"É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na acção cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária."
(fernando nobre em carta dirigida ao presidente da 'assembleia da república', no 'público')
é pena que fernando nobre tenha perdido nos últimos tempos, por renúncia própria, à sua marca, como diz e bem, identitária: a acção relevante que desempenhou durante anos no campo da solidariedade com os mais desprotegidos e flagelados pela guerra, a doença e a fome.
sobretudo lamenta-se o percurso (e discurso) ziguezagueante, contraditório, ingénuo e para a maioria dos portugueses incompreensível que adoptou nos derradeiros três meses.
desbaratar um prestígio granjeado ao longo de uma vida durante um simples trimestre deve ser doloroso.
longe do blogue por perto do mar, a assim continuarei nas próximas horas, vi-me confrontado, num regresso efémero a casa, com novidades que me parecem relevantes.
a saída de andré villas-boas para o 'chelsea', o vexame, aliás previsível, a que fernando nobre foi sujeito esta tarde na 'assembleia da república' e a desconsideração feita por luís filipe vieira a rui costa, com a contratação de antónio carraça, merecem mais do que a simples referência a estes factos.
voltarei, por isso, aos assuntos em causa para um comentário mais detalhado nos próximos dias.
não faço grandes leituras dos resultados eleitorais de ontem para além das óbvias: a 'direita', o que quer que seja que essa designação signifique hoje, ganhou e a 'esquerda', termo também envolto em enorme nebulosidade nos dias que correm, perdeu!
para além disso duas notas que a mim, particularmente, me tocaram:
a primeira relativa a josé sócrates: teve ontem na altura da saída o seu melhor momento. pena não ter tido a mesma lucidez, sabedoria e, sobretudo, igual sinceridade nos últimos anos.
depois sublinhar um sublinhado, passe a redundância, feito numa das 'televisões': o 'cds' de paulo portas teve o melhor resultado eleitoral dos últimos 20 anos...e o pior dos últimos 20 dias, tais foram as expectativas geradas à sua volta que situavam a fasquia nos 13% ou mesmo acima.
por fim o meu 'algarve' que teve um resultado distribuído com todas as principais forças representadas: 4(psd)/2(ps)/1(cdu)/1(cds)/1(be) o que revela um sinal, para mim sempre agradável, de pluralismo de ideias.
sendo o principal critério de recrutamento para o lugar de deputado da nação - por parte do 'psd' e tendo em conta a recente 'contratação' de fernando nobre - o valor aritmético-eleitoral do mesmo, deixava aqui uma outra sugestão ao líder 'laranja':
por que não josé manuel coelho?!(*)...
não digo para encabeçar a lista da 'madeira' - alberto joão jardim não permitiria tal desfaçatez nem mesmo a um político com o pedigree de estadista como possui passos coelho - mas liderar um outro círculo eleitoral?...
o de 'faro', por exemplo?...uma vez que o partido social-democrata é pródigo em mandar cá para baixo gente que nada tem a ver com a região?...
é adquirido que também teriam de lhe garantir um lugar à mesa do 'estado'!
para esse efeito deixo duas sugestões: presidência do 'banco de portugal' ou, em alternativa, a da 'caixa geral dos depósitos', esta última antes da privatização, obviamente.
não constituiria uma má ideia, tomando como raciocínio básico o do presidente do 'psd'.
seria não a maioria absoluta mas a possibilidade de deixarem josé sócrates a um ou dois pontos de distância...
*tomem esta entrada como um 'cartoon' em relação à situação política actual e não como uma menor apreciação das qualidades humanas de josé manuel coelho. não estando tão certo que 'este' convite nunca poderia ter lugar, tenho, pelo contrário, a convicção absoluta que, no oposto de fernando nobre, o zé coelho não se deixaria seduzir por estes cantos de sereias...sem mamas;
num inédito, quase, estou convencido, mundial, o doutor fernando nobre acaba de anunciar um programa a...candidato à presidência do supremo orgão legislativo deste 'país'.
diz ele, dando como adquirida(s) a(s) sua(s) eleição(eleições):
"Sou antes de mais um homem de acção e um patriota.
Serei um Presidente da Assembleia da República escrupulosamente respeitador das instituições e do Estado mas não renegarei nunca as minhas convicções, a minha vocação de humanista, e os valores e desígnios da Cidadania.
Acredito que, com trabalho e diálogo permanente com os grupos parlamentares, é possível reforçar a confiança dos Portugueses no seu Parlamento e estabelecer novas formas de relação com a sociedade civil.
Estou já a preparar um programa que submeterei aos futuros líderes parlamentares para gerar mais consensos, para reforçar o regime e a Democracia, para abrir novas oportunidades de auscultação e diálogo com os Cidadãos.
Terei uma intervenção activa, transparente e mobilizadora. Tudo farei para que o exemplo restitua a esperança e a esperança constitua um factor de unidade em torno da reconstrução de Portugal."
há cerca de oito anos os portugueses aprenderam os alicerces básicos da justiça portuguesa.
foi graças ao caso 'casa pia' que todos nos passámos a familiarizar com os termos da agenda diária do direito criminal: o papel do juiz de instrução, a intervenção da 'procuradoria geral da república' e articulação desta com a 'polícia judiciária, a prisão preventiva e o testemunho para memória futura, os limites das imunidades parlamentares e do segredo de justiça, etc, por aí fora.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: a justiça.
nos últimos tempos, devido à 'crise', fomos introduzidos no sincretismo da linguagem económico-financeira.
como poucos povos no mundo começámos a tratar por tu conceitos como o da 'dívida soberana', o 'pib', as dívidas pública e privada, o 'rating', o 'fmi' e o 'feef', o financiamento da economia, as medidas de austeridade e as consequências associadas.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder executivo.
