as notícias sobre a vitória do algarvio ricardo mestre na (semi) volta a portugal em bicicleta têm sido, hoje, naturalmente pródigas.
pena que muitos digam que o jovem corredor nasceu 'em cortelha' e não 'na cortelha' - pequena povoação da serra algarvia onde os poucos habitantes que saberão(?) nadar aprenderam a fazê-lo na praia 'de quarteira' e não 'da quarteira, 'em quarteira'' e não 'na quarteira'.
capite?...
tavira - a balsa romana - no topo de 'portugal'.
desde logo na volta ao (meio) país em bicicleta, individual e colectivamente.
nas praias com a sua imperdível ilha-paraíso (mosquitos à parte), na arquitectura com o excelente trabalho desenvolvido por souto moura na recuperação do 'convento das bernardas', agora com animação cultural, e na gastronomia. neste último caso, para quem quiser fugir à rotina do peixe, recomendo-lhes ' a taska'.
(fonte: jornal 'público')
não faço grandes leituras dos resultados eleitorais de ontem para além das óbvias: a 'direita', o que quer que seja que essa designação signifique hoje, ganhou e a 'esquerda', termo também envolto em enorme nebulosidade nos dias que correm, perdeu!
para além disso duas notas que a mim, particularmente, me tocaram:
a primeira relativa a josé sócrates: teve ontem na altura da saída o seu melhor momento. pena não ter tido a mesma lucidez, sabedoria e, sobretudo, igual sinceridade nos últimos anos.
depois sublinhar um sublinhado, passe a redundância, feito numa das 'televisões': o 'cds' de paulo portas teve o melhor resultado eleitoral dos últimos 20 anos...e o pior dos últimos 20 dias, tais foram as expectativas geradas à sua volta que situavam a fasquia nos 13% ou mesmo acima.
por fim o meu 'algarve' que teve um resultado distribuído com todas as principais forças representadas: 4(psd)/2(ps)/1(cdu)/1(cds)/1(be) o que revela um sinal, para mim sempre agradável, de pluralismo de ideias.
"Mais uma má decisão politica que prejudicou o nosso país e em particular o Algarve, que foi a de escolher a Comporta para o local da Ryder Cup 2018. Estava-se mesmo a ver que só por obra de milagre ou de um lobby muito bem constituido, a decisão recaíria para os lados do Alentejo, não nos devemos esquecer que estamos a falar da terceira prova desportiva mais importante logo a seguir aos jogos olimpicos e ao mundial de futebol.
E porque não ganhámos? porque só se a organização estivesse louca é que iria apostar num local sem aeroporto, hoteis, vias rápidas, boa ferrovia e outras infraestruturas essenciais para um evento desta envergadura.
Onde está o campo de golfe? ainda em projecto!
Se não fossem os interesse mesquinhos de alguns dos politicos envolvidos na candidatura, teríamos candidatado o Algarve com todas as estruturas necessárias para um evento desta natureza, capacidade de alojamento para todos os que participam (profissionais do golfe e da comunicação social e público que assiste) e ainda teríamos um retorno financeiro de 500 milhões de euros que tanto falta faz ao nosso país neste momento de crise que atravessamos."
(em 'a defesa de faro')
"Um jornal desportivo publicou na passada sexta-feira uma pequena amostragem de entrevistas realizadas nalguns países europeus a propósito da final portuguesa da Liga Europa. Num dos países, a Dinamarca, a percentagem de entrevistados que conhecia o SC Braga era residual, em contrapartida, os mesmos entrevistados conheciam na sua totalidade o Algarve. Para aqueles que desprezam a importância do nosso Algarve, e são muitos, esta pequena sondagem deve tê-los esclarecido, e para outros, que pensam que o futebol português é conhecido em todo o lado, estas respostas dizem que não é conhecido claramente mas só nos seus grandes produtos, ou seja, a Selecção Nacional, o FC Porto, o SL Benfica e o Sporting, e alguns jogadores e treinadores, o resto, infelizmente, como neste caso se demonstra, não passa de paisagem. Contudo, o Braga, vai conseguindo sair do anonimato, e na próxima quarta-feira vai conseguir ser falado quase por todo o lado."
