada nos 'estados unidos', escolhi este da 'msnbc'. espero que funcione.
(11,50 pm) primeiras projecções (cuidado! são de origem 'democrata):
The states looking good for Obama:
Florida: 52 percent to 44 percent Iowa: 52 percent to 48 percent Missouri: 52 percent to 48 percent North Carolina: 52 percent to 48 percent New Hampshire: 57 percent to 43 percent Nevada: 55 percent to 45 percent Pennsylvania: 57 percent to 42 percent Ohio: 54 percent to 45 percent Wisconsin: 58 percent to 42 percent Indiana: 52 percent to 48 percent New Mexico: 56 percent to 43 percent Minnesota: 60 percent to 39 percent Michigan: 60 percent to 39 percent
The states where McCain is leading in exit polls:
Georgia: 51 percent to 47 percent West Virginia: 45 percent to 55 percent
(1,45 am) - a 'bbc' dá a vitóriaa obama no estado chave da 'pennsylvania';
(4,00 am)
- a 'cnn' diz que barack obama será o 44º presidente dos ee uu;
foi notória a ansiedade instalada na equipa do 'sporting' na importante partida que lhe poderia dar, como veio felizmente a acontecer pela primeira vez na sua história, acesso aos 'oitavos' da 'liga dos campeões'. na primeira metade chegou a ser confrangedora a incapacidade da equipa leonina de manter a bola no pé e, daí, com um mínimo de trambelho, rumar à baliza da equipa do 'shakhtar'. também, diga-se, muito por mérito da equipa de mircea lucescu que com a ratice que lhe é reconhecida, sacudida a pressão inicial, soube urdir uma trama que tapou completamente os espaços ao 'sporting'. como tudo está bem quando acaba bem, salientem-se, para além do mérito desportivo da ultrapassagem da fase de grupos e do contributo para a melhoria do 'ranking' nacional, as 'benesses' de ordem económica que daí advirão e que neste momento constituem um 'sapatinho' antecipado para os administradores da 'sad' verde-e-branca. preenchida a minha segunda expectativa do dia avancemos confiadamente para a 'terceira', a eleição de barack obama.
a irmã cecília gaudette, de 106 anos, disse que vai votar, para a presidência dos estados unidos no próximo dia 4 de novembro, no senador barack obama. deus nosso senhor lhe dê vida e saúde para que possa chegar até lá.
(capas das biografias, em 'bd', dos dois candidatos)
o debate, barack obama-john mccain, dentro de meia hora na 'sic-n' e 'rtp-n', com tradução simultânea para o português; ou na 'cnn', na língua de origem.
"The status of the polar bear has become a battleground in the debate on global warming. In May the US department of the interior rejected Palin's objections and listed the bear as a threatened species, saying that two-thirds of the world's polar bears were likely to be extinct by 2050 due to the rapid melting of the sea ice. Palin, governor of Alaska and the Republican nominee for US vice-president, responded last month by suing the federal government, to try to overturn the ruling. The case will be heard in January."
quem quiser acompanhar esta deliciosa 'história' tem um muito bem humorado 'resumé' (também) no 'guardian'. mas o que agora pretendo é, aos eventuais interessados, chamar a atenção para o debate entre os dois candidatos à vice-presidência norte-americana, sarah palin e joe biden, esta madrugada às 2,00 horas ('sic notícias', 'cnn').
" (susan sarandon) vai lutar para que todos os cidadãos do mundo possam votar para escolher o Presidente da América. 'Se destabilizamos o mundo de uma forma tão grande, acho que vocês deviam ter uma palavra a dizer'."