ao longo dos últimos anos passámos a conhecer melhor e a saber mais profundamente do 'parlamento'. mas, em simultâneo, da indigência cultural, comportamental e política que assiste à maioria dos deputados que, pelo nosso voto (muita atenção!!!) tomam assento na 'assembleia da república'.
também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que assenta o estado de direito: o poder legislativo.
quem tudo isto acompanhou fê-lo através de uma comunicação social maioritariamente impreparada nas matérias que tratava, subjectiva e por isso parcial nas avaliações que sobre os temas de agenda produzia, muito táctica e de um modo geral obediente aos poderes instituídos, políticos, económicos e empresariais.
o que também serviu, infelizmente, para que fossem colocadas a nú as enormes debilidades - as quais essencialmente se mantêm ou mesmo agravaram - que afectam um dos principais pilares em que, subsidiariamente, assenta o estado de direito: o poder mediático comummente tratado como o 'quarto poder'.
propositadamente abstive-me de analisar no mesmo plano dois outros 'poderes' que no dia-a-dia o que fazem ou deixam de fazer também determinam o nosso destino colectivo: o da poderosa 'igreja católica' - o qual, no meu entender, até nem tem estado a ser mal exercido - e o da presidência da república que, ao contrário do anterior, tem prosseguido um ziguezaguiante precurso, alternando o discurso excessivo com a falta de uma prática oportuna porque a mesma lhe poderia ser tacticamente inconveniente.
passei a tarde a assistir ao debate na 'assembleia da república' e o início da noite a ouvir os vários comentadores e analistas políticos que se debruçaram sobre o que ali hoje se passou e as suas previsíveis consequências.
pois bem, quem está convencido que o poder está ao virar da esquina para passos coelho, mais ou menos paulo portas, está, na minha opinião, redondamente enganado.
josé sócrates vai ser um osso muito duro de roer na campanha eleitoral que se avizinha e irá cavalgar o facto das propostas do 'psd' não poderem diferir muito daquelas que o seu governo ( e partido) já tinham defendido.
resultado: daqui a dois/três meses vamos ter mais do mesmo.
nota: por favor não entendam este 'post' como um desejo pessoal mas tão somente como uma avaliação subjectiva que antecipo aos resultados da corrida ao voto que se avizinha.
"Dos 475 votos, o total do quórum da reunião magna, 384 foram a favor, o que corresponde a 80,8 por cento, quando eram necessários 75 por cento, mais um, e 91 contra (19,2 por cento).
São as seguintes as associações que votaram contra: Enfermeiros e Massagistas, Angra, Porto, Guarda, Horta, Leiria e Viana do Castelo.
(...)
Eram 12H35 quando Carlos Coutada, presidente da AF Braga, abandonou a AG da Federação Portuguesa de Futebol. Assim não irá participar na votação dos estatutos.
Segundo Carlos Coutada "é a forma de não atraiçoar a consciência" de quem sempre defendeu a "ingerência abusiva do governo no livre associatismo".
Com esta ausência a possibilidade de se conseguir os 75 por cento para viabilizar os novos estatutos ganha mais força."
como tinha escrito antes, passados dois anos atravessados por discussões estéreis e protagonismos inúteis, os (novos) 'estatutos' da 'fpf' foram finalmente aprovados.
a 'selecção' segue rumo ao 'euro 2012' e os melhores clubes portugueses, cada vez mais com acrescido mérito, às competições europeias que rendem dinheiro e prestígio.
tudo está bem quando acaba bem, diz o povo, pelo menos no que respeita ao futebol português.
quanto ao outro bloqueio, muito mais sério e consequente, aquele em que a sociedade portuguesa tem vivido, confiamos que na próxima quarta-feira algo de bom possa vir a acontecer.
o ministro santos silva dizia hoje que compreendia muito bem a insatisfação que reinava no seio da juventude ( e não só) mas que repudiava a demagogia de acções inconsequentes contra os 'partidos' e os 'políticos'.
ora bem, segundo me apercebi, esta mole de gente prenhe de civismo e alegria que inundou esta tarde as baixas de 'lisboa' e do 'porto', fala-se em cerca de 300.000 pessoas, não está contra os 'partidos' muito menos contra os 'políticos'...
é sim manifestamente adversária DESTES partidos que nos têm governado e DESTES políticos que na 'assembleia da república', apoiando o 'governo' ou na 'oposição', continuam a olhar para os seus umbigos enquanto o povo desvanece.
a dimensão das concentrações, a inorganicidade dos 'promotores', a alegria, a militância e o civismo manifestados, levam à conclusão que para ESTA classe política o pior ainda está para vir...
falta que a isso corresponda que o melhor para o país está a chegar.
luís nazaré, presidente da 'mesa da assembleia geral' do 'sl e benfica' não é propriamente o decalque - naquilo que são as arquitecturas institucionais do dois emblemas - de rogério alves, este último que exclusivamente preside ao plenário dos accionistas da 'sad' sportinguista e não ao dos associados do clube.
no entanto têm os dois mantido, nos últimos tempos, intervenções públicas em matérias respeitantes às suas duas equipas de futebol, mais rogério alves que luís nazaré, marcadas por um cunho crítico com incidência em matérias técnicas que são do foro exclusivo dos treinadores e, 'pour cause', dos executivos que os contratam e supervisionam.
não vou para aqui chamar à discussão o possível mérito, ou demérito, das observações que fizeram.
prefiro, antes, sublinhar a dispensabilidade das mesmas por produzidas por quem tem a função social nas respectivas agremiações de unir e, nunca por nunca, de dividir os seus universos associativos, sejam eles o das 'acções' ou o, mais vasto, dos 'corações'.
em reforço da minha tese chamo à colação a intervenção pública de figuras como jaime gama, que preside ao plenário dos deputados sem nunca ousar pôr em causa a bondade da acção dos mesmos ou das intervenções ou omossões do executivo governamental, ou, num plano mais 'bem acomparado', o do cidadão fernando alberto pinto, o qual, se lhe retirarmos, como propositadamente o fiz, o apelido sardoeira ninguém dirá tratar-se do presidente da mesa da 'assembleia geral' do 'fc do porto'.