(em 'todos somos portugal')
o 'sc farense' desceu à 3ª divisão e o 'portimonense' prepara-se para dizer adeus à primeira liga.
o 'estádio algarve' é cada vez mais um elefante branco.
o 'olhanense' irá safar-se nos limites.
há que encontrar as razões profundas para esta triste realidade que tem devastado o futebol algarvio, realidade essa que ultrapassa em muito a mera conjuntura desportiva e que deverá ser encontrada no profundo divórcio que existe, agravado na última década, entre o entorno económico e institucional e os principais emblemas da região.
sendo o principal critério de recrutamento para o lugar de deputado da nação - por parte do 'psd' e tendo em conta a recente 'contratação' de fernando nobre - o valor aritmético-eleitoral do mesmo, deixava aqui uma outra sugestão ao líder 'laranja':
por que não josé manuel coelho?!(*)...
não digo para encabeçar a lista da 'madeira' - alberto joão jardim não permitiria tal desfaçatez nem mesmo a um político com o pedigree de estadista como possui passos coelho - mas liderar um outro círculo eleitoral?...
o de 'faro', por exemplo?...uma vez que o partido social-democrata é pródigo em mandar cá para baixo gente que nada tem a ver com a região?...
é adquirido que também teriam de lhe garantir um lugar à mesa do 'estado'!
para esse efeito deixo duas sugestões: presidência do 'banco de portugal' ou, em alternativa, a da 'caixa geral dos depósitos', esta última antes da privatização, obviamente.
não constituiria uma má ideia, tomando como raciocínio básico o do presidente do 'psd'.
seria não a maioria absoluta mas a possibilidade de deixarem josé sócrates a um ou dois pontos de distância...
*tomem esta entrada como um 'cartoon' em relação à situação política actual e não como uma menor apreciação das qualidades humanas de josé manuel coelho. não estando tão certo que 'este' convite nunca poderia ter lugar, tenho, pelo contrário, a convicção absoluta que, no oposto de fernando nobre, o zé coelho não se deixaria seduzir por estes cantos de sereias...sem mamas;
"Faro e o concelho, atravessam o período mais negro da sua História, que começou a ser escrita mais acentuadamente nos últimos 20 anos.
Depois da descaracterização urbanística que se seguiu à introdução da Universidade, com incisão no eixo Bom João/Penha/Vale de Carneiros, fomos atacados pela fúria das grandes e médias superfícies periféricas, contribuindo ambas para a depauperização do núcleo histórico da cidade de várias gerações e da sua actividade económica, em proveito de forças maioritariamente estranhas.
As casas foram sendo abandonadas, no triste espectáculo que conhecemos e sem remédio à vista, o comércio tradicional, suporte de emprego e vivência social definhou, um símbolo histórico como o Café Aliança, de grande valor patrimonial e sentimental na vida dos farenses está ao abandono porque a autarquia não tem meios para impor uma política de intervenção e, deixou-se construir um elefante branco em pleno coração da cidade, o Atrium, entre outros, para assinalar o mau gosto e as megalomanias de investidores, Banca e autoridades.
A nível de gestão autárquica houve que satisfazer a pressão das clientelas partidárias, criando-se um corpo de empresas municipais, que se tornaram num peso no orçamento e cujos resultados estão provados nas contas negativas e nas fusões.
Quando as exigências dos tempos obrigavam a medidas políticas de racionalização de serviços e despesas, as camarilhas partidárias apostaram no desperdício e na divisão do território, quando a dimensão do concelho não exige mais do que uma freguesia urbana e outra rural, não mais do que cinco vereadores e o retorno das actividades à direcção e responsabilização destes.
Os artificialismos gestionários foram extrapolados e entregues à incompetência, ao ponto de se produzir obra fora dos critérios e acompanhamento técnicos da autarquia, com os custos que isso representou, e, do levantamento das reais necessidades para a definição da dimensão dos equipamentos, as suas formas de crescimento faseado e de pagamento.