(no 'público')
a actriz susan sarandon não teve papas na língua quando ontem, numa conferência de imprensa em lisboa, comentou vários aspectos da sociedade norte- americana. particularmente, gostei da defesa da tese do sufrágio por todos - este sim verdadeiramente universal - para a eleição do ocupante da 'casa branca', em washington. estou convencido que, se fosse essa a regra a vigorar, já no próximo mês de novembro, o candidato john mc cain sairia de cena assobiando mais 'de fininho' do que alguns patos que eu bem conheço o terão feito ontem à noite.
espero que esta madrugada, à falta de 'bailout', o barack obama dê um 'bailin(ho)', da madeira, ao mccain.
nota:
num comentário (pm misha) hoje recebido um jovem farense, de momento na 'polónia', diz, e transcrevo:
"todos os que cá vêm sabem que o AB é do farense, do sporting e que não gosta do madail."
faltou-lhe, conforme se pode confirmar pela amostra junta, dizer que AB também não gosta do bush nem dos seus sucedâneos, por mais que lhe tentem disfarçar o estilo ou o 'sabor';
e não me venham dizer que num lado está o mccain e no outro o bill clinton.
(óh cristina! explica-me lá, tu que percebes destas coisas, como é que o mccain vai poder ganhar o voto feminino depois desta exibição do mais puro 'dressed to kill' por parte de um conhecido leque de entrevistadoras norte-americanas?...)
" Capitalism is the economic system in which the means of production are owned by private persons, and operated for profit and where investments, distribution, income, production and pricing of goods and services are predominantly determined through the operation of a free market. Capitalism is usually considered to involve the right of individuals and corporations to trade, incorporate, employ workers, and use money, in goods, services (including finance), labor and land. By definition, production and distribution in a capitalist system are governed by the free market rather than state regulation, though this does not exclude the state defining and enforcing the basic rules of the market and may include the provision of a few basic public goods and infrastructure."
(da 'wikipédia')
pelo andar da carruagem, um dia não distante destes, george bush e, depois, quem se lhe seguir tornar-se-á num dos felizes(?) maiores proprietários de 'activos' financeiros de que o camarada josé estaline, dos tempos da defunta, odiada e auto apelidada comunista 'união soviéica', alguma vez poderia vir a imaginar!
talvez o enorme abalo que atravessa o sistema financeiro mundial com epicentro nos estados unidos venha obrigar os dois candidatos à liderança da maior potência do planeta, obama e mc cain, a centrarem os seus discursos e programas no que realmente é importante para a sociedade americana e para o mundo: a área económica e social em vez da 'cauboiáda' de quem é o melhor comandante-chefe.
" A taxa mais alta de preferência por Obama regista-se em França (85 por cento), seguida pela Holanda (85 por cento) e pela Alemanha (83 por cento), enquanto que a taxa mais alta de preferência pelo senador McCain se regista em Portugal (35 por cento), seguida pela Holanda (33 por cento), Espanha (33 por cento) e Reino Unido (33 por cento)."
os norte-americanos estão habituados a lidar e a controlar, mais ou menos com sucesso, katrina aparte, os danos provocados pelos furacões que lhes entram pelo território adentro, vindos do sul. agora o seu segmento democrata, entrincheirado atrás da candidatura de barack obama, deverá começar a preocupar-se, e bastante, tendo em conta a amostra desta madrugada, com aquela outra força da natureza desta vez vinda do lado norte: a governadora do alaska, sarah palin.
uma madrugada dividida entre o 'us open', em ténis - do embate das manas williams a uns 'quartos' com rafa nadal - e a convenção republicana, onde é enorme a expectativa que está criada em torno do discurso da candidata à vp, sarah palin, senhora que não tem tido a vida nada fácil nas últimas horas. vamos lá ver o que isto tudo dará...
(hilary clinton, na convenção 'democrática' de denver)
vi, ouvi e, posteriormente, li, o esperado discurso da senadora clinton na convenção do partido democrata norte-americano, em denver, apoiando a nomeação (neste momento já decidida por aclamação) de barack obama à corrida presidencial de novembro próximo. foi demasiado óbvio que se o conteúdo não poderia, nem deveria, ser outro, já quanto à forma um maior entusiasmo teria sido apreciado. (talvez o 'husband', esta madrugada, compense.) são evidentes na candidatura democráica os efeitos de umas 'primárias' demasiado beligerantes que deixaram feridas não tratáveis em três meses. com o risco de cometer tremenda blasfémia junto do eleitorado progressista dos 'estados unidos' arriscar-me-ia a sugerir que os mandantes da campanha de obama conhecessem as sábias palavras - e procedessem em conformidade - do doutor cunhal quando pediu aos seus seguidores que tapassem os os olhos e votassem...em mário soares, nas presidenciais de 1986. dizia na altura o secretário-geral do partido comunista que os seus membros teriam que conseguir engolir tal sapo. eu, hoje, diria mais: se os 'democratas' não se unirem e votarem quase unanimemente no senador do illinois arriscam-se, em novembro, a ter que comer com o 'elefante' mac cain nos próximos quatro anos.