"Foi uma década perdida para Portugal. O nosso país foi o terceiro que menos cresceu nos últimos dez anos, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), citados pelo espanhol 'El País'."
ao fazer a minha rotina matinal, depois daquelas mais prosaicas, a de passar os olhos pelos jornais, deparei-me com a notícia de que o meu país tinha sido o terceiro que menos crescera no mundo, nesta primeira década do século 21.
posteriormente, mão amiga fez-me chegar o 'link' da origem da mesma, o diário espanhol 'el país'.
tudo isto se está a tornar demasiado preocupante sobretudo para as gerações vindouras, não (só) pelo que se passou para trás mas, principalmente, pela falta de perspectivas quanto ao futuro.
estamos a caminhar para o abismo, é essa a realidade que nos parece inevitavelmente restar.
às debilidades do tecido económico português, assente em pequenas e médias empresas conduzidas por homens de 'saber de experiência feito' aos quais faltou sempre, na generalidade, o conhecimento aprendido nos bancos das escolas e das universidades, juntou-se a inabilidade dos sucessivos governos em: perspectivar uma política fiscal adequada; desenvolver um estado social sub-financiado, por isso insustentável; promover o 'amiguismo' em desfavor da competência; sujeitar-se aos ditames da 'união europeia' no desmantelamento do aproveitamento dos nossos vastos recursos endógenos localizados no mar; desamparar 'clusters' tradicionais como a 'cortiça', o 'vinho' e...o 'futebol'...
consequência?...
o recurso ao endividamento externo.
aniquilada a economia dita informal ou paralela - e bem - um empreendedorismo pouco ou nada culto, sem horizontes, tem prevalecido.
na administração do estado, os 'boys' misturam-se com 'gurus' de pacotilha, forjados na benevolência dos corredores abrigados das dificuldades, do 'largo do rato' ou da 'rua de são caetano', quase todos com estágio muito bem remunerado em 'são bento'.
'professores', burocratas e 'patos bravos' dominam este país.
como é que tudo isto foi possível?...tendo nós dos mais capazes trabalhadores, dos melhores vinhos, cortiça e jogadores de futebol do mundo, do melhor peixe, do pargo à sardinha, do melhor e mais duradouro sol da europa?!...
já ouvi vinte e três políticos bem instalados na vida, meia dúzia de figuras públicas melhor reformadas, quatro banqueiros, dizerem que não há vida se não houver 'orçamento'.
também não tenho dúvidas, embora não se tenham pronunciado em voz alta sobre o tema, que da mesma opinião serão os milhares de gestores, 'boys' e afins instalados nas empresas públicas, público-privadas, mistas, participadas e outras que se distribuem pelo país.
no mesmo sentido será o voto dos 97 deputados do 'partido socialista' - não por todos concordarem com a asserção mas porque quase todos entrevêem no horizonte temporal próximo a necessidade de voltarem a ser escolhidos para o desempenho de tão grande 'sacrifício'.
juntem-se mais dois milhões de pessoas que por ignorância e falta de cultura democrática reverenciam quem está no poder, seja qual for a cor daqueles que o ocupam.
com boa vontade poderemos dizer que um quarto dos portugueses, pelas razões mais diversas, entende ser vital a aprovação deste 'orçamento' que não é neutro, que contém em si, mais do que o agravamento imediato do já fraco nível de vida dos portugueses, o espectro da recessão económica, da destruição da pequena e média malha empresarial do país, do aniquilamento da classe média, no limite, a fome e a miséria generalizadas.
e os outros 6/7 milhões que (sobre)vivem neste país?...o que pensarão desta questão?:
- será que a vida deles se vai modificar se não houver 'orçamento' aprovado?...
- se a alta finança internacional, em consequência, reduzir e encarecer o dinheiro que 'cede' a portugal, sobretudo para financiar os devaneios do estado, será que este corte vai afectar a vida daqueles aos quais a banca já não empresta um tusto?...
- o que é que piorará no dia-a-dia dos 2 milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza e dos outros 2 que para lá caminham?...a sopa vai ter mais batata e menos couve?... os cobertores distribuídos no inverno mais fibra e menos lã?...
para concluir este devaneio em voz alta sobre o tema que marca a agenda do país, quais serão as consequências para 80% da população portuguesa, ou mais, se o 'orçamento' não for aprovado?...
na prática, muito poucas ou mesmo, para a maioria, nenhumas.
"Os deputados socialistas eleitos pelo Algarve questionaram, esta quinta-feira, a Comissão Europeia sobre a legalidade da introdução de portagens na Via do Infante, uma vez que grande parte dela foi financiada por fundos comunitários e só mais tarde foi incluída no sistema SCUT."
"A abstenção do PSD e o voto contra do PS impediram a revogação do decreto-lei que determina a cobrança de portagens nas Scut no Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata. A apreciação parlamentar do decreto-lei foi chumbada com os votos a favor do PCP, do BE e a abstenção do CDS."
(hoje, no 'público')
a desfaçatez deste 'bloco central' de interesses é total.
e receio que fique eleitoralmente impune porque, como eles próprios dizem, 'não existe outra alternativa'.
agora até já 'vendem' o que não é deles! desde logo porque uma parte pelo menos da 'via do infante' não a pagaram, lhes foi oferecida.
durante a próxima visita papal aconselham-se os profissionais da comunicação social que não façam perguntas incómodas a sua santitade ou à sua 'entourage', nomeadamente as que se refiram ao momentoso tema da pedofilia.