Atravessámos um longo período virosal, cujos sintomas se faziam sentir contando com a benevolência dos votos e dos aproveitamentos e, agora, estamos na fase dos vómitos, de deitar tudo cá para fora porque os desarranjos chegam à boca e têm de partir para as intervenções cirúrgicas delicadas.
As últimas eleições autárquicas foram disputadas sob este cenário de ruptura, contudo ainda religiosamente bem guardado da gentalha mas bem acompanhado das mentiras piedosas das promessas, fazendo dos munícipes tropa fandanga e imberbe.
Macário e Apolináro, as duas faces da mesma moeda, que acabaram por se equilibrar no arrepio da irresponsabilidade e dos votos, nem uma saída política para as suas propagandas criaram no concelho. Temos uma encruzilhada de um governo maioritário com base minoritária na assembleia que, na actual crise, vai condenar a um acordo PSD/PS, para salvarem as faces.
Sem o apoio do PS não há Plano e nem condições para a governabilidade. Macário está mais frágil do que na eleição e só conta com o seu apagado executivo e o salvo-conduto Jorge Leitão, que como os outros, lhe deu votos, lhe dá a submissão e a face samaritana.
O fio condutor de Macário e do PSD passam pela sobrevivência farisaica à sombra do PS, com a estratégia da fé na mudança e no socorro governamental que uma eleição nacional antecipada possa proporcionar, vivendo o PS as sensações contrárias, da continuidade da luz central e do colete-de-forças da gestão municipal, que nenhuma carência financeira pode ajudar.
Os cidadãos, claro, na imensa maioria assistem impávidos a estes jogos da direita tradicional e do falso partido socialista e como não têm direcção que os convença entre uma falsa esquerda, vivem dias de desassossego.
Falta-lhes acreditar que as mudanças passam pela guerra a este sistema opressor, que se renova nas pessoas para os mesmos objectivos de defender as minorias que nos controlam e exploram. Sem mudança não há esperança! Na cidade, no concelho, na região e no país."
(luís alexandre, no blogue 'a defesa de faro')
"A passagem dos 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique continua a ser celebrada em Novembro. Entre os dias 12 e 14, Aljezur, Vila do Bispo e Lagos, os municípios que compõem a associação Terras do Infante, recebem iniciativas alusivas à data."
(no 'correio da manhã')
comemoram-se no próximo sábado os 550 anos passados sobre a morte do infante dom henrique, o 'navegador'.
associaram-se à efeméride os municípios de 'aljezur', 'vila do bispo (sagres)' e 'lagos', os três integrando a associação conhecida como 'terras do infante', que decidiram celebrá-la com uma série de palestras e inaugurações (públicas) e um concerto de música (em privado).
não vou aqui tecer (mais) loas ao infante navegador - que, tirando a expedição a 'ceuta', pouco mais longe cruzou que a baía de lagos - do que aquelas produzidas, pudera!, por (gomes eanes de) zurara, a quem o infante nomeou comendador da 'ordem' (de cristo) que comandava, ou, mais ou menos na mesma época, pelo geógrafo inglês samuel purchas que encontrou nas raízes plantagenetas de dom henrique (era filho da inglesa dona filipa de lencastre), a explicação para a excelência da sua intervenção como astrónomo, matemático(?) e lutador contra o 'islão' (vidé "prince henry the 'navigator', a life", peter russel, ed. 'yale university press').
escrevo esta entrada com um único propósito, o de protestar contra a não inclusão destacada da caravela 'boa esperança' - para quem não saiba uma réplica, o mais fiel possível, das primeiras 'caravelas das descobertas' do séc.15, afinal o suporte material da razão que imortalizou uma personagem da história mundial cuja morte agora se celebra - das 'comemorações' planeadas para o próximo fim-de-semana.
como referia há dias, dizem que o nosso futuro está no mar.
como?
quando os nossos decisores continuam a viver com a cabeça bem enterrada, passe a redundância, em terra?