a caminhada de barack obama para a 'casa branca' a seguir atentamente nos próximos dias em tudo quanto é jornal ou blogue. dos últimos, este, por exemplo.
hoje ficou claro que fomos para os 'jogos olímpicos' antecipadamente derrotados pelas surperstições chinesas. não fora a mania que os simpáticos 'chinocas' têm de que o número 'oito' dá sorte e estas 'olimpíadas' teriam começado, não no passado dia 8 mas no dia certo, hoje, 21 de agosto. dia iniciado com as excelentes ana cabecinha e vera santos nos 20 km marcha, 8º. e 10º. lugares, terminando com a enorme rabada que nelson évora deu, na final do 'triplo', ao vaidoso do idowu para além de ainda ter resolvido o 'charuto' do gajo das bahamas, sands, na terceira tentativa. uma prova categórica e autoritária do nosso saltador que respondeu sempre, de imediato, às 'provocações' que os seus mais directos adversários lhe fizeram. parabéns campeão!
" Decisão sobre número dois pode estar próxima. O tempo das conferências de imprensa e dos discursos televisivos está ultrapassado: Barack Obama irá anunciar a sua escolha para candidato à vice-presidência dos EUA através de mensagens de telemóvel. O candidato democrata à Casa Branca já provou não recear recorrer às novas tecnologias na sua campanha, afinal é o campeão da recolha de fundos através da Internet."
ao que se diz não surpreende, nem desagrada, a utilização de uma das mais generalizadas formas de comunicar, o 'sms', por parte do candidato democrata à 'casa branca', barack obama. já não se poderá falar de agrado quanto à forma adoptada por carlos queiroz para divulgar a lista dos convocados, através do 'site' da 'federação portuguesa de futebol', essencialmente junto dos jornalistas, naturais mediadores de tais notícias, que vêem desta maneira ser-lhes retirado algum 'pão' da boca. se scolari não falava dos não-convocados, agora queiroz não fala de ninguém. ou seja, está inaugurada uma nova época: a do nem por que não...nem por que sim! a mim, como já o disse anteriormente, a coisa 'não me aquenta nem arrefenta' porque o que mais sobressaía dessas 'paleolíticas' conferências de imprensa era o acervo de banalidades produzidas. nas perguntas e nas respostas.
"De acordo com a declaração de contas à Federal Electoral Commission (FEC), a senadora de Nova Iorque continua a recorrer à sua fortuna pessoal. Até ao final de Abril, a senadora de Nova Iorque já tinha "emprestado" 10 milhões de dólares à sua própria campanha - e aparentemente, para fazer face às despesas de Maio, teria de voltar a recorrer à sua conta bancária: os números ainda são provisórios, mas a candidata já terá investido mais 1,4 milhões de dólares. Os analistas começam a explicar a determinação de Hillary em perseguir a nomeação como uma forma de ganhar tempo para lidar com os seus problemas financeiros. Alguns falam num possível acordo de cavalheiros segundo o qual Barack Obama - que em Abril conseguiu angariar 31 milhões de dólares, além da adesão de cerca de 200 mil novos doadores - ajudará no pagamento da dívida em troca da desistência de Clinton."