é que o 'vaticano' já deverá ter sido informado de que neste país, que é o nosso, é possível às pessoas influentes confiscar 'gravadores' (certamente!), como 'blocos', canetas, telemóveis, enfim tudo o que possa servir de suporte documental a qualquer jornalista no exercício das suas funções, quando estas se vêem confrontadas com perguntas que considerem provocatórias.
esta gentinha não só não revela pingo de decoro na cara, mantendo o exercício de funções de soberania, como passa despudoradamente ao ataque tentando fazer o papel de vítima...
"A deputada eleita pelo PS Inês de Medeiros comunicou hoje a Jaime Gama que vai prescindir da comparticipação nas suas despesas de viagens a Paris, onde tem residência. Medeiros diz que “há limites para tudo”
(no 'público')
absolutamente de acordo.
há limites para tudo. sobretudo em matéria de privilégios de que os senhores deputados gozam quando comparados com os dos comuns mortais.
a frase em título foi(?) susurrada ao ouvido de barack obama pelo vice-presidente norte-americano joe bidden, a propósito da aprovação legislativa do nóvel serviço de saúde nos 'estados unidos'.
tenho a certeza que no telefonema de agradecimento que necessariamente josé sócrates terá feito a manuela ferreira leite, em virtude da abstenção do 'psd' na votação que permitiu a passagem da resolução sobre o 'pec', esta tarde na 'assembleia da república', não terá contido expressão tão prosaica.
julgo que não direi grande disparate se considerar a 'verdade' como um dos pilares principais, se não mesmo o primeiro, do código ético que deverá reger a nossa vida em sociedade.
ora acontece que a agenda política, ultimamente a ser impigida aos portugueses, tem sido dominada pelas audições que a 'comissão de ética' da 'assembleia da república' tem feito a reconhecidas personalidades nacionais que de um modo ou de outro são, estiveram, conotadas com o chamado caso da tentativa do governo de josé sócrates em controlar a 'tvi' e a sua política de informação através da tentada compra desta estação por parte da 'pt', empresa onde o estado tem uma 'participação dourada' e, acrescentaria eu, o 'partido socialista', a nível da gestão de topo e chefias intermédias, goza de uma colaboração amiga e dedicada.
dito isto, por aquilo que tenho visto, lido e ouvido, só posso tirar uma conclusão: montaram este circo todo para nos tirarem qualquer dúvida que ainda pudesse subsistir nos espíritos mais cépticos, que a nível das personalidades a quem nós, cidadãos, confiamos a gestão da causa e da coisa pública, mais outros, instalados nos 'media' e nas empresas que movimentam este país, da 'pt' à 'sonae' passando pelo 'público' e pela 'tvi', repito que dessa gentinha toda, metade dela é mentirosa!...
é ou não verdade que henrique granadeiro ontem disse uma coisa e morais sarmento o seu contrário?...
do mesmo modo que hoje o responsável executivo da 'sonaecom' veio afirmar nos jornais que as declarações do ex director do 'público', josé manuel fernandes, não correspondem à verdade?...
e josé eduardo moniz sobre bernardo bairrão e pais do amaral?...
é por estas e outras que joaquim oliveira, penso eu, se recusou a sentar o rabo no mocho. para que ninguém apareça a desdizê-lo e a chamar-lhe mentiroso.
embora ele tivesse do seu lado as escutas que não mentem. o que, no seu caso, lhe e nos permitiria sempre saber quem é que estaria a faltar à verdade!
'juntou-se a fome por conteúdos da 'pt' com a vontade de comer a 'tvi' por parte do 'partido socialista', a frase síntese que traduz o resultado da inquiriçao parlamentar ao ex-executivo da 'portugal telecom', 'dragão-de ouro' e promotor da 'benfica tv', rui pedro soares, proferida pelo deputado do 'bloco de esquerda', joão semedo.
em terras de sua majestade, a segunda isabel, os deputados são auditados e obrigados a repor o dinheiro que meteram ao bolso em nome do povo.
que tal uma auditoria a são bento?
e se, à semelhança dos que defendem árbitros estrangeiros no futebol pátrio porque os nossos deixam muito a desejar na sua imparcialidade, convidassem este senhor thomas legg, que já revela experiência bastante, para avançar com a tarefa?...
distintos grupos de cidadãos descontentes com as leis que regulam duas poderosas instituições marcantes nas sociedades modernas, o casamento e o futebol, decidiram dirigir-se hoje à sede portuguesa do poder legislativo no sentido de pressionar este a acolher as suas, para eles, justas reivindicações.
ora se no primeiro caso as 90.000 pessoas que defendem a existência de um referendo prévio à consagração legislativa dos casamentos homossexuais, embora sem esperança de suceso, foram bater à porta certa, no outro, aquele que respeita ao pedido de que sejam reforçados os meios de avaliação à disposição das equipas de arbitragem durante o desenrolar das partidas de futebol, no sentido de se ver reforçada a verdade desportiva, não consigo descortinar qual a razão para a entrega deste 'dossier' - do qual sou um dos primeiros subscritores, acrescente-se - a gente que não pode mexer uma palha sobre o assunto???...
ou será que um tema sério como este (que passa exclusivamente pelas mãos da 'fifa' e do todo poderoso anglo-saxónico 'international board') virou andor destinado a transportar meia dúzia de 'santinhos' pró céu?...
porque a pretensão de transformar este país num paladino de qualquer verdade, desportiva ou outra, regido por um estado sem verdade na saúde e na educação, no emprego como na solidariedade social, cuja justiça é aquela que todos conhecemos, que em matéria de combate à corrupção todos os anos desce nos 'rankings, dizia eu, não faz neste momento qualquer sentido ver alguém querer empunhar tão nobre bandeira
bom,
pelo menos deu para soltar uma franca gargalhada,
'ver' rui santos e gilberto madail de braço dado o que deverá ter constituído uma autêntica estreia mundial.
li no 'record online' que 'o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, seguiu com a Selecção para a Bósnia', convicto - como acontece a qualquer português - na qualificação de Portugal para o Mundial da África do Sul'.
nem outra coisa seria de esperar de um membro do governo por maioria de razão patriota primeiro entre servidores menores da pátria por embrenhados na resolução diária dos seus problemas: propinas, talho, farmácia, etc,...
mas o que se estranha é que tal afirmação, 'politicamente correcta', seja proferida numa circunstância particularmente incómoda, para não lhe chamar 'politicamente incorrecta', a de um membro do governo viajar a convite de uma organização que se mantém por vontade ou incapacidade própria à margem da lei !!!
enfim...
mais uma particulariedade do nosso estado de direito.