espero que o senhor presidente da república - que me disseram participará nas cerimónias que decorrerão em 'lagos', no sábado - possa encontrar uns minutos para visitar a 'boa esperança'.
seria uma excelente maneira de a retirar momentaneamente do nevoeiro em que estes 'adamastores/admnistradores' dos tempos modernos a procuram continuamente envolver: seja por falta de dinheiro, o pretexto, ou de ideias, a verdadeira razão.
dois dias passados no mar, hoje e amanhã, afastam-me de certa maneira do quotidiano que se vai desenrolando em terra.
de qualquer modo, nas poucas abertas que a 'pen' até ao momento me deu, notei:
(1) com agrado a posição do presidente do sindicato dos jogadores de futebol sobre o momento federativo.
jogadores e treinadores constituem a primeira linha de defesa do futebol. é tempo de fazerem valer as suas ideias na disputa eleitoral que se avizinha;
(2) muito interessante, mais uma vez, a opinião assinada no 'diário de notícias' por santiago segurola sobre a deficiente competitividade no futebol de alto nível (ou a total falta dela) no espaço europeu, onde não esquece de apontar uma das principais razões para tal: a disparidade na repartição do bolo dos direitos televisivos;
por fim, um aspecto mais localizado mas que me diz afectivamente muito.
(3) a cidade de faro onde nasci e cresci, perdeu completamente a sua autonomia mercê do endividamento excessivo que acumulou ao longo de anos e anos de ruinosa gestão repartida entre 'socias-democratas' e 'socialistas'.
o 'poder local', conquista de 'abril', na capital do algarve...já era. para já, nos próximos vinte anos;
ps,
deve dar para ver o 'fc do porto'. por isso conto voltar ainda hoje.
é um 'benfica' quanto baste aquele que temos tido este ano.
esta noite foi mais uma vez assim: cumpriu os mínimos exigíveis.
mais uma vitória no 'estádio algarve', onde a equipa da 'luz' nunca perdeu, desta vez frente a um 'portimonense' que mostrou ventura, candeias e pouco litos.
[a economia do algarve sofre novo abalo.
depois do anunciado boicote dos benfiquistas aos jogos com o 'olhanense' e 'portimonense' - no último caso com resultados a serem aferidos já amanhã - vêm agora duas importantes agências de viagem, a 'tui' e a 'thomas cook', comunicar de que decidiram suspender a oferta do destino algarvio nos seus programas para a época baixa que agora se inicia.]
"...and they come into 66 from the tributary side roads, from the wagon tracks and the rutted country roads, 66 is the mother road, the road of flight."
(john steinbeck, em as 'vinhas da ira')
felizmente que o governo, com a sua capacidade de perspectivar o futuro, exercício que recentemente pouco ou nada tem praticado, resolveu activar a rua longitudinal 125 que atravessa toda a região, de 'vila real de santo antónio' praticamente a 'sagres', por virtude da introdução de portagens na 'via do infante'.
já a partir dos primeiros meses do próximo ano será possivel aos autóctones e aos poucos alienígenas que ainda nos visitarem assistir à animação das esplanadas, cafés e restaurantes à beira de uma estrada frequentada nos sítios mais ermos por belezas do leste europeu e da américa do sul.
socorrendo-me de steinbeck, serão aos milhares a chegar, pelas estradas que levam à 125, a rua-mãe, vindas das praias do litoral e dos caminhos, a norte, iniciados nas pequenas povoações do 'barrocal'...
pena o ruído das sirenes do 'inem'e das ambulâncias dos 'bombeiros', da luz irritante para os olhos dos 'pirilampos' dos reboques e dos carros das brigadas da 'gnr', que se acumularão ao longo dos seus cerca de 150 kilómetros removendo chapa retorcida e carne retalhada.
não se pode ter tudo!
para que esta saga não seja esquecida confiamos que apareça rapidamente no panorama literário um novo jack kerouac capaz de transmitir ao mundo toda a emoção que vão sentir aqueles que se arriscarem a passar 'on the road'...125.