há dez anos dizia-se que a mesa de trabalho (não confundir com secretária) do presidente dos estados unidos, bill clinton, tinha uma pertinente chamada de atenção debaixo do tampo: 'cuidado com a cabeça'. tudo isto sobre a peça de 'ourivesaria', não de gondomar, feita pela, que ficou, famosa monica lewinsky. assunto que nunca mais vinha à baila na campanha eleitoral para a nomeação democrata, nos estados unidos. hoje, veio. os gajos que tratam da 'barraca' do obama deviam estar fartos de serem enxovalhados...
dizem que a prostituição é a mais velha profissão do mundo. não é. como escreveu karl marx, todo o trabalho produzia uma mais valia, logo: um apropriador da mesma. a queda do poder feudal, o ressurgimento e consequente ascensão das classes médias, a imprensa e o aumento da fluidez da informação, veio-nos revelar outro vértice dessa relação obrigatória: o facilitador da mesma, ou seja, o político. todo este arrazoado, intelectualmente pró pretensioso, para dizer que estranho que alguém tenha estranhado o facto do governador de nova iorque, o senhor spitzer, ter sido apanhado (foi através de uma escuta telefónica e essas merdas, lá, contam) nas putas!!!... como procurei demonstrar, com a bengala do marx é certo, desde que o homem é homem que as putas e os políticos coexistem.
nota há aqui um facto que não é dispiciendo. o governador spitzer é um apoiante da senhora clinton e todos sabemos que a nomeação do candidato democrata à casa branca não está nada fácil. e barack obama está farto de levar pontapés nas partes baixas...
o senador mc cain, depois de ter visto confirmada a sua nomeação por parte do partido republicano, foi hoje recebido pelo presidente bush que lhe terá garantido todo o seu apoio. o lado republicano vê este gesto com bons olhos pois, assim, não faltará o 'pilim' tão necessário ao confronto final com o candidadto democrata, venha ele a chamar-se obama ou hillary clinton. o curioso é que os democratas também ficaram encantados com o 'endorsement'. dizem que este 'empurrão' poderá levar o simpático velhote a... bater com as ventas na torneira'.
a minha. nestes últimos dias tem-se-me vindo a consolidar a ideia que a senhora clinton se vai safar na madrugada que agora começa (em vermont não parece).
cá ficarei, de olhos bem abertos, para ver se é assim. ou não.
para quem, como eu, segue apaixonadamente (não me perguntem porquê) a nomeação democrata às presidenciais norte americanas, de novembro próximo, deixo-vos um útil instrumento de cálculo que permite avaliar, a par e passo, as possibilidades ainda abertas aos dois concorrentes. sempre conforme as percentagens que irão obtendo ao longo das próximas, e definitivas, votações primárias.
no arranque das presidenciais norte-americanas, com os resultados verificados no 'caucus' de iowa, ficou claro que a senhora clinton vai ter muito que pedalar para ganhar a nomeação democrata à 'casa branca'. só muito remotamente terei algo a ver com o assunto mas como sou sensível à mudança e ao renovação (no espaço schengen e fora dele) confesso que a figura do senador barack obama me é, particularmente, simpática.
aconteceu na passada quinta-feira. um pequeno pássaro 'aliviou a tripa' em cima do presidente norte-americano, george w bush, quando este se dirigia aos jornalistas num dos jardins da 'casa branca' (aqui). muitos disseram que se tratou de uma mensagem divina, bem explícita, alertando-o para a 'merda' que continua a fazer no iraque...
"não se preocupe / seja feliz / ponha um sorriso no rosto / não deprima os outros não se preocupe / seja feliz / não importa o problema / isso passa não se preocupe / seja feliz / eu não estou preocupado"
(da canção 'don't worry, be happy', bobby mc ferrin)
depois do presidente da república ter desdramatizadoas consequências dos, cada vez mais, trapalhões esclarecimentos que têm vindo a ser feitos à polémica licenciatura do primeiro ministro, nada como o conveniente - e conivente - desaparecimento de um, simples, par de 'cinco milhões' de 'mails' na caixa de correio electrónico da administração bush para ficarmos completamente tranquilos no que respeita ao sentido de responsabilidade de quem 'olha' por nós. por cá e no mundo.