"Há um excesso de jogadores sul-americanos, sobretudo brasileiros e argentinos, que obtém facilmente um passaporte de uma país europeu no qual jogam."
(joseph blatter, presidente da 'fifa')
blatter tem sido, pelo menos nesta matéria, uma pessoa coerente.
recorde-se adefesaque tem feito da regra dos '6+5' no que respeita às equipas de clube.
mas essa atitude, positiva no meu entender, na defesa dos interesses do futebol tem para já um limite: a 'fifa' não pode impedir nenhum país soberano de conceder o passaporte de nacional aos cidadãos que de acordo com as leis desse mesmo país o desejem solicitar! os quais uma vez conseguido se tornam nacionais de pleno direito, ponto. será talvez mais fácil percorrer o caminho interno de impor às selecções nacionais das 'federações' que constituem o organismo que tutela o futebol mundial uma regra tipo '10+1', '9+2' ou, mesmo, '8+3' para que 'portugal' possa continuar a alinhar com seu deco, seu pepe e seu liedson.
"Miguel Freitas é um dos "monstros sagrados" da política algarvia. Não por feitos alcançados, que não se lhe conhece nenhum mas, porque consegue sobreviver aos insucessos das suas estratégias.
Dentro de um partido disforme, insonso e cada vez mais distante das grandes transformações sociais, o seu papel histórico encetado por Mário Soares de capacho dos ditames do grande capital, tão bem consubstanciado no estilo manhoso de Sócrates, mostram a disponibilidade da grande casa de albergue de todo o tipo de interesses das camadas da classe média urbana, onde o protagonismo, o carreirismo e as fidelidades são uma escola, onde não há reprimenda para os maus resultados.
Uma análise atenta sobre as eleições autárquicas na região, afinal aquelas que melhor aferem o trabalho organizativo das direcções distritais dos partidos, permitem concluir que a vitória em Tavira não apaga a profundidade da derrota global, onde sobressaem o esmagamento de um ex-presidente em Loulé e de dois ex-deputados em Albufeira e Vila Real de Stº. antónio, mais as perdas das Câmaras em Faro e Monchique.(...)"
na minha opinião, uma excelente análise do luís alexandre ao 'ps' algarvio, região onde o partido do governo, que até se saiu muito bem nos dois últimos actos eleitorais a nível nacional, registou profundas derrrotas, merecedoras de uma séria reflexão, para cá da serra do caldeirão.
Deus Pinheiro encabeçou a lista de deputados pelo PSD em Braga. Mas renunciou ao mandato meia hora (!) depois de tomar posse. Como este ex-ministro dos três governos Cavaco Silva defendeu sempre o Bloco Central, a desistência instantânea insinua que a sua candidatura camuflava a ambição a ministro.
Gorada a expectativa, Deus Pinheiro disse “olá e adeus” em simultâneo. Tamanho desrespeito pelos eleitores (justificado com “motivos pessoais”!) permite todas as especulações. E uma renovada certeza. As listas de deputados de Ferreira Leite foram um cardápio de engodos. Pior.
Este novo recorde alimenta a má imprensa que tem o Parlamento, agrava o desprestígio do mandato do deputado e, sobretudo, é indigno de uma democracia. Defrauda os votantes. É desleal. Responder a estas flagrantes desvinculações do contrato estabelecido com os eleitores é urgente. A rotatividade dos deputados (como a que já se verificou em todos os partidos) só é aceitável quando claramente apresentada na campanha, como fez em tempos o Bloco de Esquerda.
A lei até poderia prever que certos casos, como a renúncia do cabeça-de-lista, obrigassem a novas eleições. Com essa outra ética política, para a semana, Braga voltaria às urnas. Ainda mais consciente da política de verdade do PSD.
(Joana Amaral Dias, Docente Universitário)
Vai a Fátima
Deus Pinheiro entrou no Parlamento e, trinta minutos depois, já estava fora dele. Fez bem. O Parlamento ficou a ganhar e Deus Pinheiro mostrou que, sem uma lei eleitoral capaz de responsabilizar cada tribuno, o lugar de deputado não é para levar a sério.
Durante a campanha, o ‘candidato’ serve para ‘encher’ listas que ninguém conhece e, verdade seja dita, em que ninguém vota. Vota-se no líder; a carroça que vem atrás faz parte da encomenda.
E, depois da eleição, o deputado não passa de um bedel sem autonomia que actua de acordo com os mandos e desmandos do chefe. Para efeitos práticos, é indiferente eleger Deus Pinheiro ou a minha mulher-a-dias. E é indiferente substituí-los, embora eu desconfie de que a minha Fátima, tão sensata e pontual, seria uma vantagem para o hemiciclo. Se precisarem do contacto, por favor, não hesitem.
(João Pereira Coutinho, Colunista)
a esquerda e a direita unânimes na apreciação fortemente negativa que fazem à atitude de deus pinheiro em renunciar ao mandato para que foi eleito, trinta minutos depois de ter entrado na 'assembleia da república'.