eu, pelo meu lado, que já não tenho idade para aventuras, muito menos para que me metam coisas, chamem-se elas 'chips' ou, mais prosaicamente, 'identificadores', vou tentar manter-me afastado da 'animação', o mais possível.
link:'route 66'
na habitual 'odisseia' de outono - que é trazer o 'luisinha' da ilha de tavira para o seu local de inverno, a doca do 'naval' em faro - feita ontem, à chegada assisti (assistimos) a um episódio totalmente inusitado por impensável.
um cidadão estrangeiro, proprietário de um 'veleiro' fundeado nas 'quatro águas', fazia um número de autêntico malabarismo, mais visto para os lados do 'cirque du soleil', tentando equilibrar uma dezena de garrafões vazios, de plástico, e dois 'jerrycans'.
o propósito?...enchê-los de água potável para levar para bordo.
numa cidade cujo casco urbano tem uma frente de mar de cerca de 3 kilómetros (pelo menos!) não existe um único local capaz de acolher e suprir necessidades básicas, tais como são água e combustível, das centenas de turistas que nos demandam por mar todos os anos!!!...
uma cidade falida virada para o mar, num país falido à beira-mar, onde o senhor presidente da república, nos intervalos que faz para reclamar da necessidade de se aprovar um 'orçamento', clama às autoridades e investidores para que se virem para...o mar.
faro, o 'algarve', 'portugal', regiões onde outrora existiram marinheiros, pescadores e navegantes e onde, hoje imperam os céguinhos.
"- Gostaria um dia de treinar em Itália? Que clubes é que gostaria de treinar?
Não seria treinador de futebol se não tivesse o desejo de treinar em Itália. Inglaterra pode ser o berço do futebol, mas Itália é a grande casa da táctica. E quando falo da táctica, não menosprezo o futebol italiano por ter construido essa afinidade com o lado táctico do futebol. Foram os italianos que tornaram a táctica num instrumento para ganhar jogos. Claro que gostaria de treinar em Itália. E seduz-me que a Itália seja um país que valoriza a experiência. Dos jogadores e dos treinadores. Um treinador com cinquenta, sessenta anos, em Itália, é um sábio. Em Portugal, dos doutores e dos professores de educação física, um treinador de cinquenta, sessenta anos é um reformado. Tendo a possibilidade de treinar em Itália, gostava de experimentar os clubes que enchem de sonhos, qualquer treinador: Juventus, Inter de Milão, Roma e AC Milan. Mas há outros grandes clubes em Itália que aceitaria treinar. Com muito prazer e interesse."
(manuel cajuda ao 'calciomercato', via 'record')
uma interessante entrevista do meu conterrâneo manuel cajuda onde este se debruça, com clareza, sobre o futebol dos 'emiratos' (península arábica) e da relação do mesmo com as vedetas em fim de carreira.
patente a sua boa integração no mundo árabe - nem outra coisa seria de esperar, da parte de um 'mouro' (diz ter feito o 'ramadão') que mesmo longe não esquece o 'contencioso' que mantém com o futebol português.
o inverno que se aproxima a passos largos adivinha-se gelado...para a bolsa dos portugueses.
mas o pior são as perspectivas que o verão de 2011 nos oferece: tempos ainda mais frios!...
será sem sombra de dúvida um verão boreal em tudo o que diga respeito à economia, de bater o queixo porque será muito escasso o agasalho que possamos vir a receber da actividade económica, do 'emprego' e das coberturas sociais.
no futebol, contudo, devido ao facto de a porta de entrada no 'euro 2012' ter sido pela 'equipa' de paulo bento reaberta com a vitória da passada sexta-feira sobre a 'dinamarca', a passagem do duro inverno será suportada com maior estoicismo porque sabemos que, logo em junho, teremos a possibilidade de aquecer o coração e a alma com a sopa quente que será a desforra sobre a 'noruega'.
isto, é claro, se...