[o futebol tem uma coisa boa: ganha quem marca mais golos. na política as coisas, pelos vistos, parecem bem diferentes.]
vejamos o que se passou hoje nas eleições para a 'ar'.
- foi dito, anunciado, celebrado e profusamente televisionado o 'extraordinário' êxito do 'partido socialista' que...passou de 121 deputados para 96!: 'ganhou' perdendo 20% da sua quota na sede legislativa (eu sei que ainda falta a europa e o resto do mundo para completar as contas - 4 deputados). - o 'perdedor pequenino', 'pcp', ganhou 1 deputado! - o 'bloco' que não 'parebenizou' sócrates dobrou o seu assento parlamentar, de 8 para 16!!! - os grandes 'perdedores', ou 'perdedora', a força liderada por manuela ferreira leite, passaram de 75 para, para já, para 78 deputados. - o 'cds/pp', indiscutivelmente, e sem sofismas, o grande ganhador: 3ª força política, crescendo 9 deputados, de 12 para 21!
a 'política' é muito esquisita, não é? é que os números acima reflectem as alterações quantitativas verificadas na 'assembleia da república' em relação à anterior legislatura. ou estarei a ver mal a coisa?... as eleições não eram para medir quem elegia mais ou menos deputados?...
uma nota final, geograficamente muito próxima, que fornece mais uma importante achega a esta 'vitória' do 'ps'. o partido socialista, no algarve, perdeu metade dos seus deputados!
na conjuntura actual, pese embora ter perdido a 'maioria absoluta', facto que não é nada despiciendo, josé sócrates e o 'partido socialista' são os grandes vencedores desta eleições. no outro lado, os grandes derrotados: manuela ferreira leite, sobretudo, e o 'psd'.
a leitura dos resultados do 'bloco', do 'cds' e do 'pc', as vitórias e derrotas que lhes poderão ser associadas, terá que ser feita, na minha opinião, depois de sabermos o número de deputados que venham a eleger.
Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. — Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tetos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!
(josé régio, 'cântico negro')
daqui a bocado vou votar. uma grande parte de vocês também. eu?...
sei por onde vou sei para onde vou sei que vou por ali...pela esquerda!
- é pá, repara bem!...eu não vou votar no francisquinho louçã para que ele venha a ser 1º. ministro! - voto nele para lhe dar cada vez mais autoridade política para chatear, qualquer que ele seja, o próximo 1º. ministro." nem mais!
ainda antes da entrada em vigor do período de reflexão ocorre-me uma primeira consideração sobre esta campanha eleitoral. a diferença que o 'psd' vai ter nos resultados conseguidos nas últimas 'europeias' e, no próximo domingo, nestas 'parlamentares', ou seja, a diferença entre a vitória de então e a derrota mais ou menos expressiva de depois de amanhã, pode ser medida pelas prestações dos dois 'segundos' de manuela ferreira leite utilizados nas diferentes ocasiões: uma vibrante e mobilizadora, a de paulo rangel, outra cinzenta, confusa e paupérrima de conteúdo, de aguiar branco.
"A subida do PS coloca-o a oito pontos percentuais do PSD que surge com 29,9 por cento. Mas enquanto o PS, na sondagem publicada no sábado dia 25, tinha um resultado bem mais baixo do que agora, ou seja 32,9 por cento, o PSD obtinha apenas menos duas décimas das intenções de voto, 29,7 por cento. A conquista de mais 5,1 por cento das intenções de voto pelo PS nesta sondagem, cujo trabalho de campo decorreu entre 21 e 23 de Setembro e que contemplou 1006 inquiridos, através do método de sondagem da simulação do voto em urna fechada, foi principalmente conseguida à custa do BE, mas também do PCP."
a grande questão é esta: se uma maioria absoluta do 'ps', à custa dos votos de esquerda, 'cdu' e 'be', favorecerá uma política de esquerda na 'assembleia da república' e, logo, na acção governativa do dia-a-dia...
a experiência construída ao longo dos muitos anos em que vivi debaixo da governação 'socialista' diz-me que não. um 'ps' absoluto tende a governar ao centro, ou seja, a privilegiar uma acção executiva sempre acenando simpaticamente aos poderes instalados à sua direita. porquê? porque a sua poderosa cúpula dirigente é manifestamente conservadora como têm tido a oportunidade de mostrar - os 'afastamentos' de ferro rodrigues e de manuel alegre, provam-no - à saciedade (e à sociedade) nestes últimos anos de governação.
portanto, quem vota à direita tem o 'psd' e o 'cds/pp'. os que pretendem colocar o seu voto 'à esquerda' devem ponderar muito bem onde fazê-lo.
bem esmiuçadinho, lá no fundo, os 'gato fedorento' arranjaram maneira de ganhar mais uns valentes cobres enquanto a 'sic' e francisco balsemão minoram as dificuldades de uma 'empresa', o que não está fácil, melhorando as audiências, e os líderes dos principais partidos optimizam, pensam, o seu pecúlio eleitoral. tudo conseguido à pala de um acto cívico, as eleições para a 'assembleia da república', que alguns entre os quais me incluo, embora sejamos cada vez menos, tentam levar a sério. nada contra! cá continuarei a fazer o meu papel de parvo,...a rir. a bem da nação.
"E só mais uma coisita, a propósito do desporto rei: se o Liédson jogar pela selecção portuguesa, deixo de assistir aos jogos. Não por qualquer espécie de discriminação contra os estrangeiros. Mas gostava que a selecção não fosse constituída por brasileiros naturalizados, e caminhamos para a ausência de portugueses. Verdade que depois de naturalizados são, para todos os efeitos, portugueses. Mas para efeitos futebolísticos não. Na selecção, não!"
(marta rebelo, ex-deputada do 'partido socialista')
como é que uma carinha tão laroca, a encimar um corpinho tão perfeitinho, diz 'coisitas' tão acertadas?...