ganharmos esta noite aos 'islandeses', uma selecção fraca (100ª do ranking 'fifa'), de um país que tem uma população semelhante, em número, à do 'algarve', um povo que gosta mais de 'andebol' e 'hóquei no gelo' do que, propriamente, de futebol.
e é tudo isto que irá acontecer.
só não sei por quantos mais golos, a vitória de hoje, nem por quantos mais pobres as derrotas nos muitos amanhãs que se seguem...
a convite de um amigo participei hoje numa aula prática de 'náutica' em plena 'ria formosa, há pouco tempo eleita como uma das 7 maravilhas de portugal.
atracar, fundear e 'homem ao mar' foram manobras repetidas por todos os candidatos a 'navegantes' num dia pleno de sol e sem vento, uma maravilha, digo-vos.
outra maravilha foi o almoço num restaurante de uma das ilhas barreira, a culatra, onde, para além de nós, éramos seis, me cruzei com o bispo auxiliar do algarve e com elementos da vereação farense que aí, presumo, pastoreavam o seu rebanho - cada um o seu, deles.
maravilha final foi ter visto um barco da marinha de guerra portuguesa atracar no cais para recolher tão ilustres personagens.
não sei quanto custou o almoço, muito menos o combustível, que o generoso estado português pagou a estas importantes figuras, mobilizadas, penso, para a ilustre e nobre tarefa de 'evangelizar' os pescadores da 'culatra'.
a nós, para além do gozo que foi muito, coube 20 euros a cada um integralmente pagos dos respectivos bolsos.
cada dia me sinto mais maravilhado com as maravilhas que os nossos governantes nos proporcionam...
mais do que não seja, à vista.
"para danzar él tango son necessárias dós e yó no tenia parcero para danzar-lo (sic)'
(josé sócrates, primeiro-ministro de portugal)
"O orçamento ainda não foi apresentado pelo Governo e quando ele for apresentado é muito provável que ocorram negociações, existem cinco partidos da oposição no Parlamento, portanto são muitas as possibilidades de negociação, eu confio no sentido de responsabilidade dos dirigentes políticos portugueses."
(aníbal cavaco silva, presidente da república portuguesa)
será que o nosso primeiro-ministro encontrou, finalmente, um par disponível para 'danzar' o (tal) tango do orçamento...o presidente de todos nós, à última da hora chamado ao 'baile' pelo facto de pedro passos coelho ter optado por se deslocar temporariamente ao 'toilette' recompor a esborratada maquilhagem discursiva?...
é que se for ele, cavaco silva, o parceiro, talvez a dança mude para um alegre (vade retro!) 'corridinho', animado por 'florestrias', 'vassourinhas' e 'sapateados', em vez dos passes para o lado, mais os p'rá frente e para trás, tão recorrentes no primeiro-ministro, que marcam o tango 'porteño'.
antigamente íamos, ao domingo à tarde, para os campos de futebol mais cedo.
porque, geralmente, a equipa da casa, no caso lembro-me do 'farense', nos oferecia um animado jogo de miúdos.
hoje, não sendo exactamente a mesma coisa, antes pelo contrário, a 'sport tv' 'dá-nos' o 'atlético de madrid-barcelona' antecedendo o derby lisboeta.
depois de (mais) um excelente dia de mar passado na companhia de bons e velhos amigos, acaba por ser um fim de tarde de excelência para quem, como eu, gosta de futebol.
que desfrutemos todos desta tarde noite já que do que se passou antes só poucos tiveram essa oportunidade.
esta noite o 'olhanense - portimonense'.
chamam-lhe o 'derby' algarvio.
não é!
o 'derby' algarvio sempre foi e será, num futuro próximo - tenhamos fé, nós os de faro, mais não nos resta - o encontro entre 'farenses' e 'olhanenses'.
de qualquer modo, encarando a realidade, cumpre-me, como nascido na zona, vaticinar que... ganhem os dois!
se tal não for possível, como não é, que ganhe o melhor e acima de tudo - têm todas as condições para tal - que nos proporcionem um bom jogo de fuetebol.

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