"UM DOS MEUS DRAMAS, quando chega Agosto, as férias, é escolher o que levar para ler na praia. Como se sabe, a boa leitura de praia é aquela que não tem nada para ler. Mas este ano estou salvo: as legislativas são em Setembro e os partidos já começaram a lançar os seus programas eleitorais. Já tenho leitura light, daquela que se esquece em pouco tempo e, no caso dos programas eleitorais, até os autores se esquecem. Já estou a ler o do PS: são 120 páginas recheadas de aventura e mistério. O que não falta ao PS são ideias, o que até é natural para um partido que não está no governo há mais de sete anos. Estão com a pica toda!
Mas os fins de tarde na esplanada da praia não vão ser os mesmos sem o programa do PSD. Manuela Ferreira Leite disse que só o vai lançar em Setembro... E embora digam que é por estratégia, desconfio que seja antes por causa da típica angústia do autor perante a folha em branco. Temos de reconhecer que a Verdade é um tema muito difícil para programa eleitoral. Como ligar a moral da Verdade com a praxis da Política? Chão da Lagoa + gripe x A. Preto deputado = a verdade? Será mesmo possível concretizar esta equação sem que o resultado seja zero? P. Mota Pinto e restante equipa estão em bloqueio criativo! Só estou a ver uma pessoa no PSD capaz de escrever este difícil programa: o ex-PJ Gonçalo Amaral. O livro "A Verdade da Mentira" é a prova da sua capacidade para transformar o nada em verdade. O programa do PSD poderia então chamar- -se A Mentira da Verdade, e seria um sucesso."
há dias referi aqui neste espaço, em tom fortemente crítico, a escolha de joão soares como cabeça-de-lista do 'ps' algarvio. acrescentando: 'isto é válido para o 'partido socialista' e para todos os outros!' pouco mais de uma semana depois vem o 'psd' fazer exactamente a mesma 'porcaria' indicando um ilustre desconhecido na região para encabeçar o grupo parlamentar algarvio dos sociais-democratas na próxima legislatura. saúde-se ao menos uma pequenina diferença: enquanto os dirigentes socialistas locais engoliram o sapo, o v/p do 'psd' algarvio - o meu vizinho de albufeira desidério silva - 'acha inadmissível que se escolham candidatos que nada têm a ver a com a região'. o que os dois lados (do mesmo centro) estavam a pedir era um denso e massivo voto em branco por parte dos simpatizantes das duas cores! sugiro eu.
joão soares, o filho de mário soares - e, desculpar-me-ão, continuo a pensar que a sua carreira política se ficou a dever muito a tal facto - é o cabeça-de-lista do 'partido socialista' nas próximas eleições legislativas pelo círculo eleitoral de faro. discordo em absoluto com tal decisão. a qual não abona nem quem a tomou nem quem, localmente, a 'deixou passar'. como cidadão não concordo com a mesma, como já o disse, nem com o argumento de que sempre terá sido assim. isto é válido para o 'partido socialista' e para todos os outros! se sempre foi assim, sempre o foi mal! e o que está mal, muda-se!
joão soares nunca teve grande fulgor como político e muito menos brilho como parlamentar. para além de - já me ia esquecendo - ter perdido a primeira câmara municipal do país, lisboa, para pedro santana lopes.
eu como algarvio não me revejo neste cabeça-de-lista! nem, por maioria de razão, naqueles que, não o devendo ter feito, se calaram e o aceitaram. ouvi hoje josé sócrates dizer, em resposta a manuela ferreira leite, que o importante nas próximas legislativas vai ser a credibilidade dos 'programas' que os diversos partidos apresentarão. permito-me acrescentar: e a 'autenticidade' dos deputados que, para tal, a defesa desses 'bondosos' programas, os portugueses escolherão para assentar o cu em são bento na próxima legislatura. joão soares não tem um mínimo de credibilidade junto dos eleitores algarvios! o futuro muito próximo, infelizmente para o 'ps' local, o demonstrará.
porque hoje é sábado. as frases, "lutas entre animais e donos de cães perigosos podem ser punidos com prisão até dez anos", conforme titula o 'público' na sua edição online, e "lutas entre animais e donos de cães perigosos podem ser punidas com prisão até dez anos", como foi a minha primeira enviesada leitura, fazem toda a diferença.
nota: as coisas que eu 'invento' para chamar a atenção para a intervenção parlamentar, em dissonância partidária, de um deputado algarvio;
imperdível na quarta feira o 'manchester - barcelona', às 19.45, no 'olímpico de roma. mas antes, amanhã às 4 da tarde, oliveira e costa em nova audição parlamentar promete contar quanto, a quantos, a quem e onde, pagou os bónus do 'bpn' por debaixo da mesa. o futuro de muito boa gente estará em cima da mesa.
os nossos partidos políticos numa ocasião de, segundo alguns, rara consciência e responsabilidade colectivas, no que respeita às lacunas que assolam a sociedade portuguesa na área da justiça, resolveram apresentar até ao momento, não um, nem dois!, mas para aí quatro ou cinco provedores...de justiça. não há fome que não dê em fartura.
mão amiga fez-me chegar uma imagem de uma sessão da 'assembleia da república', já depois de o hemiciclo ter sido dotado das novas tecnologias. a imagem é elucidativa de como também, com estes modernos recursos, se pode combater o absentismo dos nossos deputados por vezes tão céleres a trocar a cadeira parlamentar por um camarote 'vip' de um estádio de futebol. convém nesta mesma altura salientar - atendendo à sua dupla qualidade de deputado do 'psd' e presidente da 'liga' - a facilidade única prestada a hermínio loureiro de ter sempre presente uma imagem de um ábitro de futebol (dizem-me que poderá alternar com um grande plano de pinto da costa) a fim de que este ilustre deputado tenha sempre bem presente, diante dos olhos, (sempre) um dos maiores males que afectam o futebol português.
(actualizado às 6.00, pm)
não se pode confiar em nada neste país. em quase ninguém, já se sabia.
perante a montanha de crescentes problemas com que diariamente, cada vez mais, os portugueses se confrontam, os nossos eleitos resolveram nos últimos dias brincar aos 'provedores de justiça'. ao que consta, o presidente cavaco não resistiu a entrar na brincadeira.
este momentoso caso do licenciamento do 'freeport', em alcochete, apresenta -se junto dos portugueses com contornos bem definidos, baseado em três verdades que parecem irrebatíveis: uma: um grupo de cidadãos ingleses decidiu pagar 'luvas' para que fosse agilizada, 'por parte de quem tinha capacidade para o fazer', a decisão de autorizar a 'construção de um 'outlet' em determinada zona do território nacional que revelaria alguns constrangimentos de ordem ambiental'; duas: todas as autorizações necessárias à 'construção de um 'outlet' em determinada zona do território nacional que revelaria alguns constrangimentos' de ordem ambiental foram dadas 'por parte de quem tinha capacidade para o fazer'; três: por isso, as 'luvas' foram pagas;
o que é que falta para que este passe a ser considerado mais um 'case closed'?... saber quanto se pagou e a quem se pagou.
é minha profunda convicção - se é que consigo ter alguma profunda convicção neste caso - de que nunca, jamais, em tempo algum, se virá a saber com certeza, certezinha, de 'jura mesmo', não tanto quanto foi pago mas a quem foram pagas as luvas. como dizem os saxónicos, 'beyond any reasonable doubt' ninguém poderá apontar o dedo a josé sócrates. quando muito será possível fazê-lo...ao seu 'album de família'.
o que é que daqui reverte para o dia a dia da coisa 'política'?... que também pouca gente estará disposta a jurar que o actual primeiro-ministro nunca esteve, de uma maneira mais perto ou distante, envolvido na 'nebulosa' que compromete aqueles que se abotoaram com o dinheiro do suborno. de tudo isto ressalta para mim muito claro que a figura de sócrates, como candidadto a primeiro-ministro nas próximas eleições de outubro, será alvo a partir de agora de uma sádica cozedura em lume brando promovida por 'cozinheiros' maioritariamente instalados no partido social-democrata. a não ser que... josé sócrates se demita e provoque eleições antecipadas. e é isso que, não tenho dúvidas, fará.
o presidente da 'fifa', blatter - numa manobra típica tendente a encarecer o leilão dos 'direitos' de transmissão, sponsorização e 'merchandising', associados à imagem do evento - veio de novo falar nas virtudes de uma candidatura ibérica à organização do 'mundial' de 2018.
(quanto maior for o número de 'compradores', mais alto valor o 'produto' atingirá!)
o doutor madail que, pelos vistos, está mais tempo lá fora, beneficiando das chorudas ajudas de custa da 'uefa' e da 'fifa', do que cá dentro, lidando com as chatices que constituem, de um modo geral, o seu quotidiano na 'alexandre herculano', veio de imediato dar seguimento à 'promoção' que o amigo suiço anda a fazer do 'pack', por esse mundo fora.
bem melhor esteve o presidente da 'liga', embora, como de costume, tenha preferido contestar blatter e não gilberto madail, que tinha dito a mesma coisa. hermínio loureiro, fazendo jus ao outro lado da sua pluri-ocupação, a de deputado da nação eleito pelo 'psd', optou, na conjuntura de profunda crise que está a afectar a maioria dos portugueses - ao presidente da 'fpf'?...parece que não! - por meter alguma água na fervura e dizer, alto e em bom som, que a conjuntura actual não é a apropriada para tratar de determinados 'dossiers', os quais, à luz dos constrangimentos económicos e financeiros que o país atravessa, cabem mais no campo da 'megalomania' irresponsável de alguns do que, propriamente, no 'cabaz' dos produtos de primeira necessidade que interessam, no momento, aos dois povos ibéricos.
"(...) A bancada parlamentar do Partido Socialista, que tanto se orgulha da sua liberdade, é assim como uma claque de futebol: o chefe manda bater palmas, eles batem palmas; o chefe manda sentar, eles sentam-se; o chefe manda levantar a mão, eles levantam a mão. Sinto até um certo embaraço por um dia ter pensado que cada deputado tinha o seu próprio cérebro e que era com ele que votava na Assembleia de República. Graças ao badalado projecto de lei do Bloco de Esquerda, o grupo parlamentar do PS teve a amabilidade de me mostrar o quanto eu estava enganado. Por isso, pedia humildemente aos especialistas em ciência política que tivessem a caridade de esclarecer esta alma baralhada: para que raio serve, afinal, a disciplina de voto? Porque é que devemos permitir que os deputados que nós elegemos e cujos salários nós todos pagamos votem como se a única coisa que os distinguisse de um rebanho fosse a gravata? Para que é que existem 230 deputados na Assembleia da República se no momento mais nobre da sua actividade - a votação das propostas - eles não estão autorizados a decidir segundo a sua consciência? É que se cada deputado está impossibilitado de se exprimir individualmente, uns 20 tipos chegavam e sobravam para distribuir proporcionalmente os votos do País. Se a disciplina de voto é a regra, então há pelo menos 210 cabeças a mais em São Bento. (...)"
(joão miguel tavares, 'diário de notícias')
jmt vem com esta oportuna e justa 'opinião' mostrar, entre outras importantes coisas e causas, que poucas diferenças existem entre o líder da bancada socialista, alberto martins, e...o 'macaco'.
imagens que valem mais do que mil 'posts'. a de pedro santana lopes, no debate parlamentar, 'enquadrado' por pedro pinto e raúl dos santos, entre outras sumidades. não admira o que por aícorre.